sexta-feira, 30 de abril de 2010

Dobradinhas de Sucesso do Cinema

Já notaram que certos diretores são obcecados por certos atores e atrizes e que não satisfeitos em trabalhar com seus preferidos uma ou duas vezes, acabam engatando uma série de filmes? E por diversas vezes essas dobradinhas entre diretor/ator resultam em ótimos trabalhos que chega a ser até difícil comentar sobre as melhores parcerias. Vamos lembrar algumas parcerias lendárias do cinema.


Martin Scorsese / Robert De Niro
Apesar de não ser a parceria de maior quantidade, fizeram 8 filmes, certamente foi uma das de maior qualidade, uma vez que a dupla Scorsese/Deniro e seu nível de qualidade altíssimo resultou em algumas indicações ao Oscar e vários filmes memoráveis, como Taxi Driver, Touro Indomável, Os Bons Companheiros, Cabo do Medo e Cassino.


Martin Scorsese / Leonardo DiCaprio
O novo eleito de Scorsese é Leonardo Di Caprio, que atuou em Gangues de Nova York e voltou a parceria com os filmes O Aviador, Os Infiltrados e o mais recente, Ilha do Medo.


Tim Burton / Johnny Depp
A dobradinha começou nos anos 90 e segue firme e forte até hoje, totalizando 7 trabalhos até o momento como Edward Mãos de Tesoura; A Fantástica Fábrica de Chocolate e Alice no País das Maravilhas.


Steven Spielberg / Tom Hanks
Trabalharam juntos em Prenda-me Se For Capaz, O Terminal e tiveram seu auge no épico de guerra O Resgate do Soldado Ryan, ganhador de 5 Oscars.


Woody Allen / Diane Keaton / Mia Farrow / Scarlett Johanson
Woody Allen que não é bobo nem nada, vez ou outra elege uma musa pessoal e engata uma série de filmes. A campeã é Mia Farrow com 13 dobradinhas mas Scarlett Johanson e Diane Keaton também já fizeram mais de uma parceria com o nerd.


John Ford / John Wayne
21 parcerias entre Ford e Wayne, tá bom pra vc? Provavelmente é uma das maiores da história do cinema. A parceria se caracterizou principalmente pelos clássicos de faroeste e dramas de guerra.


Ridley Scott / Russell Crowe
Ridley Scott também tem um afeto particular pelo trabalho de Russell Crowe e juntos já fecharam 5 parcerias, sendo O Gladiador a mais famosa delas.


Alfred Hitchcock / James Stewart
O mestre do suspense Alfred Hitchcock comandou Stewart em nada mais nada menos que quatro clássicos do cinema: Janela Indiscrerta; O Homem Que Sabia Demais; Festim Diabólico e Um Corpo Que Cai.


David Fincher / Brad Pitt
Fincher e Pritt totalizaram três dobradinhas com os excelentes, Seven, Clube da Luta e o drama O Curioso Caso de Benjamin Button, indicado a 13 Oscars.


John Hughes / Molly Ringwald
Molly estrelou A Garota Rosa Choque, que apesar de não ter sido dirigido, foi escrito por Hughes. Mas o diretor concretizou a parceria quando a dirigiu em Gatinhas e Gatões e Clube dos Cinco.


Clint Eastwood / Morgan Freeman
Freeman teve papéis de destaque ao lado de Clint, como em Menina de Ouro e Os Imperdoáveis, e mais recentemente viveu Nelson Mandela em Invictus.


Christopher Nolan / Christian Bale
A dupla estourou com Batman Begins , repetiram a dobradinha com O Grande Truque e voltaram a franquia de Batman com o clássico, O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight). Juntos prometem mais um sucesso com a futura terceira parte do homem-morcego que será a quarta parceria da dupla.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Gotthard


Apesar de fazerem sucesso na Europa e estarem na estrada há 20 anos, a veterena banda de Hard Rock, Gotthard, não tem fama e não são reconhecidos aqui no Brasil.

Nunca ouviu falar neles né? Então aperta o play, aumenta o volume e vai ouvindo o som antes de continuar lendo o post...



Provinientes da cidade de Lugano, na Suíça, o grupo começou a tomar forma em 1989 quando o vocalista Steve Lee e o guitarrista Leo Leoni , que tocavam na banda Forsale, deram início a um novo grupo chamado Krak. Após a entrada do baixista, Marc Lynn e do baterista, Hena Habegger, a banda se estabilizou, e começou a trabalhar seu som , muito influenciado por Deep Purple e Whitesnake, com o objetivo de conquistar o mercado europeu.

Depois de muita ralação, a banda chegou a gravar um album que jamais viu a luz do dia. Nessa época o nome "Krak" já estava desagradando os integrantes pela semelhança com o nome da lendária banda "Krokus", também suíça. Aí o guitarrista Leo Leoni veio com a sugestão de "Gotthard", referência a uma grande e rochosa montanha suíça.

A escalada para o sucesso começou no início de 1992 quando lançaram o single "Firedance" e na sequência, o primeiro álbum homônimo, que trazia o Santo Sudário na capa e acabou se acomodando durante quinze semanas no topo das paradas suíças. Apostando no bom e velho hard rock, o album fazia sucesso e os videos das músicas "Hush" (cover do Deep Purple) e "All I Care For" rolavam direto na MTV e em outros canais de TV da suíça.

A banda começou a chamar atenção no mercado externo e conquistou a chance de tocar em vários festivais pela Europa. No ano seguinte, veio uma indicação ao World Music Awards e acabaram vencedores de dois prêmios suíços, o Rete 3 Award e o Golden Reel.
De 1994 pra cá os caras mantiveram o sucesso da banda pela Europa, fortalecendo ainda mais o nome do grupo e já lançaram 8 albuns de estúdio, 1 acústico, 1 Best of duplo, 1 best of ballads e 1 CD e DVD ao vivo.





O Gotthard estava descontente com a gravadora BMG por não ter seus álbuns lançados mundialmente e em 2006 a Nuclear Blast assumiu os trabalhos, lançando a versão nacional do CD Lipservice e do CD e DVD ao vivo Made In Switzerland. Em 2007 e 2009 sairam as versões brasileiras dos álbuns Domino Effect e Need to Believe, respectivamente.

O Gotthard já fez shows no Brasil, inclusive um aqui no Rio, no circo voador, em outubro de 2006, abrindo para o After Forever. Quem foi e não conhecia , curtiu muito. Infelizmente eu ainda não conhecia a banda e não pude conferir. Resta aguardar por uma nova oportunidade.

Quem se interessar em conhecer a banda, eu recomendo sem rodeios escutar todos os CDs, exceto o album "Domino Effect". Todos os outros são ótimos. Mas podem começar pelo "Lipservice, o Best Of "One Team One Spirit " e o ao vivo "Made In Switzerland", que já são um bom começo.



Discografia:
* 1992: Gotthard
* 1994: Dial Hard
* 1996: G.
* 1997: D'Frosted (Acústico)
* 1999: Open
* 2001: Homerun
* 2002: One Life One Soul (Best of Ballads)
* 2003: Human Zoo
* 2004: One Team One Spirit (Best of Duplo)
* 2005: Lipservice
* 2006: Made In Switzerland (Ao Vivo)
* 2007: Domino Effect
* 2009: Need To Believe

domingo, 25 de abril de 2010

Top 5 dos melhores álbuns dos anos 90

Nota: Artigo escrito pelo amigo e colaborador do Rodz Online, Eduardo Bueno

Como o nosso brother Rodrigo venera os anos 80, decidi dar uma chance para os bons discos dos anos 90. Se a lista estiver legal, faço um top 10 ou 20 (com um pouco mais de pesquisa rsrsrs):

1. KISS - Revenge (1992): Aqui no Rodz a gente não cansa em falar do KISS. O Revenge para mim é um épico, pois é o melhor registro de estúdio da melhor formação do KISS na minha opinião (Gene Simmons, Paul Stanley, Bruce Kullick e Eric Singer). Destaque para Unholy, Domino, I Just Wanna e Heart Of Chrome. Vale a pena também conferir o Alive III de 1993, uma pequena amostra do que foi aquela turnê.








2. Megadeth - Rust In Peace (1990): Músicas como Holy Wars e Hangar 18 já colocariam qualquer álbum num top de qualquer década. E Tornado of Souls e Rust in Peace... Polaris tornam o quarto álbum do Megadeth um ícone do trash metal. A opinião de muitas pessoas (eu, por exemplo) é que o Megadeth tem ótimas músicas mas nunca consegue criar um álbum sensacional, daqueles que se tornam referência. Rust In Peace acaba com esse idéia. O álbum é incrível do começo ao fim... É possível garantir que 80% do melhor do Megadeth está aqui.






3. Bruce Dickinson - Chemical Wedding (1998): O segundo disco da volta ao metal de Bruce Dickinson é, sem dúvida, o melhor da sua carreira solo. E não seria exagero dizer que foi o último trabalho dele com o "selo Bruce Dickinson de qualidade". A dupla Roy Z e Adrian Smith se mostra muito introsada e criativa, assim como Mr. Dickinson que massacra nos vocais e nas composições. As melodias, mesmo muitas vezes lentas e sombrias (como em Gates of Urizen), não se tornam cansativas e chatas, bem como as ótimas letras (muitas vezes bem complexas), frutos da parceria Dickinson/Roy Z.
É difícil elogiar um trabalho deste nível sem criar um texto enorme, então sugiro que escutem o disco e tirem suas próprias conclusões.




4. Judas Priest - Painkiller (1990): Apesar de ser o último álbum do Judas Priest com Halford nos vocais (até o seu retorno com Angel of Retribution, em 2005), e do azarão do Chris Tsangarides na produção, o Painkiller marca mais uma revolução na história do Judas e o nascimento de vários clássicos, como A Touch of Evil e a própria faixa título. O speed metal alemão está muito presente no disco que, ao mesmo tempo que inova, recupera muito do estilo setentista. A dupla K.K. Downing e Glenn Tipton como de costume é genial. Claro, vindo de uma banda que lançou British Steel ou Screaming for Vengeance, um Painkiller se torna pequeno. Mas ainda assim, é uma obra-prima dos anos 90.





5. Blind Guardian - Somewhere Far Beyond (1992): Fugindo um pouco das bandas que já eram consagradas nos anos 90, temos o Blind Guardian, que é uma banda que eu gosto muito apesar de achar que eles exageram nos lances élficos hahaha, mas enfim, o povo gosta. Somewhere Far Beyond é aquele tipo de disco que consolida uma banda. Journey Through The Dark, The Quest For Tanelorn e Ashes To Ashes são porradas na cara de qualquer crítico do power metal. Sem falar na clássica The Bard´s Song (que eu não gosto muito, mas em todo o caso...). Esse disco pode ser desconhecido para alguns, mas eu garanto que vale a pena parar por uma hora para ouvir este semi-clássico do metal alemão.






É bom lembrar que nos 90 tivemos o nascimento e/ou ascensão de bandas como Angra, Sepultura, Gamma Ray, Edguy, Nightwish, Hammerfall, Iced Earth, Dream Teather, etc. E ainda outros bons discos de bandas já consagradas como o No Prayer for the Dying do Iron Maiden, o Black Album do Metallica ou os Use Your Illusion do Guns N' Roses. Porém, como eles 'devem' em relação aos lançamentos oitentistas dessas bandas, eu preferi deixá-los de fora.

[]'s

Eduardo

Megadeth toca pra 7.000 fãs em São Paulo


Eu já disse aqui antes mas vou repetir: Não existe nenhuma banda no mundo que me faça encarar uma estrada até São Paulo para assistir a um show. Não adianta me dizerem que fã de verdade viaja pra ver sua banda favorita. BULLSHIT!!! Sou fã mas não sou FANÁTICO por nenhuma banda a ponto de viajar 6 horas ou mais. Quando as bandas que eu gosto vem ao Rio eu vou aos shows, do contrário, pode esquecer.

Mesmo sendo muito fã de Megadeth e estar puto por eles terem agendado quatro shows no Brasil para a tour de comemoração de seu legendário album Rust in Peace, não podia deixar passar em branco.

Imperdoável não terem reservado uma data sequer pro Rio de Janeiro, cidade em que seus shows ao longo das turnês brasileiras sempre lotaram e onde foi a primeira apresentação da banda na América do Sul e seu maior público, em 1991, no Rock in Rio 2.

Mas enfim, não veio, um abraço. Como não fui a nenhum dos shows, segue a matéria publicada hoje no portal G1 sobre o show de ontem, em São Paulo.

Show do Megadeth em São Paulo tem pouca conversa e muito peso

Dave Mustaine é o último a entrar no palco, pouco após as 22h deste sábado (24), ovacionado pela plateia de São Paulo. Durante as próximas cinco músicas, o guitarrista, vocalista e líder do Megadeth não troca uma palavra com o público de quase sete mil pessoas que lota o Credicard Hall.

Ao invés de começar com alguma faixa de “Rust in peace”, álbum de 1990 que o Megadeth está tocando na íntegra em sua atual turnê, em comemoração aos 20 anos de lançamento do disco, a banda ataca com “Dialetic chaos”, música de abertura do seu álbum mais recente, “Endgame”.


Ao fim do primeiro bloco, Mustaine explica. “Como hoje não temos banda de abertura, vamos tocar mais faixas que nos outros shows da turnê brasileira”, conta, para a alegria da massa uniformizada de preto. O Megadeth se apresentou em Porto Alegre e Recife antes de tocar na capital paulistana. “Mas vocês sabem porque estamos aqui”, anuncia o cantor enquanto inicia a introdução de “Holy wars”, primeira faixa de “Rust in peace”.

Como uma máquina de guerra, o quarteto massacra com precisão a plateia, tocando o disco do começo ao fim, na ordem original das faixas, com direito a um intervalo entre o lado A e o lado B do álbum. A voz de Mustaine, que parecia baixa e enterrada no instrumental no começo do show, foi ganhando peso e melhorando durante a noite.

Dos “quatro grandes do thrash metal” (título dividido pela banda com Metallica, Slayer e Anthrax), o Megadeth sempre foi o mais “clássico” em relação ao metal tradicional, e não faltaram solos tão melódicos quanto os de um Iron Maiden durante a apresentação.
Ao fim das músicas de “Rust in peace” – que aparece também como cenário do show, com a capa estampada no fundo do palco – Mustaine volta a falar brevemente com a plateia: “E esse foi ‘Rust in peace’”.

A promessa de mais músicas foi cumprida, com 21 faixas em um show de quase duas horas. Além do material de “Endgame”, o grupo não podia deixar seus clássicos de fora. Quando é a vez de “Symphony of destruction”, os fãs cantam o riff de guitarra encaixando “Megadeth” na melodia.

Para o bis, a banda fica quase cinco minutos fora do palco, enquanto a plateia recita o refrão de “Peace sells” na tentativa de trazer o grupo de volta. Mustaine é o primeiro a retornar, sem camisa, para cantar “A tout le monde”, o mais perto que o Megadeth já chegou de uma balada.

Para fechar a noite, antes da distribuição indiscriminada de palhetas para os fãs da pista premium, a requisitada “Peace sells”.




Confira abaixo o set list completo do Megadeth em SP


“Dialetic chaos”
“This day we fight”
“In my darkest hour”

“Sweating bullets”
“Skin of my teeth”

“Holy wars”

“Hangar 18”

“Take no prisoners”

“Five magics”

“Poison was the cure”

“Lucretia”

“Tornado of souls”

“Dawn patrol”

“Rust in peace... Polaris”

“Trust”

“Head crusher”

“Right to go insane”

“She wolf”

“Symphony of destruction”


Bis

“A tout le monde”

“Peace sells”

sábado, 24 de abril de 2010

Spartacus: Blood and Sand


O icônico personagem Spartacus já figurou em centenas de livros e foi imortalizado nas telas do cinema pelo diretor Stanley Kubrick e pelo astro Kirk Douglas mas dessa vez quem narra a sua saga na TV são os produtores Joshua Donen e Sam Raimi (ele mesmo, o diretor da trilogia Homem-Aranha).

A série Spartacus: Blood and Sand fez sua estréia em Janeiro de 2010 e conta a história de um escravo trácio que acabou se tornando um dos mais respeitados gladiadores e foi o líder da mais célebre revolução da Roma Antiga.

Depois de assistir ao nono episódio de um total de treze, resolvi fazer minhas considerações aqui no blog. A produção milionária é um mix de Rome, Gladiador e 300. A direção de arte e fotografia são recheada dos mesmos efeitos visuais presentes no filme "300". Agora vou logo avisando, quem não curtiu 300 e não gosta desses tipos de efeitos, estilo video game e com sangue jorrando em excesso, certamente não vai gostar de Spartacus e vai achar a série muito exagerada e fake. Eu recomendo, embora tenha certeza que muita gente vai odiar.

Contornando os eventuais problemas que surgem de uma adaptação histórica, os produtores tomaram a decisão de romancear livremente a história para desenvolver o enredo do seriado. O ritmo está bem cadenciado, não deixando os episódios ficarem arrastados apesar das atuações da maioria do elenco serem apenas medianas. Destaque para o combate entre o gigante Theokoles, Crixus e Spartacus no sexto capítulo.

Pra quem ainda não conhece e deseja saber mais, na trama, o guerreiro trácio, Spartacus e sua esposa, Sura, são capturados depois de presenciarem sua aldeia ser dizimada pelos romanos e se tornam escravos. Sura é vendida a mercadores sírios enquanto Spartacus é condenado à morte na arena de Cápua após desafiar o comando do romano Claudius Glaber. Antes de ser jogado à morte na arena, Spartacus testemunha a morte de cinco de seus companheiros. Quando chega a sua vez, para surpresa de todos, Spartacus, motivado em reencontrar sua esposa, mata quatro gladiadores e se torna o novo preferido da plebe. Depois do duelo, Spartacus é comprado pelo lanista e proprietário do ludus (espécie de academia de Gladiadores) de Cápua, Quintus Batiatus (John Hannah, da trilogia A Múmia), que pretende lucrar com o seu mais novo escravo.

Spartacus: Blood and Sand tem ainda em seu elenco a experiente atriz Lucy Lawless (A princesa guerreira Xena) e os 13 episódios são repletos de ação, muita violência, sangue jorrando e muitas cenas de sexo. Antes mesmo de sua premiere ter sido veiculada, o canal Starz apostou alto na trama de Spartacus que já foi renovada para uma nova temporada e que possivelmente irá se chamar "Spartacus: Vengeance".

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Os Melhores Albuns ao Vivo da História

É muito comum as rádios rocks americanas e britânicas realizarem enquetes para escolher os mais variados quesitos. Há alguns meses atrás a rádio Planet Rock da Inglaterra por exemplo, elegeu o melhor Album ao vivo de todos os tempos. E surpreendentemente o vencedor foi 'Thin Lizzy - Live & Dangerous 1978' batendo nos últimos minutos o Deep Purple com seu clássico 'Made in japan 1972' , arrematando a primeira posição. Quem quiser conferir o resultado final da Planet Rock basta ir no site oficial.

Particularmente eu vejo os albuns ao vivo como uma coisa um tanto quanto perigosa pras bandas, pq eles tanto podem ser muito bons, com versões mais pesadas e vibrantes, como também podem ser albuns muito fracos. Bons exemplos são que nem sempre as versões ao vivo de determinadas músicas ficam tão legais ou a mixagem não capta a mesma energia do show. Improvisos e solos muito longos também atrapalham.

Abaixo vcs podem conferir algumas sugestões minhas de albuns ao vivo. Sei que falta muita coisa boa nessa lista, inclusive bandas que sou fã, como Megadeth e Manowar, mas não quis me alongar muito apontando o que, na minha opinião, são certas falhas pra albuns ao vivo e preferi deixar de fora. Mas é apenas questão de gosto mesmo.


KISS - Alive!
Apesar de, nessa época, ainda serem uma banda novata, com este album duplo, o primeiro ao vivo da banda, o Kiss deixou sua marca na história do Rock com 22 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, além de se tornar o primeiro grupo a lançar um album duplo ao vivo na história da indústria fonográfica. Um detalhe...o album também contém a versão ao vivo do clássico hino do rock mundial "Rock And Roll All Nite".





Iron Maiden - Live After Death
Lançado em 14 de outubro de 1985, o album é um registro da "World Slavery Tour" que promovia o album 'Powerslave" e foi gravado no Long Beach Arena, na Califórnia, entre 14 e 17 de Março de 1985. Na versão original, lançada em LP duplo, as faixas gravadas em Long Beach estão nos três primeiros lados, enquanto as músicas Wrathchild, Children of the Damned, 22 Acacia Avenue, Die With Your Boots On and Phantom of the Opera, presentes no lado quatro, foram gravadas em 1984, no Hammersmith Odeon, em Londres.





Deep Purple - Made In Japan
Simplesmente considerado um dos melhores ao vivo da história do rock. Aqui podemos conferir um Deep Purple no ápice de sua forma técnica e criativa. Lançado originalmente em 1972 a versão comemorativa de 25 anos ganhou um disco extra com mais 3 faixas.



Gotthard - Made In Switzerland
Pra quem nunca ouviu falar, sossegue pq eu ainda vou escrever um post especial detalhando tudo sobre a banda suíça de Hard Rock, Gotthard. Mesmo vindo de um país sem tradição no rock, o melhor do estilo Hard Rock está no fantástico album ao vivo “Made in Switzerland”, gravado na cidade de Zurique, em 2006, diante de uma platéia gigantesca. Além do CD, a versão em DVD traz 21 faixas, entre elas, versões dos clássicos “Hush” e “Immigrant Song”, do Deep Purple e Led Zeppelin, respectivamente.





AC/DC - If You Want Blood, You Got It
Gravado em 1978 durante a tour do album "Powerage" em Glasgow, o album prescede o clássico "Highway to Hell", portanto conta ainda com o falecido vocalista Bon Scott, no auge de suas performances em 10 faixas que mostram um AC/DC vigoroso tocando músicas de seus 5 primeiros albuns.




Metallica - Live Shit: Binge & Purge
Primeiro ao vivo do Metallica, o album foi lançado em formato de box em 1993. Originalmente o box trazia três CDs e três fitas VHS. Na versão mais recente o conteúdo é o mesmo, apenas os três VHS foram substituidos por dois DVDs com 2 shows completos em San Diego (Wherever We May Roam Tour 1992) e Seattle (Damaged Justice Tour 1989) e mais os três CDs com um show na Cidade do México e mais de 20 músicas.





Pink Floyd - Pulse
Gravado entre Março e Outubro de 1994 durante a tour de "The Division Bell" na Europa e nos Estados Unidos, o album inclui uma versão ao vivo completa de The Dark Side of the Moon. Só no Brasil foram vendidas mais de 100 mil cópias, certificando "Pulse" com Disco de Diamante pela ABPD.






Queen - Live at Wembley '86
Terceiro ao vivo do Queen, o album foi lançado em 1992, depois da morte de Freddie Mercury, e registra a última tour da banda no antológico show no estádio de Wembley, em Londres. Nada mais nada menos do que 28 músicas, incluindo todos os clássicos da banda e Freddie e Cia em momento mágico.





Slayer - Decade of Aggression
Comemorando os dez anos de estrada da banda, o album duplo conta com a formação original e todos os clássicos do grupo até aquela época e mais uma grande quantidade de faixas do então, último lançamento, "Seasons in The Abyss". É a perfeita coletânea dos anos 80 do Slayer, tocado com ainda mais fúria que nos albuns de estúdio.






Iced Earth - Alive in Athens
Album triplo gravado nas noites de 23 e 24 de Janeiro de 1999, no Rodon Club em Atenas, Grécia, durante a tour do album "Something Wicked This Way Comes". Extremamente bem gravado e com ótima qualidade de som, todos os clássicos da banda estão presentes, assim como algumas músicas mais obscuras do grupo. O show foi lançado como um único DVD em Outubro de 2006. Pra quem curte uma mistura de Heavy Metal tradicional com um bom thrash, é uma ótima pedida.





Black Sabbath - Reunion
Como o próprio nome já sugere, o album duplo gravado em 1998 conta com a formação original do Sabbath em sua tour de Reunião, tocando os maiores clássicos da fase de Ozzy como "Paranoid, "War Pigs", "N.I.B" e "Iron Man". O set list agrada e a produção mais moderna é de alta qualidade.





Judas Priest - Unleashed In The East
Lançado em 1979, um ano antes do Judas soltar o clássico "British Steel", esse ao vivo na terra do Sol Nascente trazia no seu track list pequenas obras-primas do metal. Rob Halford se encontrava em um dos melhores momentos de sua carreira e a banda estava mais afiada do que nunca!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

O Heavy Metal e o Preconceito


Achei muito bom o artigo escrito pelo Andreas Kisser, músico e guitarrista do Sepultura, em sua coluna no Yahoo! sobre o heavy metal e o preconceito. Andreas também participa dos projetos Brasil Rock Stars, onde toca repertório de clássicos do rock, e HAIL!, fazendo covers de bandas clássicas do heavy metal. Antes de mais nada eu quero deixar claro que concordo apenas em parte com a visão do Andreas. Penso que a sociedade no geral tem preconceito com o Heavy metal sim, mas acho que as bandas de metal deveriam se unir mais no sentido de melhorar essa imagem. Enfim, confiram o artigo e tirem suas próprias conclusões:

É chover no molhado falar do preconceito que o heavy metal sofre da sociedade em geral, seja pelo estilo barulhento do som, pelo visual agressivo, cabelos compridos ou pelas tatuagens. Isso tudo assusta muita gente que não consegue entender esta filosofia de vida, este estranho gosto musical mas, mesmo assim, gostaria de abordar este assunto mais uma vez.

Quando estava nos Estados Unidos, no começo deste ano, assisti ao vivo a campanha que astros do cinema e da música fizeram na TV para arrecadar fundos para ajudar o Haiti depois do terremoto devastador que atingiu o país. O show foi fantástico, todos os grandes nomes da mídia artística mundial estavam participando, em diferentes países, atendendo os telefones que recebiam as doações, cantando, tocando, fazendo discursos emocionados e parcerias inusitadas, tudo num clima de união e solidariedade. Estavam presentes Beyoncé, Sting, Clint Eastwood, Tom Hanks, Julia Roberts, Bono, The Edge, Rhianna, Kid Rock, Sheryl Crow entre tantos outros.


Mas ninguém do heavy metal foi convocado. Não estavam nem o Ozzy, nem o Bruce Dickinson, nem o Robert Plant, muito menos o Eddie Van Halen ou o James Hetfield. Ninguém representava a música pesada num momento tão importante, de união, de ajuda e, principalmente, de deixar os preconceitos de lado. Por quê? Seria politicamente incorreto chamar algum músico que canta sobre coisas agressivas num momento de tragédia como este? O fã de heavy metal não teria condições, financeiras ou culturais, de fazer doações, de participar mais ativamente do movimento da classe artística como cidadão?

Quando Micheal Jackson e Quincy Jones produziram a música “We are the world”, com os maiores músicos da época, e que arrecadou dinheiro para luta contra a fome na África, não contou com ninguém do heavy metal também. Então, Ronnie James Dio, lendário vocalista do Rainbow e do Black Sabbath, se mexeu e produziu o “Hear n’Aid, We’re stars”, que foi uma versão heavy metal do “We are the world”.


A ideia foi a mesma: chamar os grandes nomes do metal para gravar uma música com o mesmo fim, a luta contra a fome na África. Creio que foi uma atitude louvável e corajosa de Dio, uma resposta aos que ignoraram a força que o metal pode ter em situações como esta. Foi um grande sucesso, principalmente o videoclipe, que mostrava os ídolos da música pesada no estúdio gravando o tema escrito por Dio.




Aqui no Brasil nós temos o “Criança Esperança”, um grande show produzido para a TV e transmitido para o país inteiro. É uma parceria entre a UNESCO e a Rede Globo e tem o mesmo objetivo de arrecadar dinheiro para ajudar as crianças pobre do país. A festa conta com a classe artística brasileira, nos mesmos moldes que a campanha feita na TV americana. É um movimento muito bem organizado, liderado pelo mestre do humor Renato Aragão e todos os anos arrecada milhões de reais que são distribuídos para várias instituições que nescessitam de ajuda. Muitas bandas de vários estilos musicais já participaram e ajudaram a motivar a população a fazer as doações, e mais uma vez, o heavy metal é totalmente ignorado.


O público de metal é gigantesco no Brasil, é um público unido e que se fosse mais respeitado, apoiaria qualquer campanha de ajuda humanitária mas, como éesquecido e não se sente parte da “festa”, simplesmente não apoia, não liga e não doa. Se é o povo do Brasil que se une para ajudar a quem precisa, então todos tem que participar, serem ouvidos e respeitados, deixando banalidades e preconceitos de lado. Tenho certeza que se bandas como o Angra, Ratos de Porão, Dr. Sin ou o próprio Sepultura, só pra citar alguns exemplos, participassem destes eventos, os fãs de heavy metal seriam mais solidários e participativos, contribuindo ainda mais para a causa.

É claro que há problema de que muitas bandas de metal não se “misturam”, são radicais e de alguma forma se sentem superiores, agem como se fossem melhores do que os outros, como se não fizessem parte da sociedade e, de certa forma, tem vergonha de serem o que são, de representar, seja lá onde for, o heavy metal. Isso também ajuda a criar esta barreira que mantém o estilo marginalizado e, consequentemente, ignorado pela grande mídia.

Nós, do metal, temos condições de sermos mais participativos e menos preconceituosos para que, os que temem a nossa imagem e estilo, possam nos respeitar e nos considerar parte de um todo, afinal estamos no mesmo barco.


Grande abraço, play it loud!

Andreas

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Minha História com o Rock - Capítulo 2

Dando sequência a mais um capítulo da saga "Minha História com o Rock", nessa segunda parte vou contar os primórdios das minhas empreitadas musicais e posteriormente as bandas que fiz parte ao longo dos anos. Pra quem ainda não leu a parte 1, é só clicar AQUI.

Infelizmente eu não possuo um registro fotográfico completo mas vou postar o material que eu tenho disponível pra vcs.

Parte 2

Conforme eu mencionei na parte 1, tudo começou por volta do ano de 1991, quando conheci meu vizinho Fabio e minha amiga dos tempos de escola, a atriz Miriam Roia. Essa menina foi certamente uma das minhas maiores influências musicais. Nessa época eu fui apresentado, entre uma grande quantidade, a algumas das bandas que hoje sou fã, como Kiss, Iron Maiden, Mötley Crüe e Megadeth, isso pra ficarmos só com essas bandas e encurtarmos a lista.




A Miriam foi a principal "culpada" pelo meu gosto pelo Hard Rock e peça-chave na apresentação de Skid Row, Crüe, Warrant e outras bandas do gênero. Além de ser uma conhecedora natural das bandas da época, ela era responsável por gravar fitas VHS dos clips que rolavam na MTV, uma vez que a transmissão era feita em UHF e nós não tínhamos uma antena em casa que me permitisse assistir a MTV descentemente. O jeito era assistir as gravações em VHS que a Miriam fazia pra mim.

Quando eu e minha família mudamos de casa no mesmo ano de 91, acabei herdando do meu tio, um violão Gianini, o mesmo que me acompanha até hoje (com um upgrade no captador de som além dos cuidados estéticos). O Fabio me deu algumas dicas e a partir daí comecei a treinar dia e noite com aquelas revistinhas de cifras. Não lembro mais qual foi a primeira música que aprendi mas lembro que comecei com Legião Urbana, Paralamas e Barão Vermelho. Vale lembrar que no início dos anos 90 não possuiamos internet e era difícil conseguir cifras de boas músicas, principalmente pra um moleque de 15 anos e sem grana no bolso.

Mesmo eu não tendo uma técnica primorosa até hoje, gosto de dizer que nunca tive oportunidade de fazer sequer uma única aula de verdade mas nunca me faltou a vontade e a paixão de tocar guitarra. Não demorou pra que eu conseguisse minha primeira guitarra, uma Gianini Firebrand usada e com um som pra lá de embolado. O detalhe é que eu não tinha um amplificador, só a guitarra. O Fabio já tinha uma guitarra mas não lembro se tb não tinha um amp, acho que não.

Naquela época ele já promovia gravações de demo tapes com os amigos, não sei se eram composições próprias ou covers, mais tinham um som bem pesado, no estilo Napalm Death e coisas do gênero. Entre vários outros integrantes diferentes, as formações eram com o Fabio na guitarra, e outros dois caras, o Bruno e Jerônimo improvisavam alguns instrumentos. O certo é que nós quatro seríamos integrantes de uma das formações da banda "Black Shadow", mas isso eu vou falar mais adiante.

Enfim... depois que eu consegui minha guitarra veio o sonho de formar uma banda. Os amigos da vizinhança não curtiam hard Rock, popularmente conhecido no Brasil como 'Rock Farofa". Sendo assim, convenci um colega do curso de inglês que tocava guitarra que deveríamos formar uma banda de Hard Rock. Escrevemos umas 4 ou 5 letras, escolhemos o nome da banda, Thunderstorm, criamos logotipos, escolhemos covers e no fim do período do curso, depois de uns meses a banda simplesmente foi esquecida. A mãe do cara mudou ele de horário, perdemos o contato e o "Thunderstorm" nunca ganhou um mísero ensaio.

Com o tempo, fui evoluindo um pouquinho e já conseguia tocar algumas músicas de bandas de rock como "I'll Be There For You" e "Never Say Good Bye" do Bon Jovi e "Patience" e "Knockin' On Heaven's Door" que passavam direto na MTV, nos clips do Guns N' Roses. Aliás, se tem uma coisa que todos nós aprendemos com o tempo, é que podemos curtir qualquer estilo de som, desde Slayer até Poison, sem perdermos nossa identidade musical. Ninguém precisa ficar preso a um único estilo.

No ano de 1993 eu já detinha um certo prestígio e destaque na minha escola por promover as famosas rodinhas de violão tocando, junto com alguns colegas de classe, clássicos do Guns N' Roses e outros sucessos da época. Já com um bom entrosamento musical entre eu e o Fabio, surgiu a oportunidade de formarmos uma banda pra tocarmos na minha escola, o lendário Colégio Pedro II, em um evento promovido anualmente com o sugestivo nome de "Show de bandas".

Porém, antes de relatar como foi aquele show, preciso contar como a banda "Black Shadow" tomou forma. Não me lembro de onde ou quem deu a idéia do nome mas o curioso é que a formação que tocaria no teatro CPII se juntou apenas pra esse único show. A formação original era eu e o Fabio nas guitarras, meu amigo de escola Alexandre Francis nos vocais e outro colega de classe, Wilson, tocando contra-baixo. Quero destacar que , além de mim, o Francis tinha uma postura altamente Rock Star na escola e juntos eramos como Axl e Slash, Jon Bon Jovi e Richie Sambora, etc. Pra função de baterista, Wilson convidou um vizinho dele, cujo nome não me recordo, mas que já tinha uma banda e certa experiência.


Formação original do Black Shadow em ação
(Eu, Wilson e Francis)

Pois bem... Banda montada e 4 moleques de 16 anos sem experiência de palco, show marcado e uma legião de espectadores prontos pra nos assistir. O setlist pro show seria um apanhado do que eu e o Fabio já estavamos acostumados a tocar no dia a dia e que por consequência era basicamente o mesmo que eu tocava com os caras na escola. Cerca de 8 músicas que passavam por Titãs, Ramones e Nirvana. Só que o detalhe mais interessante foi que a banda efetivamente nunca ensaiou junta. Eu e o Fabio tinhamos um bom entrosamento como dupla, assim como eu, Wilson e Francis tinhamos um bom entrosamento em tocar na escola mas nunca ensaiamos todos juntos com os instrumentos plugados. Mas quem se importava? Minha segurança era tanta que pelo menos eu tinha convicção de que nada podia dar errado. Ledo engano...

Chegamos no teatro algumas horas antes da apresentação, nos sentido a maior banda do planeta e com direito a fotos (essas do post) e filmagem (perdida no tempo). Éramos a terceira de um total de 6 bandas no cast. O primeiro baque veio logo cedo: Wilson chegou sem o baterista. O cara deu uma desculpa qualquer na noite anterior e não foi ao show, deixando o Black Shadow na mão. Aquele show pra gente era como tocar no "Monster of Rock" da Inglaterra e não podiamos desistir. Graças a minha influência, antes do evento começar, conseguimos arrumar as pressas um baterista que conhecia o nosso setlist e estava disposto a encarar a roubada de tocar sem ensaiar. Ficamos tocando as músicas no backstage e nessa hora o nervosismo já tinha chegado ao nível máximo em todos.


Formação original do Black Shadow em ação
(Fabio, Wilson e Eu)

O teatro estava cheio e toda a nossa turma tinha ido nos assistir. O segundo baque do dia foi que nossos instrumentos demoraram uma eternidade pra serem ligados depois da banda anterior e ainda assim os "técnicos de som" não se entendiam e não conseguiam equalizar o som. Já com o tempo da programação do evento estourado, precisamos iniciar o show e assim fomos apresentados por um dos organizadores, integrante por integrante, para ovação geral.
O Black Shadow fez a sua estréia em 21 de Agosto de 1993, no teatro Mario Lago no show de bandas do CPII. Não preciso detalhar que o show foi um desastre e total frustração.


Formação original do Black Shadow em ação
(Fabio no canto esquerdo, Minha guitarra vermelha encoberta, Wilson e Francis)

O som estava um lixo, sem nenhum retorno e nós mal conseguiamos nos escutar. Nossa vontade era cair fora daquele palco. Dezenas de pessoas tinham ido nos assistir e um vexame gigantesco estava tomando forma. No final da quarta música fizemos uma rápida reunião e decidimos encerrar a apresentação. Wilson foi o encarregado de comunicar ao público nosso descontentamento com a equipe de som e que estavamos deixando o palco. O que tinha tudo pra acabar ainda pior acabou sendo amenizado quando a platéia nos apoiou e aplaudiu o discurso do Wilson, que entre outras coisas, esbravejou que a qualidade ruim do som e a falta de retorno estava atrapalhando nossa performance. Tá certo que a falta de ensaio pesou mas o discurso do Wilson não deixou de ser verdade né? A galera ainda vibrou muito quando, em uma atitude muito rock n' roll, eu girei e joguei meu colete pra turma que estava logo na primeira fila. É claro que eu peguei de volta depois rrrrsss
Sem nenhum exagero da minha parte, metade do público deixou o teatro junto com a banda e a reputação dos integrantes do Black Shadow na escola como rock stars bad boys se manteve intacta.

No próximo capítulo, as variadas formações do Black Shadow.

abçs

Rodz

quinta-feira, 15 de abril de 2010

O Último Mestre do Ar


'O Último Mestre do Ar' (The Last Airbender) está chegando!!! O teaser e o trailer oficial vcs podem conferir mais abaixo mas um aviso antes dos leitores ficarem deslumbrados com a belíssima fotografia exibida nos videos...

A direção é do competente e polêmico M. Night Shyamalan. Não sabe quem é? Eu refresco a sua memória. O escritor e diretor Shyamalan debutou com uma obra-prima, 'O Sexto Sentido' , que era estrelado por Bruce Willis e foi aclamado pelo público e pela crítica.

Porém seus trabalhos posteriores dividiram as opiniões de fãs e críticos por conta de seus roteiros e finais contestáveis. Seus filmes são 'Corpo-Fechado' , também com Bruce Willis , 'Sinais' com Mel Gibson, 'A Vila' com Bryce Dallas Howard, "A Dama na Água" com Paul Giamatti e "Fim dos Tempos" com Mark Whalberg.

Então, antes de ir ao cinema assistir ao 'O Último Mestre do Ar' é bom se lembrar de quem é o diretor e que podemos esperar de tudo! Principalmente um final inesperado!

Na trama, um garoto de 12 anos, Aang, precisa dominar seus poderes para trazer a paz ao mundo. Em uma era perdida, a humanidade se dividiu em quatro nações: a Tribo das Águas, o Reino da Terra, a Nação do Fogo e os Nômades do Ar.

Dentro de cada nação, há uma ordem de homens e mulheres notáveis, chamados 'Benders', que são capazes de manipular seus elementos nativos num tipo de luta, o Bending, que combina artes marciais e mágicas.

Para manter o equilíbrio entre as nações, a cada geração nasce um único Bender, capaz de controlar todos os quatro elementos. Essa pessoa é o Avatar, um escolhido que manifesta o espírito de todo o mundo em forma humana.

O Último Mestre do Ar , The Last Airbender , tem a estréia brasileira marcada para 23 de julho.
Vamos aguardar e conferir!



terça-feira, 13 de abril de 2010

Selo Blog de Excelência!

Este selo especial eu ganhei do blog Boite Du Film!
Fico muito feliz em saber que as pessoas gostam do que escrevo e escolhi alguns blogs interessantes pra passar este selo também:

As regras para este selo são:

1-Linkar o blog que ofereceu o selo.
Linkado!

2-Dizer porque seu blog é um blog de excelência.
Acredito que o reconhecimento - simbolizado por este selo - vem do esforço em escrever de forma agradável e pelo crescente interesse das pessoas em conhecer e ouvir falar sobre novas e antigas bandas, filmes e seriados.

3- Indicar 7 blog's que vc considere de excelência.
Eu indico os seguintes blogs:
Rattlehead Brasil
Pequeno Diário de Fracassos de uma Grande Loser
O Anagrama
Advocacia do Rock
Ká.Entre.Nós
Estética Musical
Destroyer
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