quinta-feira, 19 de novembro de 2009

HQs Imperdíveis - Parte 1


Os fãs de quadrinhos sabem que é uma missão quase impossível fazer uma daquelas listas tipo "as 10 melhores". Se o tema em questão é quais são as HQs imperdíveis , aquela edição que não pode faltar na coleção de ninguém, embora alguns saibam citar algumas obras de cara, é uma tortura limitar as escolhas.
Apesar de obviamente achar algumas melhores que outras, eu definitivamente não saberia por onde começar minha lista de melhores, então vou fazer da maneira mais simples possível, vou postar aos poucos as minhas edições favoritas, sem ordem ou quantidade definida.

Pra quem é fã ou quer se aventurar no mundo dos quadrinhos , seguem as Recomendações:





Batman, o Cavaleiro das Trevas (Frank Miller)

Na metade da década de 80, a DC deu liberdade total a Frank Miller (Batman: Ano Um) para escrever O Cavaleiro das Trevas, que se tornaria uma das minisséries mais marcantes da extensa vida editorial do Homem-Morcego.
Bruce Wayne, aos 55 anos, está aposentado e tenta levar o que mais se aproxima de uma vida comum, mas a onda de crimes em Gotham City não deixa. Inconformado, ele passa a impedir um crime aqui e outro ali, sempre em meio às trevas. Mas não adianta, em pouco tempo a notícia se espalha: o Batman voltou à ativa!
O problema é que os super-heróis estão há dez anos proibidos de agir em público pelo governo norte-americano. E o mundo vive sob o medo de uma guerra nuclear entre Estados Unidos e União Soviética (a obra é de 1986). Agora, o Morcego terá de lidar com o problema que arrumou - e ele adora isso.



Superman: O Homem de Aço (John Byrne)

Em 1986, John Byrne deixava a Marvel Comics – onde vinha trilhando uma gloriosa carreira recheada de sucessos como X-Men, Quarteto Fantástico, Tropa Alfa e diversos outros –, em virtude de uma irresistível oferta da DC Comics. O grande quadrinista seria o responsável pela reformulação de seu mais querido personagem, o maior super-herói de todos os tempos: Superman.

Sob a proposta de modernizar todo o conceito do lendário herói, Byrne reimaginou o visual e as distintas características de Clark Kent/Superman, Lois Lane, Krypton e Lex Luthor. Da mesma forma, foram completamente renovados os relacionamentos entre Superman e Lois, Superman e Batman, Superman e Luthor. Vilões antigos como Bizarro reapareceram, enquanto surgiam novos malfeitores como a doentia Magpie. Era o alvorecer de uma nova era para o Homem de Aço, uma era marcante e inesquecível para todos os leitores.


Batman: A Piada Mortal (Alan Moore e Brian Bolland)

Um dia ruim. É apenas isso que separa um homem são da loucura. Pelo menos segundo o Coringa, um dos maiores e mais conhecidos – se não o maior e mais conhecido – vilão do mundo dos quadrinhos. O genial roteirista Alan Moore (Watchmen, V de Vingança) mergulhou na mente do Palhaço Psicótico e presenteou os fãs da nona arte de todo o mundo com uma das melhores histórias já escritas contando a origem do Coringa e analisando de forma definitiva sua relação com o Cavaleiro das Trevas e Gotham. E Brian Bolland (Camelot 3000), um dos maiores ilustradores dos quadrinhos, elevou a história praticamente à perfeição desenhando com maestria o mundo imaginado por Alan Moore. Mas faltava um detalhe para completar a obra. Bolland não pôde colorir a edição original, mas agora, vinte anos depois, isso foi corrigido e as cores foram completamente refeitas pelo artista, seguindo fielmente a sua imaginação. Essa realmente é uma edição obrigatória para todos os fãs do Coringa, do Batman e dos quadrinhos.


Camelot 3000

Camelot 3000 foi escrita por Mike W. Barr , com a arte de Brian Bolland, e publicada pela DC Comics em 1982-1985.
A história mostra as aventuras do Rei Arthur, Merlin e os reencarnados Cavaleiros da Távola Redonda e como eles ressurgiram no mundo futurístico de 3000 para lutar contra uma invasão alienígena comandada por ninguém menos que Morgana Le Fay.

Arthur, Guinevere, e Lancelot são apresentados mais ou menos tradicionalmente como um condenado triângulo amoroso. Sir Galahad é transformado de cavaleiro cristão em samurai e devotado aos ensinamentos do bushido. Sir Percival, é geneticamente alterado em um monstruoso gigante, mas que mantém a personalidade gentil. Sir Kay revela que sua principal característica está no fato de reduzir as tensões entre os membros da corte de Arthur, fazendo-os se unirem em uma mútua antipatia por ele. Mordred é o filho de Morgana Le Fay (embora seja enganado por ela e não tome conhecimento disso).

O tratamento mais original no trabalho dos personagens arturianos reside na figura de Sir Tristão, que inesperadamente reencarna em uma mulher. Sua transformação o força a reexaminar seus conceitos pré-concebidos além de sua própria sexualidade. Seu relacionamento com Isolda é testado pela sua nova identidade, porém seu amor triunfa e as duas se tornam amantes.

Mike W. Barr e Brian Bolland receberam reconhecimento por seus esforços e trabalho em Camelot 3000, incluindo uma nomeação para o Jack Kirby Award por melhor série em 1985.



Demolidor: O Homem sem Medo (Frank Miller e John Romita Jr)

Uma chama arde profundamente em Matt Murdock. Ele foi criado por seu pai, um boxeador em decadência com uma última chance de fazer algo de bom — uma chance que lhe custou a vida. Ridicularizado e atormentado pelas outras crianças enquanto crescia, Matt teve sua vida irremediavelmente alterada quando, ao salvar um idoso, perdeu a visão ao ser atingido por materiais radioativos. A compensação? Uma vontade inquebrantável e uma inteligência aguçada, que ajudaram a dar foco aos supersentidos com os quais Matt foi abençoado pelo acidente. Testemunhe a magistral origem do Homem Sem Medo na visão dos lendários Frank Miller e John Romita Jr.






Demolidor: A QUEDA DE MURDOCK (Frank Miller e David Mazzuchelli)

Nessa série, uma ex-namorada viciada em drogas (Karen Page) vende a identidade do Demolidor a um traficante, que a revende ao Rei do Crime. A partir daí, a vida de Murdock é destruída, ele mergulha de cabeça no submundo da Cozinha do Inferno e precisa reencontrar suas próprias forças para se reerguer.
Matt recebe ajuda de uma freira que o roteiro sugere ser sua mãe e na parte final, acaba enfrentando um psicopata que parece ser um tipo de refugo do projeto do Super-Soldado, que criou o Capitão América. Desta forma, é revelado que o Capitão talvez não fosse o unico sobrevivente daquele projeto.
Magnificamente desenhada por David Mazzuchelli, com traços realistas e roteirizada de forma genial e revolucionária por Miller, esta saga ficou marcada na memória dos admiradores de quadrinhos, tendo seus conceitos copiados por outros personagens conhecidos, como Batman e Justiceiro.

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