domingo, 23 de janeiro de 2011

UFC Rio - Agosto de 2011

O Ultimate Fighting Championship, mais conhecido como UFC, uma das mais bem sucedidas marcas esportivas do mundo, avaliada em mais de US$ 1 bilhão, segundo a revista Fortune, vai retornar oficialmente ao Brasil em 2011. E o palco desta vez será a cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Apesar do anúncio do UFC Rio ter sido feito no dia 15 de dezembro do ano passado, como estamos em vésperas da mega luta entre Vitor Belfort e Anderson Silva, dia 5 de fevereiro, pelo título dos médios, eu não poderia deixar de comentar aqui no blog sobre o UFC Rio. Vale lembrar ainda que o UFC já foi realizado em São Paulo, no dia 16 de outubro de 1998.

O anúncio do evento rolou em cerimônia realizada no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, com as presenças do prefeito Eduardo Paes, do presidente do UFC Dana White e do CEO do UFC Lorenzo Fertitta, o secretário especial de Turismo e presidente da Riotur, Antônio Pedro; os lutadores Anderson Silva, campeão na categoria médio, José Aldo, campeão dos pesos penas, Maurício Shogun, campeão na categoria meio-pesado; Vitor Belfort e Royce Gracie.



A edição carioca do UFC foi marcada para o dia 27 de agosto na HSBC Arena, na Barra da Tijuca. Os ingressos começarão a ser vendidos em maio. Ainda não há valores definidos. Fora dos Estados Unidos, onde está presente em quase todos os estados, o Brasil representará o sétimo país a receber uma edição do UFC, depois do Canadá, Alemanha, Inglaterra e Irlanda, Emirados Árabes Unidos e Austrália.

O UFC Rio terá apoio da Prefeitura, por intermédio da Riotur, com o objetivo de divulgar o nome da cidade no exterior, de olho nos 351 milhões de lares que acompanham cada edição pela televisão em 130 países de 20 diferentes línguas.

O UFC será um elemento de estímulo à cidade e fará parte do nosso calendário de eventos oficiais. A cidade do Rio de Janeiro está de portas abertas para ajudar no que for preciso. Quero ressaltar que o UFC não tem nenhuma relação com vale-tudo, com bagunça. É um esporte com regras claras, profissional. Queríamos que o Rio fosse a porta de entrada do UFC no Brasil e estamos muito felizes por isso ter acontecido”, disse o Prefeito Eduardo Paes, que ganhou de Dana White um cinturão de presente.



Fundado em 1993 pelo brasileiro Rorion Gracie, o UFC tinha como objetivo principal, promover o embate entre diferentes estilos de artes marciais e provar que o jiu-jitsu brazuca era a mais eficiente entre todas as modalidades de luta. Para se sagrar campeão, cada lutador deveria vencer no mínimo três atletas em uma única noite, sem regras, sem limite de tempo e sem categorias de peso. Royce Gracie foi o primeiro vencedor do UFC e sagrou-se tri-campeão do evento.

Adquirido por US$ 2 milhões pelos irmãos Frank e Lorenzo Fertitta em 2001, o UFC sofreu algumas mudanças muito significativas, se reinventou e afastou-se do conceito original. Nada menos do que 32 regras foram estabelecidas. Hoje em dia, diversos golpes são proibidos (como, por exemplo, ataques à coluna, à virilha, cabeçadas, chutar o lutador que está caido, entre outros tantos golpes), os lutadores são divididos em categorias de pesos (leve, meio-médio, médio, meio-pesado e pesado) e se enfrentam em um octógono durante três rounds de cinco minutos, cada. As disputas pelo cinturão são realizadas em cinco rounds.

Além de todas essas mudanças, um rigoroso acompanhamento médico passou a ser obrigatório para garantir a melhor integridade de todos os profissionais. Assim sendo, a denominação “vale-tudo”, como foi promovido o esporte em seu início, perdeu o sentido. Hoje o esporte é mundialmente conhecido como MMA (Mixed Martial Arts, ou mistura das artes marciais, em bom português). As mais prestigiadas comissões atléticas dos Estados Unidos como as da Califórnia, Nevada, Nova Jersey, Ohio, Massachusetts e Pensilvânia são responsáveis por regular e arbitrar os eventos do campeonato.

Com sede em Las Vegas, o UFC se tornou o esporte que mais cresce no mundo. Na semana do evento, o UFC gera milhões de dólares na cidade onde acontece, criando oportunidades para a indústria do turismo, entretenimento e esporte. Hoje, o UFC emprega 275 atletas que ganham mais de US$ 100 mil por ano, sendo que os atletas mais bem sucedidos recebem milhões. Com uma enorme quantidade de produtos, o UFC já superou, nos Estados Unidos, o boxe no número de espectadores, anunciantes e volume de apostas. O Brasil está representado atualmente por 35 lutadores, sendo três deles detentores de cinturão (Anderson Silva, José Aldo e Maurício Shogun).

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