segunda-feira, 31 de maio de 2010

Aerosmith no Brasil


Na última quinta-feira (27) o Aerosmith se apresentou para cerca de 15.000 no estacionamento do Fiergs em Porto Alegre e na capital paulista no sábado (29). Os fãs tiveram o privilégio de ouvir clássicos de toda trajetória da banda.

Assisti o Aerosmith em 94 e gostaria de ter assistido de novo mas por não rolar show no Rio, obviamente eu não estava presente dessa vez. Mas meu amigo e colaborador do Rodz Online, Eduardo Bueno, estava no show de POA.
Vamos torcer pra que ele faça uma resenha em breve pra postarmos aqui no blog. Enquanto isso, acompanhem as matérias sobre os shows, direto do portal G1


Porto Alegre
Pontual e energético, o grupo norte-americano Aerosmith deu início ao curto giro brasileiro na noite desta quinta-feira (27), disposto a enterrar dúvidas sobre as condições físicas dos integrantes para excursionar pelo mundo.

Em duas horas, o grupo fez a plateia de 15 mil pessoas esquecer a chuva fina e apresentou um repertório de 20 músicas no palco montado no estacionamento da Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre, contemplando grande parte dos hits que tornaram a banda referência do hard rock e da música pop nos últimos 30 anos.



O quinteto havia chegado a Porto Alegre na quarta-feira (26). Na quinta, quatro horas antes do show, os músicos partiram para o local do evento, e descansaram em camarins separados, reunindo-se apenas para a janta e para o show. Um otorrinolaringologista e um quiropraxista ficaram à disposição dos músicos nos bastidores.

Às 22h05min, cinco minutos após o horário marcado, a produção acendeu as luzes do palco ao som de “Rainy Day Women”, de Bob Dylan (conhecida pelos versos “everybody must get stoned”, algo como “todo mundo deve ficar chapado”), e o Aerosmith deu início ao espetáculo com o hit “Love in a elevator”.

Steven Tyler, o vocalista de 62 anos que quase deixou a banda no ano passado após uma queda de um palco, mostrou estar recuperado e com a costumeira energia – além do figurino obrigatório (calça boca de sino prateada, e o pedestal decorado com lenços).



A segunda música, o clássico hard rock Mama Kin, veio com o início da garoa que molhou os gaúchos até o final do show. Na terceira, “Falling in love (is hard on the knees)”, o Aerosmith mostrou que veio ao Brasil disposto a agradar. “E aí, gaúchos!”, gritou Tyler para a plateia, num português simpático e surpreendentemente sem sotaque.

A primeira metade do show foi centrada nos grandes hits da banda, com destaque para as baladas que fizeram uma geração de jovens que cresceram ouvindo música em videoclipes nos anos 90. “Pink”, a quarta música, agradou aos fãs mais novos.




O público acima dos 30 anos, adolescentes da geração videoclipe da década de 90, também esteve presente. A banda dedicou a primeira metade a ganhar a simpatia dos trintões. “Living on the edge”, “Jaded”, “Crazy” e “Crying” vieram em sequência, para delírio da plateia que, a esta altura, usava capas de chuva para se proteger da garoa fina e insistente.



No palco, Tyler parecia não dar bola para o clima. Se as lesões do ano passado (e o período internado para tratar da dependência de analgésicos) deixaram alguma sequela em Tyler, a ponto dos colegas de banda cogitarem procurar um substituto, o vocalista disfarçou bem em Porto Alegre.

Em “Dream on”, atingiu os agudos característicos, sem sinal de perder a voz pela idade. Também não se protegeu da chuva em nenhum momento mesmo tendo a possibilidade de se refugiar embaixo da área coberta do palco e ainda dançou como um adolescente durante toda a apresentação.

O espetáculo, executado com som perfeito e três grandes telões de boa definição, teve uma espécie de pausa na décima música, quando o baterista Joey Kramer fez um longo solo de bateria.

A partir daí, o Aerosmith voltou mais roqueiro. “Rag Doll” e “Sweet Emotion” foram os destaques da segunda metade. A chuva e os solos de guitarra em “Lord of the thighs” e no blues “Stop messing around”, cantado por Joe Perry, cansaram parte do público que preferiu ir embora para fugir da chuva e do congestionamento da saída a encarar o encerramento.

No bis, Tyler e companhia apostaram no clássico “Walk this way” e no cover “The train kept a Rolling”.

Com duas horas exatas de show, o Aerosmith deixou o palco sem deixar chance para um novo bis.

O repertório:
1 - Love in a elevator
2- Mama kin
3 - Falling in love (is hard on the knees)
4 - Pink
5 - Dream on
6 - Living on the edge
7- Jaded
8 - Crazy
9- Crying
10 - Solo de bateria
11- Lord of the thighs
12 - I don´t want to miss a thing
13- Rag doll
14- What it takes
15- Sweet emotion
16- Stop messing around
17- Baby please don´t go
18 - Draw the line

Bis:
19 - Walk this way
20 - The train kept a rolling





São Paulo

Com um repertório misturando clássicos próprios com blues antigos em versão hard rock, a banda norte-americana Aerosmith subiu ao palco montado no Parque Antártica por volta das 22h deste sábado (29) para um Palestra Itália quase lotado. É a primeira vez da banda no Brasil desde 2007, que nesta temporada também tocou em Porto Alegre na quinta-feira (27).

A apresentação foi a última parada da turnê pelo Brasil. Com uma bandeira gigante com o logo da banda cobrindo o palco, o quinteto norte-americano abriu o show com “Eat the rich”, de 1993. No repertório, um pouco parecido com o tocado no Rio Grande do Sul, clássicos como “Livin’ on the edge”, “Dream on” e “Cryin’” conviviam com bons blues como “Stop messin’ around” (cover de Fleetwood Mac) e “Baby please don’t go” (de Big Joe Williams), gravados no álbum mais recente o grupo, “Honkin’ on bobo”, de 2004.



Com a experiência de quem tem quase quarenta anos de palco, os colegas de Aerosmith parecem ter deixado para trás as brigas internas que tomaram conta do noticiário musical em 2009 e 2010, incluindo boatos de que o vocalista Steven Tyler deixaria o grupo. Já em “Love in an elevator”, terceira música, Tyler está dividindo o microfone e cantando juntinho do guitarrista e amigo Joe Perry.

Carismático, o vocalista dos lábios avantajados fez tudo o que se esperava dele. Girou com o pedestal do microfone, fez manha para a câmera que registrava o show no telão, agitou uma bandeira do Brasil com o símbolo do Aerosmith durante “Fallin’ in love”, e ainda aproveitou para brincar com o camarada Perry: depois de “Crazy”, pegou uma calcinha jogada no palco por uma fã mais afoita e pendurou no pedestal do microfone do guitarrista.



Tentando tirar o máximo de proveito da tecnologia, o grupo chegau a passar alguns clipes clássicos (como “Livin’ on the edge”) enquanto tocava a faixa correspondente ao vivo. Perry foi mais longe e chamou uma tradutora para explicar seu plano. “As pessoas sempre vêm falar comigo para contarem que ganharam de mim no ‘Guitar hero’, mas agora eu vou fazer um desafio real para mostrar que é mais difícil me bater na vida real”, disse o músico, antes de iniciar um duelo virtual contra sua persona no videogame musical.

O público, que ultrapassava as 35 mil pessoas, respondia em alto e bom som a todas as declarações do grupo. No começo de “What it takes”, Tyler fez o público cantar uma estrofe inteira à capella, sem instrumentos. “Que lindo”, elogia o cantor. Perto do final da primeira parte do show, um grupo de senhoras lideradas por Carmem Cristinha Pontes Hungria, de 50 anos, se ajoelhou para a banda. “A gente tem que reverenciar isso. Só consigo me ajoelhar para o que é eterno”, explicou a fã emocionada.



Apesar da felicidade, alguns dos fãs dos setores de cadeiras não ficaram tão satisfeitos, e o G1 ouviu algumas reclamações sobre o som baixo da apresentação. “O show podia ser mais alto”, explicaram os amigos Carlos Moraes e Roberto Jr., que vieram de Belo Horizonte para ver o Aerosmith. Mas fizeram questão de elogiar a banda: “Ainda assim valeu a pena, foi excelente”.

Alheios a qualquer problema sonoro, os cinco membros do grupo pareciam felizes ao se despedir do público após o bis, que contou com “Walk this way” e “Toys in the attic”. De camisa aberta, Tyler apresentou cada um dos músicos com elogios rasgados. Ao final, Perry pegou o microfone e devolveu a gentileza. “Apresento a vocês o melhor vocalista do mundo, Mr. Steeeeeeven Tyler!”, gritou. Boatos de separação à parte, o grupo mostrou que em cima do palco não há motivo nenhum para acabarem a festa tão cedo.

Confira o setlist completo

"Eat the rich"
"Back in the saddle"
"Love in an elevator"
"Falling in love (is hard on the knees)"
"Pink"
"Dream on"
"Livin' on the edge"
"Jaded"
"Kings and queens"
"Crazy"
"Cryin'"
"Lord of the thighs"
"Stop messin' around"
"What it takes"
"Sweet emotion"
"Baby, please don't go"
"Draw the line"

Bis
"Walk this way"
"Toys in the attic"

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por participar do RODZ ONLINE. Não deixe de seguir. Sua visita e comentários mantem o blog vivo.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...