domingo, 25 de abril de 2010

Megadeth toca pra 7.000 fãs em São Paulo


Eu já disse aqui antes mas vou repetir: Não existe nenhuma banda no mundo que me faça encarar uma estrada até São Paulo para assistir a um show. Não adianta me dizerem que fã de verdade viaja pra ver sua banda favorita. BULLSHIT!!! Sou fã mas não sou FANÁTICO por nenhuma banda a ponto de viajar 6 horas ou mais. Quando as bandas que eu gosto vem ao Rio eu vou aos shows, do contrário, pode esquecer.

Mesmo sendo muito fã de Megadeth e estar puto por eles terem agendado quatro shows no Brasil para a tour de comemoração de seu legendário album Rust in Peace, não podia deixar passar em branco.

Imperdoável não terem reservado uma data sequer pro Rio de Janeiro, cidade em que seus shows ao longo das turnês brasileiras sempre lotaram e onde foi a primeira apresentação da banda na América do Sul e seu maior público, em 1991, no Rock in Rio 2.

Mas enfim, não veio, um abraço. Como não fui a nenhum dos shows, segue a matéria publicada hoje no portal G1 sobre o show de ontem, em São Paulo.

Show do Megadeth em São Paulo tem pouca conversa e muito peso

Dave Mustaine é o último a entrar no palco, pouco após as 22h deste sábado (24), ovacionado pela plateia de São Paulo. Durante as próximas cinco músicas, o guitarrista, vocalista e líder do Megadeth não troca uma palavra com o público de quase sete mil pessoas que lota o Credicard Hall.

Ao invés de começar com alguma faixa de “Rust in peace”, álbum de 1990 que o Megadeth está tocando na íntegra em sua atual turnê, em comemoração aos 20 anos de lançamento do disco, a banda ataca com “Dialetic chaos”, música de abertura do seu álbum mais recente, “Endgame”.


Ao fim do primeiro bloco, Mustaine explica. “Como hoje não temos banda de abertura, vamos tocar mais faixas que nos outros shows da turnê brasileira”, conta, para a alegria da massa uniformizada de preto. O Megadeth se apresentou em Porto Alegre e Recife antes de tocar na capital paulistana. “Mas vocês sabem porque estamos aqui”, anuncia o cantor enquanto inicia a introdução de “Holy wars”, primeira faixa de “Rust in peace”.

Como uma máquina de guerra, o quarteto massacra com precisão a plateia, tocando o disco do começo ao fim, na ordem original das faixas, com direito a um intervalo entre o lado A e o lado B do álbum. A voz de Mustaine, que parecia baixa e enterrada no instrumental no começo do show, foi ganhando peso e melhorando durante a noite.

Dos “quatro grandes do thrash metal” (título dividido pela banda com Metallica, Slayer e Anthrax), o Megadeth sempre foi o mais “clássico” em relação ao metal tradicional, e não faltaram solos tão melódicos quanto os de um Iron Maiden durante a apresentação.
Ao fim das músicas de “Rust in peace” – que aparece também como cenário do show, com a capa estampada no fundo do palco – Mustaine volta a falar brevemente com a plateia: “E esse foi ‘Rust in peace’”.

A promessa de mais músicas foi cumprida, com 21 faixas em um show de quase duas horas. Além do material de “Endgame”, o grupo não podia deixar seus clássicos de fora. Quando é a vez de “Symphony of destruction”, os fãs cantam o riff de guitarra encaixando “Megadeth” na melodia.

Para o bis, a banda fica quase cinco minutos fora do palco, enquanto a plateia recita o refrão de “Peace sells” na tentativa de trazer o grupo de volta. Mustaine é o primeiro a retornar, sem camisa, para cantar “A tout le monde”, o mais perto que o Megadeth já chegou de uma balada.

Para fechar a noite, antes da distribuição indiscriminada de palhetas para os fãs da pista premium, a requisitada “Peace sells”.




Confira abaixo o set list completo do Megadeth em SP


“Dialetic chaos”
“This day we fight”
“In my darkest hour”

“Sweating bullets”
“Skin of my teeth”

“Holy wars”

“Hangar 18”

“Take no prisoners”

“Five magics”

“Poison was the cure”

“Lucretia”

“Tornado of souls”

“Dawn patrol”

“Rust in peace... Polaris”

“Trust”

“Head crusher”

“Right to go insane”

“She wolf”

“Symphony of destruction”


Bis

“A tout le monde”

“Peace sells”

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