sábado, 14 de novembro de 2009

John Byrne

Eu comecei a curtir quadrinhos quando tinha uns 11 ou 12 anos e acabei me tornando um marvete (denominação aos fãs da Marvel Comics) de carteirinha. Meu primeiro contato com os heróis quadrinizados foi lendo as histórias dos X-Men, que na época, viviam a fase que hoje é conhecida como "A Saga da Fênix Negra", magistralmente desenhada por John Byrne. Aí ficou fácil virar fã.

Quando eu lia história com roteiro fraco, se os desenhos fossem bons pra mim estava ok. É o mínimo de exigência que eu faço até hoje, que os Desenhos sejam pelo menos bons. Mas quando tinha John Byrne desenhando e tb no roteiro era satisfação garantida. Nem preciso mencionar que Byrne é meu desenhista favorito né?



Pra quem acompanhou quadrinhos na década de 80, sabe que Byrne é um famoso desenhista e roteirista e o trabalho pelo qual ficou mais conhecido foi justamente sua fase na revista dos X-Men. Apesar disso, Byrne já trabalhou nas revistas dos principais super-heróis dos quadrinhos norte-americanos. Fez trabalhos notáveis na revista do Super Homem e do Quarteto Fantástico além de criar a Tropa Alfa, grupo de super-heróis canadenses que perseguia seu ex-membro, Wolverine.






John foi responsável por uma infinidade de reformulações nos universos Marvel e DC e pode-se dizer que o cara é tão criativo quanto polêmico. Suas obras são capazes de despertar nos leitores os mais antagônicos sentimentos, como ódio e paixão, mas seu nome na capa, por si só, já garantia visibilidade para qualquer título das editoras.

Pra vcs terem uma idéia da revolução que John causava nos títulos, quando assumiu o Quarteto Fantástico, simplesmente substituiu o Coisa pela Mulher-Hulk, (uma de suas personagens favoritas) e ainda dedicou uma Graphic Novel (edição de luxo, com qualidade de página especial) inteiramente a ela.

Quando trabalhou com os X-Mens, "esquentou" o relacionamento de Ciclope e Jean Grey, a Fênix. No título do Hulk, casou Bruce Banner com Betty Ross. Namor e a Mulher Invisível viveram clima de romance e sensualidade e por pouco o Sr. Fantástico não ganhou um par de chifres.

Como se já não bastasse, Byrne também explorou a homossexualidade no universo dos super-heróis com objetivo de tornar seus personagens mais reais. O mais lembrado é Jean-Paul Beaubier, o Estrela Polar, membro da Tropa Alfa. Contudo, apesar das evidências notórias, na época, a idéia não pode ser bem explorada por pressões editoriais. Só nos últimos anos que o herói canadense finalmente saiu do armário e assumiu sua orientação sexual.

Outro que tb não resistiu ao artista foi Colossus dos X-Men, que Byrne já desenhava com tendências homossexuais, embora de maneira mais discreta. Na reestruturação do Superman, criou a personagem da policial Maggie Sawyer, explicitamente homossexual.






John desenhou vários personagens da Marvel e da DC ao longo de sua carreira. Homem de Ferro, Namor, Quarteto, X-Men, Vingadores, Hulk, Mulher-Hulk, Homem-Aranha, Capitão América, Tropa Alfa, Mulher-Maravilha, Superman e Batman entre muitos outros já passaram pelas mãos do artista mas sem dúvida, na minha opinião, as fases mais importantes pra mim são quando desenhou as edições de Uncanny X-Men (números 108, 109, 111 ao 143), Mulher-Hulk (do 1 ao 8, 31 ao 46, 48 ao 50), Mulher-Maravilha vol2 (101 ao 136), Superman vol 2 (1 ao 22) e os 6 anos a frente do Quarteto Fantástico, desenhando os números 209 ao 221, 232 ao 293.

Quem ainda não conhece e quiser conhecer o trabalho do artista pode ler qualquer material que encontrar que leve sua assinatura sem medo.

Clique para ver as imagens em seu tamanho original.







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