segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Kiss - Rio de Janeiro, 8 de Abril de 2009

Resolvi voltar no tempo mais uma vez e relembrar como foi o show do Kiss aqui no Rio de Janeiro, em 8 de abril de 2009. Na época não tinha o Rodz Online ainda; então não escrevi nada a respeito; mas como nunca é tarde, com vocês, a banda mais quente do mundo: KISS.

Era a primeira vez que eu iria assistir uma das minhas bandas preferidas ao vivo e confesso que nunca um show tinha me dado tanta ansiedade quanto esse. Foram 26 anos de espera (já que a última visita da banda ao Rio foi em 1983) mas que valeram a pena!!! O ingresso já havia sido devidamente comprado com algumas semanas de antecedência. É verdade que o público foi bem menor que o do show do Iron Maiden (22 mil pessoas) que rolou 3 semanas antes mas quem estava na Apoteose naquele dia realmente era fã do Kiss. As arquibancadas foram fechadas, fazendo a galera se aglomerar na pista e dando a impressão de que o local estava mais cheio. De qualquer forma, reunir 17 mil pessoas em uma quarta-feira até que não é nada mal. Aliás, acredito que o público não foi maior pelos altos preços dos ingressos e por ter rolado um outro show semanas antes com valor bem salgado também.

Um fato curioso é que o público abrangia todas as idades, desde adolescentes até os cinquentões. Muitos casais e pais com filhos também figuravam no local. Enfim, um show com espírito bem família. Fiquei papeando com uns amigos, próximo ao mini palco usado por Paul Stanley no seu vôo de tirolesa junto ao público. Além de garantir um bom lugar, com boa visão do palco, iria ver Mr. Paul Stanley de perto quando chegasse a hora da "Love Gun".



Exatamente as 21:35h as luzes se apagaram e os os PA’s começaram a rolar “Won’t Get Fooled Again”, do The Who, com o famoso pano de palco com o logo gigante do Kiss tremulando. Fico arrepiado só de lembrar da famosa intro: “All Right, Rio de Janeiro!!! You wanted the best, you’ve got the best, the hottest band in the world: Kiss!”, com a cortina preta que cobria a frente do palco despencando ao mesmo tempo em que a banda dava os primeiros acordes de “Deuce”.



Estava realizando o sonho de ver os caras ao vivo!!! Gene Simmons e Paul Stanley e mais Tommy Thayer na guitarra solo e Eric Singer na bateria, ostentando as maquiagens originais e celebrando uma das melhores e mais vigorantes fases da banda. Na condição de fã aquilo tudo era inacreditável. Bom, eu não vou comentar música por música, mas vale lembrar que a primeira parte do show consistiu na reprodução quase completa e praticamente na mesma ordem do clássico album duplo ao vivo “Kiss Alive!”, ficando de fora apenas as faixas “Firehouse” e “Rock Bottom”.



Tudo estava lindo, Gene cuspindo fogo e sangue, muitas explosões, pirotécnica e é claro; muito rock n' roll. Até o som da Apoteose estava perfeito, com todas as frequências bem audíveis. Gene e Paul apesar da idade ainda seguram bem a onda e dispensam apresentações. Eric Singer também já é velho conhecido dos fãs, cantou “Nothin’ To Lose” e “Black Diamond” com maestria e esbanjou técnica. Na minha opinião não deixa nenhuma saudade de Peter Criss. O guitarrista Tommy Thayer, mesmo sem ter o mesmo carisma, reproduziu com fidelidade os solos e poses características do velho Ace Frehley. As fantasias também reproduziam fielmente as da tour do album “Dressed To Kill”, de 1975.



Nem tudo foi perfeito, é claro... Mesmo não ofuscando o brilho da noite, tenho que destacar o ponto negativo que foi o pé d'água que caiu na Apoteose enquanto Tommy Thayer iniciava seu solo. A forte chuva massacrou o público cerca de 20 minutos; durante umas 3 músicas. Por conta do fenômeno natural; os telões chegaram a falhar em alguns momentos e Gene Simmons não fez o seu número de vôo durante seu solo, assim como Paul Stanley também não deslizou na tirolesa durante "Love Gun"; que aliás, de forma inexplicável, nem chegou a ser executada.



Não posso deixar de mencionar que um dos momentos que mais me empolgaram durante o show foi a execução do hino "Rock And Roll All Nite", com chuva de papel picado e ao final, a performance clássica de Paul quebrando sua guitarra. Catarse instantânea. “Detroit Rock City”, clássico do album “Destroyer”, fechou uma noite musicalmente impecável de forma apoteótica. De saideira, ao som de fundo de “God Gave Rock n´Roll to You”, a produção do show proporcionou uma queima de fogos de artifício, lançados por trás do palco, enquanto a banda se despedia do público carioca, incluindo esse que vos fala, totalmente em estado de êxtase.












Deuce
Strutter
Got To Choose
Hotter Than Hell
Nothin' To Lose
C'mon And Love Me
Parasite
She
Solo Guitarra Tommy Thayer
Watchin' You
100,000 Years (com solo bateria Eric Singer)
Cold Gin
Let Me Go, Rock 'N' Roll
Black Diamond
Rock And Roll All Nite

Encore:
Shout It Out Loud
Lick It Up
Solo de Baixo Gene Simmons
I Love It Loud
I Was Made For Lovin' You
Detroit Rock City

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