quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Star Trek - A Fronteira Final



Star Trek fez sua estréia em 1966 com um elenco multiétnico, que obedecia o conceito de um futuro utópico, de paz e união mundial justamente em uma época conturbada pela segregação racial nos Estados Unidos, guerra do Vietnã, o medo vermelho do comunismo e da guerra nuclear.

A rede NBC repudiou o piloto “The Cage” (A Jaula), que apresentava uma mulher (Majel Barrett, que depois se tornou a Sra. Roddenberry) como a oficial segundo em comando da Enterprise. Segundo a emissora, a ideia era ridícula e ninguém jamais acreditaria nisso, nem em um programa de ficção-científica.



Muita coisa teve que ser mudada para Star Trek nascer como uma série. Todo o elenco do piloto caiu, com exceção de Leonard Nimoy (que permaneceu como Spock, mas ganhou sua fria lógica sem emoções) e Majel Barrett (que virou enfermeira) em um segundo piloto chamado “Where No Man Has Gone Before” (Onde Nenhum Homem Jamais Foi).

A NBC queria um elenco principal de homens brancos. Roddenberry não podia ganhar todas as batalhas, então deu o posto de segundo em comando a Spock, que era incialmente visto como um homem estranho de aparência satânica, mas acabou passando. Com esta jogada e com uma patente menor, Roddenberry não só conseguiu manter uma mulher na ponte de comando, mas conseguiu um feito inédito: uma mulher negra em um elenco principal, a oficial de comunicações Uhura (Nichelle Nichols).

A Spock e Uhura se juntaram o capitão James T. Kirk (William Shatner), o engenheiro-chefe Scotty (James Doohan), o timoneiro Hikaru Sulu (George Takei), que neste segundo piloto era médico. Os outros membros da tripulação clássica viriam depois. O Dr. Leonard “Magro” McCoy (DeForest Kelley) entraria para o grupo no início da série e o navegador Pavel Chekov (Walter Koenig) só na 2ª temporada.



A tripulação original. Da esquerda para a direita: Scotty, Spock, Kirk, McCoy, Uhura e Chekov.

Mas engana-se quem pensa que a série estourou logo no início. Ou no meio. Ou no final. Na verdade isso jamais aconteceu enquanto era produzida. Apesar de ter um público fiel entre jovens universitários, nunca atingiu índices satisfatórios de audiência.

Alguns atribuem isso ao pioneirismo antes de seu tempo, outros ao fato da série nunca ter tido chance no horário nobre da NBC. O fato é que Star Trek esteve em apuros desde sua concepção e durou apenas 3 temporadas.



Com o cancelamento em 1969, todos os envolvidos consideraram seus trabalhos feitos e encerrados. Não poderiam estar mais enganados.

Em vez de ser esquecida, a série seguiu justamente o caminho oposto. De alguma forma, suas reprises ficavam cada vez mais populares. E foi assim que uma geração inteira de fãs (re)descobriu Star Trek e o elevou ao status de cult.


Em 1979 estreava Star Trek: O Filme, com um orçamento de US$ 35 milhões. Mas a maior batalha não foi travada no espaço e sim nos estúdios da Paramount Pictures. A produção tinha todo o elenco original da série, um diretor vencedor de Oscar (Robert Wise) , colaboradores de peso como os mestres da ficção-científica Ray Bradbury e Isaac Asimov, só não tinha uma coisa: roteiro.

Mesmo sob essa imensa pressão, o roteiro funcionou e o filme foi um grande sucesso de bilheteria, chegando a quase US$ 140 milhões no mundo inteiro.

Após viver um sucesso fantasma por uma década, finalmente Star Trek estava de volta, maior e melhor. A ressurreição bem sucedida colocou Kirk, Spock, McCoy, Sulu, Chekov, Uhura e Scotty no auge por 6 filmes no total, encerrando sua épica jornada em grande estilo e na hora certa.



fonte: Jovem Nerd
Adaptado do texto de Alottoni, o Jovem Nerd

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