sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Machine Head

Apesar de já conhecer o Machine Head desde 1995, eu nunca tinha dado tanta atenção a banda como recentemente. Nem sei o pq, mas comecei a escutar com mais frequência e a gostar muito a ponto de conseguir todo o material disponível pra curtir.

Pra quem não conhece os caras, o Machine Head é uma banda de thrash metal formada em 1992 em Oakland, Califórnia. Seu fundador é o vocalista e guitarrista Robb Flynn que originalmente fazia parte da banda Vio-lence.

Ao lado dos músicos Logan Mader (guitarra), Adam Duce (baixo, voz secundária) e Tony Costanza (bateria) , Flynn gravou uma demo de 800 dólares financiada por Duce que acabou atraindo a atenção da Roadrunner Records que bancou o primeiro álbum, chamado Burn My Eyes (1994), consagrado pelos fãs e crítica. Durante muitos anos, Burn My Eyes foi o álbum de estreia mais vendido da gravadora.

De cara o Machine Head não era tão popular nos Estados Unidos, fato que só viria a acontecer mais tarde e nos albuns seguintes, mas curiosamente fizeram um sucesso gigantesco na europa, atraindo a atenção do MTV's Headbangers Ball que chamava o Machine Head de "filhos do Slayer", pelo peso e influência que o Slayer exercia sobre eles.

Depois do lançamento do seu debut , ainda em 1994 a banda começou a acompanhar justamente o Slayer como banda de abertura por toda a europa. Depois da bem sucedida tour com o Slayer, no início de 1995 foram os headliners nas mesmas cidades que já haviam tocado, culminando com um show de encerramento da tour no famoso London Astoria.

Após passar por algumas mudanças de integrantes desde sua formação, a banda lançou em 1999 o álbum intitulado "The Burning Red", meu preferido e provavelmente o álbum mais polêmico da banda graças ao estilo musical adotado e tb pelo visual da banda que havia claramente mudado bastante. Fortes influências de new metal se apresentavam, incluindo trabalhos vocais no estilo rap e bases de guitarra mais simples.

Em compensação foi provavelmente o álbum da banda que a tornou mais conhecida ao grande público com músicas de uma forma mais facilmente comercializável. O álbum conta com clássicos como: "The Blood, The Sweat, The Tears", "Exhale The Vile " e até "Message In A Bottle" , conhecido clássico da banda do velho Sting, The Police.

Em 2003 a banda soltou o álbum Through the Ashes of Empires que foi uma volta às raízes com sonoridade mais proxima do estilo metal com que iniciaram a carreira. Este disco é considerado por muitos como o melhor da banda desde "Burn My Eyes". Conta com músicas que em pouco tempo se tornaram clássicos, como: "Imperium", "Seasons Wither" e "Descend The Shades Of Night".

O Machine Head foi a atração principal no palco True Metal do festival Wacken Open Air de 2005 com público de 40,000 fãs. A banda lançou nesse mesmo ano o DVD com o show completo que realizaram no Brixton Academy lotado em Dezembro de 2004, um documentário e alguns videos. O DVD debutou no número 13 das paradas de video norte-americanas (United States music video charts).

Em 2007 veio o album The Blackening , na minha opinião o mais bem trabalhado musicalmente porém o mais cansativo devido as faixas de longa duração. O site Blabbermouth.net comparou o album ao clássico "Master of Puppets" do Metallica. Por aí vcs já tem uma idéia da qualidade do CD. Aliás, o Machine Head gravou a música "Battery" pra uma edição comemorativa de 20 anos do álbum Master of Puppets promovida pela revista de rock americana Kerrang! e que acabou entrando como faixa bonus do CD.

Bom, tá aí um resumo da história da banda. Quem quiser fazer um apanhado da carreira dos caras, procure pelo CD ao vivo "Hellalive" e pelo DVD "Elegy".

Pra quem ainda não conhece e curte thrash de qualidade vale uma conferida. Coloquei 2 videos de fases diferentes. Primeiro o clássico "The Blood, The Sweat, The Tears" do 3º CD (The Burning Red) e depois "Ten Ton Hammer" do 2º album (The More Things Change...) Bom som!




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