quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Kiss: Por Trás Da Máscara


Por ser tratar da Biografia oficial autorizada pela banda, cheguei a temer que muita coisa seria encoberta, afinal de contas, todo mundo tem os seus esqueletos no armário. Mas apesar de um início mediano, Paul e Gene colocam as cartas na mesa e contam sem cerimônias, detalhes curiosos da história da banda, como os músicos de estúdio que eram contratados pra gravar determinadas faixas pq tocavam melhor ou mesmo quando outro guitarrista contratado criou um solo genial e tascou no album, tudo em nome da perfeição musical.

Sob a batuta dos autores David Leaf e Ken Sharp, o livro de 478 páginas, é dividido em três partes, e começa com a transcrição de uma entrevista realizada com toda a banda (com um destaque óbvio para Paul e Gene) no seu auge, em 1979. O que tinha tudo pra ser uma introdução detalhada, já que os integrantes comentam um pouco sobre suas infâncias difíceis em Nova Iorque, se torna uma narrativa cheia de atropelos, onde nada é esmiuçado e sem muitos detalhes. Em poucas páginas os caras já são o KISS,  uma das maiores bandas de todos os tempos, que lotam arenas, tocam para milhares de pessoas e com três álbuns gravados. A impressão que se tem é que eles eram super unidos e que viviam as mil maravilhas.

Na segunda parte, sem mais nem menos, o autor transforma a banda de amigos em músicos preocupados apenas com os próprios egos, onde Paul e Gene são os patrões perversos que expulsam Ace Frehley e Peter Criss em meio aos abusos de drogas e álcool. E se tudo se passou rápido na primeira parte, se prepare pra isso... 20 anos de história são resumidos em míseras dez páginas, com um salto até a reunião, em 1996! Não sei qual a razão disso mas sem sombra de dúvidas, uma falta de respeito com os fãs, praticamente ignorando albuns fantásticos como o Creatures Of The Night, Crazy Nights e Revenge, sem contar na menção aos demais integrantes que passaram pela banda ao longo de duas décadas e que não tiveram uma abordagem de destaque. Para ficar pior, temos parágrafos intercalados com depoimentos deprimentes de outros músicos sobre o Kiss que nada acrescentam à história, com coisas do tipo: “O Kiss é demais”. Como pior não poderia ficar, as coisas melhoram bastante quando o fã de longa data, Ken Sharp, faz um apanhado de várias entrevistas realizadas na época da reunião, onde a banda literalmente lavou a roupa suja em público.

Na terceira e última parte, o livro engrena de vez e revela um monte de curiosidades que os fãs nem sonhavam, com a descrição faixa a faixa de TODOS os álbuns já lançados, desde a primeira demo, passando pelos trabalhos solos, até o album Psycho Circus. Para completar, um bom acervo de fotos raras do início de carreira da banda, incluindo aí, as primeiras maquiagens, que eram ligeiramente diferentes das que seriam eternizadas para os fãs. Apesar do deslize lamentável de pincelar 20 anos em 10 páginas, leitura obrigatória para os fãs da banda ou mesmo para aqueles que somente se interessam pela trajetória de uma das maiores bandas da história do Rock.

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