domingo, 22 de novembro de 2009

Eu sou Ozzy


O cantor original do Black Sabbath , Ozzy Osbourne , lançou seu livro, “I Am Ozzy”, no Reino Unido no dia 1° de outubro. Ozzy assinou cópias de suas memórias na sexta-feira, 2 de outubro na HMV em Londres, Inglaterra. O livro foi originalmente previsto para quase dois anos atrás e foi adiado duas vezes.

Recentemente o Madman concedeu entrevista ao Telegraph.co.uk e abaixo podem ser conferidos trechos do papo.

Sobre seu sucesso duradouro:
“Completarei 61 anos, e por alguma razão as pessoas continuam querendo me ouvir e me ver. Não sei o que aconteceu durante os anos."

Sobre ficar sóbrio e bem fisicamente:
“Eu amo a sensação de fazer exercícios. Não bebo mais, não fumo e não me drogo. Eu gosto de estar sóbrio pois assim posso ao menos me lembrar do que fiz ontem.”

Sobre como as lembranças de sua vida voltaram, quando ele começou a trabalhar em sua autobiografia “Eu sou Ozzy”:
“Eu não fui sempre um cara feliz e positivo. Eu fui ruim por muito tempo: eu batia na minha mulher e tudo o mais... mas a autobiografia foi catártica, ela contribuiu para me livrar um pouco da culpa.”

Sobre seus anos de excessos:
“Na primeira vez que experimentei cocaína, me lembro que pensei ‘Encontrei o significado da vida!’ Porém depois eu passei a amar a morfina e outras coisas também. O pior foi que eu estava comprando quilos a cada semana. Dito isto, de longe a coisa mais viciante que eu já coloquei no meu corpo foi tabaco. Ao final, eu tentei goma de mascar, fumava cigarros de mentira, usando os emplastros, mas continuava fumando 20 por dia. Eu tentei charutos, mas em uma semana eu já estava fumando 30 cubanos por dia e também tragando. Agora não uso mais nada. Eu me chateio por estar sempre viciado em uma coisa ou outra.”

Sobre o vício:
"Álcool, drogas, tabaco, é tudo a mesma coisa, é algo pra consertar a maneira como você se sente. Mas isto começou a se voltar contra mim. Assim que minha tolerância começou a piorar, eu mal conseguia segurar alguma coisa, eu bebia e então tinha que tomar outra dose pra me recuperar, daí lá pelas nove da manhã eu já estava acabado. Foi quando eu comecei a cheirar o 'velho pó' para me reerguer de novo. No começo era divertido, mas depois deixou de ser e passei a fazer isto por achar que era o normal."

Sobre o "despertar" que o fez perceber que ele tinha um problema:
"Uma vez nós tivemos uma festa infantil, o aniversário de uma das crianças, e Sharon me disse, 'Voce devia ter visto a si mesmo ontem,' e eu disse, 'O que tinha de errado comigo? Eu estava legal, brincando com as crianças ou o que quer que seja'. E ela me disse, 'Voce quer se ver?' e ela pôs um vídeo e eu estava dopado. Eu pensei, 'Talvez isso seja verdade'".

Sobre o fato de ter dirigido ilegalmente durante anos:
Osbourne: “Eu comprei uma nova Mercedes AMG e levei Sharon para o Tramps. Bebi várias garrafas de álcool, e em seguida, descemos o South Molton Street pelo caminho errado. Um polícial de doze anos me disse ‘Você andou bebendo?’ e eu disse ‘O Papa é católico?’ Fomos detidos em um Mariah preto e eu disse para a Sharon "Não é todo dia que você sai de um Mercedes novo em folha e volta para casa em uma van da polícia, o que não é algo muito bom’.

Sobre dinheiro:
“Eu tinha 18 anos quando a Sony ofereceu um contrato ao Black Sabbath. Eles me deram 105 libras – eu nunca tinha visto tanto dinheiro em toda minha vida. A partir daí eu poderia passar as manhãs, tardes e noites embriagado que ninguém se importaria. Não há no mundo outro trabalho no qual você pode agir assim e não ser demitido."

Sobre sua esposa e empresária Sharon:
“Se não fosse por ela sem sombra de dúvidas eu estaria morto. Minha querida é a melhor; eu a amo. Por algum motivo, o sapato ainda serve, entende? Mas nós brigamos, é claro. Você encontra essas pessoas que estão casadas há 27 anos e afirmam nunca terem cometido uma ofensa contra a outra: bem, creio então que eles vivam em países diferentes. Às vezes eu olho para a Sharon e penso: 'Oh, pelo amor de Deus, por que eu tive de olhar para você e começar com isso?'”


Sobre como Sharon mantem um controle restrito da imagem do marido:
“Se aparecer uma espinha no meu rosto, ela chamará um médico e ambos discutirão como lidar com isso.”

Sobre o que ele ainda gostaria de acontecesse consigo:
“Um álbum número um seria bom, e que o livro se tornasse um filme com o Johnny Depp me interpretando — eu iria gostar disto. Mas na verdade eu gostaria de voltar no tempo e fazer melhores escolhas. Ainda assim, agora eu sei que não existe um lugar como Utopia. Mesmo se eu transformar o inferno em céu, você pode apostar sua vida que o banheiro vai feder".

Se poderia ter surgido um Ozzy Osbourne no século 21:
Osbourne: “Não sei. É um negócio completamente diferente agora. Eles dizem ‘Você é bonito, você tem boa aparência; vamos colocar um nome qualquer na banda.’ Por um mês eles são garotos novos na TV e depois desaparecem; agora é tudo manufaturado.”

Sobre as chances que sua autobiografia tem de dar certo, uma vez que trata-se de uma coleção de fatos retirados de sua fraca memória:
Osbourne: “Ozzy Osbourne em 350 páginas? Este é somente o primeiro capítulo, minha vida tem sido tudo, menos monótona.”

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