domingo, 15 de agosto de 2010

Minha História com o Rock - Capítulo 3

Dando sequência a mais um capítulo da saga "Minha História com o Rock", nessa terceira parte vou continuar contando sobre as minhas empreitadas musicais e as bandas que fiz parte ao longo dos anos. Pra quem ainda não leu a parte 2, é só clicar AQUI.

Infelizmente eu não possuo um registro fotográfico completo mas vou postar o material que eu tenho disponível pra vcs.

Parte 3

Depois do catastrófico show de estréia do Black Shadow, a banda sofreu constantes mudanças na formação, saindo o vocalista Alexandre Francis, o baixista Wilson e o baterista. Para seus lugares entraram, respectivamente, o vocalista Fabio Vaca, Bruno e Jerônimo. Apenas eu e o Fabio permanecemos da formação original. Acontece que depois do fiasco no CPII, o Black Shadow nunca mais fez nenhum show. Tívemos oportunidade de tocarmos no mesmo teatro mais 2 vezes mas ninguém além de mim se animou a subir no palco de novo. Continuamos tocando nossos covers na rua, na casa do Fabio, na minha casa mas nunca em um show ao vivo.

Engraçado foi que a banda virou um tipo de marca pra quem me conhecia no colégio. Onde quer que eu fosse com os caras, a galera da escola sempre nos associava ao Black Shadow e apesar do único show, tínhamos um certo prestígio. Naquela época, estar em uma banda de garagem, por mais tosca que fosse, te dava um certo status. Era como se as pessoas olhassem pra gente e dissesem: "Que foda. Os caras tem uma banda!!!". Grandes merdas, né? Mas era isso que acontecia.

No ano seguinte ao show do Black Shadow eu acabei fazendo um show acústico no mesmo teatro com meus amigos Leo Zuma e Ana Cristina nos vocais. Esse show foi bem mais simples e mais tranquilo de se fazer. Por ser só violão e voz, tivemos muita facilidade pra escolher cerca de 12 músicas e ensaiar com antecedência. Apesar de, no dia, estar nervoso pra cacete pelas lembranças do ano anterior, dessa vez deu tudo certo e o repertório maroto e previsível, com músicas da Legião Urbana, Barão Vermelho e Kid Abelha, ajudaram. Clássico.

Em 1995 foi minha consagração escolar. Musicalmente falando, é claro. Isso pq depois do Black Shadow, minha primeira grande banda foi a Mary Jane Superstar. Na verdade a MJS foi mais uma banda montada exclusivamente pro "Show de bandas" e eu mesmo batizei e cuidei de todo o esquema pro show. A MJS se juntou da seguinte forma: Dessa vez eu tive a grande sorte de conhecer dois irmãos, um guitarrista e um baterista, que tocavam em uma banda profissional de rock nacional, o Juarez e o Bruno.

Os caras tocavam como um trio, com o baixista e o guitarrista fazendo os vocais. Minha idéia era ficar de segundo guitarrista e colocar a Ana Cristina nos vocais principais. Como na data agendada pro show o baixista já tinha compromisso, acabei assumindo as 4 cordas e tocamos como um quarteto. Com local e equipamentos a disposição e um esquema profissional de ensaio, escolhemos cerca de 15 músicas no estilo Rock Brasil, ensaiamos com tranquilidade e dispondo do nosso próprio sistema de amplificadores, fizemos um show redondo. Mesmo depois de 15 anos, lembro como se fosse ontem como foi a abertura do show. Tocamos um trechinho nervoso de "Asa Branca" do Luiz Gonzaga e emendamos com uma versão muito rock n' roll de "Será" da Legião Urbana. Foi lindo.





Como já está muito longo, vou encerrar esse post por aqui e no próximo capítulo, vcs vão conhecer a história do Razor.

abçs

Rodz

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