segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Guns N Roses - A História da saída de Cada Membro


Surfando na rede, acabei encontrando essa matéria escrita pelo blog hardnrocker (os autores e fontes de pesquisa vcs conferem acessando o hardnrocker), sobre os motivos que levaram a saída de cada ex-integrante do Guns N' Roses.

Achei muito interessante e resolvi reproduzir aqui. Apenas dei uma revisada no texto original que estava com problemas sérios de pontuação, acentuação, concordância etc. e acrescentei pequenos trechos. De qualquer forma, foi um sensacional trabalho de pesquisa do
hardnrocker, que assim como me agradou, também deve agradar aos demais fãs da banda. Confiram:






Steven Adler

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Steven Adler enfrentava sérios problemas com drogas quando saiu do Guns e um dos episódios que mais caracterizaram esses problemas foi quando no Farm AID IV, em 1990, a banda só pode tocar duas músicas devido as péssimas condições de Adler, despedido da banda em Junho do mesmo ano, durante a gravação dos albuns Illusions, sob a alegação que seu contrato incluía uma cláusula que o demitiria se ele continuasse se drogando. Steven é conhecido pelos fãs como o cara que sempre pede o retorno da formação clássica do Guns.


Izzy Stradlin

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Os problemas de Izzy com a banda começaram logo em 89 durante a gravação dos Illusion, conforme revelou o próprio guitarrista. Em dois meses a banda gravou os instrumentais, porém os vocais demoraram um ano para ser gravado. Além disso, nesse período, a banda trocou Adler por Matt, o que desagradou Izzy, que tempos depois, revelaria que na sua visão, essa troca transformou o Guns em uma banda heavy metal. Além disso, durante a turnê dos Illusions, Axl Rose começou a comportar-se como uma prima donna e queria controlar os rumos da banda. Izzy irritou-se com os atrasos nos shows e outros problemas. Nesse período o guitarrista estava tentando largar as drogas e a vida em turnê tornava isso quase impossível. Izzy passou a viajar separado da banda na turnê de Use Your Illusion para manter-se sóbrio.

Irritado com o rumo que as coisas estavam tomando, Izzy decidiu deixar a banda em 1991. O último show de Izzy foi no VMA de 91. Anos depois Izzy revelou em uma entrevista o verdadeiro motivo de sua saída para a revista Hard Rock Magazine “Após a primeira parte da turnê Use Your Illusion, Axl queria me fazer assinar um contrato que me colocava um pouco de lado, o que significava menor pagamento. Eu não conseguia acreditar. Esse contrato partia de um cara com o qual eu cresci! Nós sempre levamos o Guns N' Roses como amigos e, grosseiramente, Axl disse para mim: "Agora se trata de negócios". Por que eu deveria continuar? Onde estava a diversão? Isso foi a gota d'água, mas fatos antecedentes também me fizeram decidir pela saída: durante nosso primeiro show em Londres, meninos morreram. O que foi aquilo? Isto que é rock 'n' roll? É divertir-se e depois ler nos jornais de um aeroporto que meninos morreram no seu show? É divertido tocar em estádios todas as noites e começar uma desordem em Saint Louis porque o cantor teve um ataque? Você realmente, em alguma dessas ocasiões, pontua consigo mesmo: "Nada disso é divertido mais." Axl não mais cumpria bem seu papel de líder da banda. E, por outro lado, os outros encontravam-se completamente chocados”

Apesar de tudo, em 2006, Izzy subiu novamente ao palco junto com o Guns N' Roses. Foi a primeira vez que Axl e Izzy apresentaram-se juntos em público desde 1993 (Izzy substituiu Gilby durante alguns shows em 1993). A primeira aparição de Izzy nos shows do Guns N' Roses aconteceu em Nova Iorque. Izzy voltou a tocar com a banda inúmeras vezes na Europa, em músicas como "Think About You", "Used to Love Her", "Patience", "Nightrain" e "Paradise City".



Gilby Clarke

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Gilby Clarke entrou no Guns em 1991 no lugar de Izzy e tocou com a banda a segunda metade da Use Your Illusion Tour e gravou com o Guns o album de covers The Spaghetti Incident. Clarke saiu da banda em 1993 porque, segundo ele, Rose não dava importância às suas músicas. Após não receber os direitos que ele dizia serem dele, Clarke processou a banda em 1995. Clarke disse que não queria ir aos tribunais mas decidiu fazê-lo porque ninguém no GN’R retornava as suas ligações. O GN’R processou ele também (leia-se Axl Rose) mas o assunto foi resolvido com um pagamento de quantia não revelada
em favor de Clarke. Apesar das desavenças, Gilby voltou a ter amizade com Rose, tanto que eles fizeram um dueto em 2000.


Slash

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Finalmente vamos falar da saída mais "conturbada". O único membro que até hoje não tem um relacionamento nem razoável com Mr Rose. A briga toda começou no início de 1995, quando Slash mostrou a Rose algumas músicas que poderiam ser utilizadas no novo álbum do Guns mas que não foram bem aceitas por Axl. Rejeitado, Slash pegou essas músicas e lançou um álbum com sua banda à parte, 'Slash's Snakepit'. Em 1996, Axl demitiu Gilby Clarke (que era amigo de Slash) sem avisar o Mago da Cartola e colocou na banda Paul Tobias. Slash não gostou da contratação do novo guitarrista, uma vez que Axl contratou Tobias sem ao menos consulta-lo.

A discórdia entre os dois chegou ao seu auge porque o rumo que Axl queria tomar para o próximo CD não ia de acordo com as idéias de Slash. Além disso, na gravação de "Sympathy For The Devil" (cover dos Rolling Stones), Axl Rose não gostou do Solo executado por Slash e pediu para que Tobias gravasse um outro solo por cima sem avisar Slash. É óbvio que Slash percebeu a crocodilagem e aumentou a crise na banda. Algum tempo depois, já cansado do estrelismo de Rose e o relacionamento ruim entre ele, Axl e Tobias, se demitiu da banda. Slash enviou um fax para MTV onde dizia que não fazia mais parte da banda. No noticiário da MTV cravaram: "O Guns N'Roses Acabou". Axl e Slash não conseguem se esquecer e vivem se processando. Foram inúmeros casos desde 1996, os mais famosos são os que Slash e ex-integrantes da banda, acusaram Axl de ter ficado com um percentual dos ingressos de direitos autorais da banda que correspondem a eles. No mais recente processo envolvendo os dois, Axl processa a Activision por usar a imagem de Slash tocando Welcome to the Jungle em Guitar Hero 3, alegando que Slash não pode ser associado ao GN'R. Sobre sua saída do Guns, Slash escreveu em sua biografia: "Considero minha saída do Guns uma das decisões mais inteligentes que já tomei. Não há dúvida de que, se eu tivesse continuado com a banda sob aquelas circustâncias, com certeza estaria morto a esta altura devido a muito dramalhão desnecessário."


Duff Mckagan

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Duff também era viciado em drogas e álcool, porém, ao contrário de outros membros, esse vício não o prejudicou tanto na banda, já que Duff ficou por 11 anos no GN’R. Duff escondido da imprensa e dos fãs, foi submetido a uma cirurgia de emergência no pâncreas, o que o obrigou a parar de vez com o consumo de álcool. Em 27 de Agosto de 1997, teve sua primeira filha, Grace, com Susan Holmes. O médico avisou que se o baixista bebesse uma dose de álcool, poderia morrer. O que aconteceu foi que Duff criou uma síndrome do pânico e estava com pavor de tocar para um número grande de pessoas, pois nunca havia começado um show sem antes beber algo, além disso, devido a saída de seus amigos, ele também
resolveu sair da banda, dizendo que após Slash ter saído, não tinha mais clima para tocar no Guns, e voltou para Seattle, onde montou um estúdio e voltou a tocar com o 'Ten Minute Warning', banda que ele havia participado antes da formação do Guns. Duff mantem um bom relacionamento com Axl Rose e durante a turnê “Chinese Democracy” tocou junto com o GN'R na O2 Arena em Londres.


Matt Sorum

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Sorum entrou no Guns 'N Roses no lugar de Steven Adler e gravou com a banda os albuns Use Your Illusion I e II (excluindo a faixa "Civil War"), The Spaghetti Incident? , de 1994, o single Sympathy for the Devil e a maioria das músicas do album Live Era: '87-'93. Matt Sorum foi demitido do Guns por Axl Rose e segundo o próprio, sua saída não foi nada amistosa. O baterista, atualmente limpo de drogas e com 44 anos, disse que recorda dessa noite de princípios de 1997 como se fosse hoje. Sorum lembra que chegou no estúdio Complex, em Santa Mônica, para escutar Axl falar com Paul Tobias, o guitarrista que entrou para substituir Gilby Clarke.

Quando cheguei, ouvi Tobias falando besteiras sobre Slash e o interrompi: 'Escuta aqui seu filho da puta do caralho, vou gostar muito que não diga nenhuma merda sobre o Slash, porque ele é meu amigo'. Então Axl me enfrentou. Eu disse: 'Vai tocar Sweet Child O' Mine com os acordes de Paul Tobias? Desculpa, mas não vai soar bem'. Axl me disse: 'Eu sou Guns N' Roses e não necessito de Slash, eu sou GN'R', e eu lhe disse: 'Quer Saber de uma coisa? NÃO, VOCÊ NÃO É! Esta discussão se estendeu por 20 minutos, então Axl finalmente me disse: 'Bem, então você vai renunciar ao seu cargo?' então eu lhe disse: 'NÃO, não vou renunciar merda nenhuma !!!' então ele me disse, 'Bem então está despedido'.

Paul Tobias me alcançou no estacionamento, e me disse, 'hey volte e desculpe-se!', e eu disse: 'Não dá, ele me despediu. Você se sente bem, tendo sido a causa da separação de uma das maiores bandas que já existiu?'. E fui para minha casa, fui para meu palácio rock star de 6 andares e 2 elevadores, e 1 mês depois recebi a carta dos advogados de Axl confirmando minha demissão.

Após seis anos Matt encontrou e fez as pazes com Rose em
uma festa em Chrome Hearts. "Depois que a festa terminou. Axl me deu uma carona até meu hotel na sua periferia."



Paul Tobias

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Paul Tobias entrou na banda em 1994 para ser um compositor junto com o Slash, porém no final das contas, foi um dos principais responsáveis pela saída dos membros remanescentes da formação original e de Matt Sorum. Axl sempre considerou Tobias um músico de estúdio. O primeiro show de Paul Tobias com o Guns N’ Roses foi em janeiro de 2001, no House Of Blues, em Las Vegas. Paul também tocou com o Guns N’ Roses no Rock In Rio 3, quando foi apresentado por Axl Rose como um dos principais responsáveis pela volta da banda e que sem ele, não haveria mais Guns N’ Roses. Tobias saiu da banda e
no lugar dele entrou Richard Fortus. Quando a banda lançou "Chinese Democracy" percebemos claramente que ele apenas deixou a banda no sentido de realizar as tours (Paul não gosta de tocar para grades públicos), porém gravou as guitarras, várias peças para piano e escreveu canções no album "Chinese Democracy" para a banda. Ou seja, tecnicamente ele permanece no Guns, mais não como integrante dos shows.



Robin Finck

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Robin entrou no Guns em 1997 por indicação de Matt Sorum, assinando um contrato de dois anos para trabalhar no disco Chinese Democracy. Ao fim do contrato, voltou ao Nine Inch Nails.
Finck retornou ao Guns no final de 2000, dividindo a guitarra-solo com Buckethead e tocando no Rock in Rio 2001.Finck permaneceu oito anos no Guns, participando de 118 shows, e rejeitando uma proposta de voltar para o Nine Inch Nails na turnê de With Teeth.
Em 2008, Finck voltou ao Nine Inch Nails, e participou das gravações do álbum The Slip. Em novembro do mesmo ano, Chinese Democracy foi lançado, com Finck tocando em todas as faixas, tendo sete solos, crédito como co-autor de "Better" (lançada como single), e créditos adicionais por teclados e arranjos. Em março de 2009, o Guns N' Roses anunciou DJ Ashba como substituto de Finck, mas declarou que o guitarrista continua a ser parte da banda por seu envolvimento em Chinese Democracy, ou seja, ele permanece no Guns oficialmente.



Bryan Mantia

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Bryan entrou no Guns por indicação do ex-guitarrista Buckethead tocou com a banda nos anos de 2001 até 2006 quando no mês de junho teve que se ausentar da banda para resolver problemas particulares e passar um tempo com sua família, já que sua esposa deu à luz uma menina, em 4 de julho de 2006. Desde então, não voltou a tocar com a banda mas gravou o album Chinese Democracy. Axl afirma que Mantia ainda é um membro do Guns N’Roses.


Buckethead

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Buckethead fez sua estréia na banda no ano de 2001, e tocou no Rock in Rio 3. Saiu em março de 2004 forçando o cancelamento do show no Rock in Rio Lisboa. Notícias da época afirmam que a saída dele da banda foi por conta do longo período sem tocar ao vivo e da demora para o lançamento do album Chinese Democracy, disco pelo qual ele contribuiu tocando guitarra em quase todas as faixas e ajudando na composição das músicas Shackler's Revenge, Scraped e Sorry. Buckethead tem um bom relacionamento com Rose mesmo após sua saída da banda. Em momentos da tour de Chinese Democracy, Axl já utilizou o famoso balde na cabeça em homenagem a Buckethead.

A empresa de refrigerantes, Dr Pepper, prometeu dar uma latinha de refrigerante para cada cidadão norte-americano caso o GUNS N’ ROSES lançasse o “Chinese Democracy” em 2008. Axl declarou na época que dividiria seu refrigerante com Buckethead caso o album fosse lançado.


fonte: hardnrocker

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