domingo, 30 de janeiro de 2011

White Zombie - La Sexorcisto: Devil Music, Vol. 1


Antes de se tornar conhecido como diretor de filmes de terror, Rob Zombie, já flertava com o sobrenatural quando o assunto era música. Zombie formou em 1985, com a sua então namorada, a baixista Sean Yseult, o que viria a ser o embrião do White Zombie. A banda lançou alguns EPs e dois albuns, sempre com letras baseadas em histórias de horror, sem no entanto, alcançar reconhecimento da mídia. O sucesso só chegou quando Rob Zombie fechou contrato com a Geffen Records, depois que um de seus executivos ouviu o EP "God of Thunder" e assistiu uma performance da banda ao vivo.

Em 17 de março de 1992, o White Zombie lançou seu terceiro album, "La Sexorcisto: Devil Music, Vol. 1" e automaticamente o video da música "Thunder Kiss '65" se tornou sucesso na MTV. Na época, o desenho Beavis and Butt-head, muito popular entre os americanos, fazia reviews dos videos do White Zombie e aumentava ainda mais a popularidade da banda nos EUA. Em 1993 o album já era platina e a banda excursionou na divulgação de La Sexorcisto até dezembro de 1994. Em 1995 a banda ainda lançou o album "Astro Creep: 2000", emplacando o hit "More Human than Human" e tb alcançando o album de platina.



Mesmo o White Zombie vendendo bem com seu segundo album pela Geffen, "Astro Creep: 2000" e bem inferior ao platinado "La Sexorcisto: Devil Music, Vol. 1", que trazia um som pesado e bem diferente para a época, recheado de samples de filmes B e muito groove misturado com metal. Só lembrando, Rob Zombie optou por focar em sua carreira solo e tb a de diretor e a banda se separou em 1998, logo depois da tour de Astro Creep.

White Zombie - La Sexorcisto: Devil Music, Vol. 1

1 - Welcome to Planet Motherfucker/Psychoholic Slag
2 - Knuckle Duster (Radio 1-A)
3 - Thunder Kiss '65
4 - Black Sunshine
5 - Soul-Crusher
6 - Cosmic Monsters Inc.
7 - Spiderbaby (Yeah-Yeah-Yeah)
8 - I Am Legend
9 - Knuckle Duster (Radio 2-B)
10 - Thrust!
11 - One Big Crunch
12 - Grindhouse (A Go-Go)
13 - Starface
14 - Warp Asylum





quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

20 Músicas para se Ouvir no Ipod - Firehouse

Dando sequência a série "20 músicas para se ouvir no Ipod", sempre com 20 músicas escolhidas pra quem não conhece muito das bandas em destaque e quer fazer um apanhado com as faixas mais populares e grandes hits e singles de cada uma.

Seguem 20 músicas de um clássico do Hard Rock dos anos 90: Firehouse





01- All She Wrote (Firehouse)
02- Don't Treat Me Bad (Firehouse)
03- Overnight Sensation (Firehouse)
04- Love of A Lifetime (Firehouse)
05- Reach For The Sky (Hold Your Fire)
06- When I Look Into Your Eyes (Hold Your Fire)
07- Hold Your Fire (Hold Your Fire)
08- Trying to Make a Living (3)
09- Here for You (3)
10- Two Sides (3)
11- No One at All (3)
12- I Live My Life for You (3)
13- Don't Fade On Me (O2)
14- Call Of The Night (O2)
15- You Are My Religion (Good Acoustics)
16- In Your Perfect World (Good Acoustics)
17- Acid Rain (Category 5)
18- Bringing Me Down (Category 5)
19- Dream (Category 5)
20- Crash (Prime Time)










domingo, 23 de janeiro de 2011

UFC Rio - Agosto de 2011

O Ultimate Fighting Championship, mais conhecido como UFC, uma das mais bem sucedidas marcas esportivas do mundo, avaliada em mais de US$ 1 bilhão, segundo a revista Fortune, vai retornar oficialmente ao Brasil em 2011. E o palco desta vez será a cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro. Apesar do anúncio do UFC Rio ter sido feito no dia 15 de dezembro do ano passado, como estamos em vésperas da mega luta entre Vitor Belfort e Anderson Silva, dia 5 de fevereiro, pelo título dos médios, eu não poderia deixar de comentar aqui no blog sobre o UFC Rio. Vale lembrar ainda que o UFC já foi realizado em São Paulo, no dia 16 de outubro de 1998.

O anúncio do evento rolou em cerimônia realizada no Palácio da Cidade, no Rio de Janeiro, com as presenças do prefeito Eduardo Paes, do presidente do UFC Dana White e do CEO do UFC Lorenzo Fertitta, o secretário especial de Turismo e presidente da Riotur, Antônio Pedro; os lutadores Anderson Silva, campeão na categoria médio, José Aldo, campeão dos pesos penas, Maurício Shogun, campeão na categoria meio-pesado; Vitor Belfort e Royce Gracie.



A edição carioca do UFC foi marcada para o dia 27 de agosto na HSBC Arena, na Barra da Tijuca. Os ingressos começarão a ser vendidos em maio. Ainda não há valores definidos. Fora dos Estados Unidos, onde está presente em quase todos os estados, o Brasil representará o sétimo país a receber uma edição do UFC, depois do Canadá, Alemanha, Inglaterra e Irlanda, Emirados Árabes Unidos e Austrália.

O UFC Rio terá apoio da Prefeitura, por intermédio da Riotur, com o objetivo de divulgar o nome da cidade no exterior, de olho nos 351 milhões de lares que acompanham cada edição pela televisão em 130 países de 20 diferentes línguas.

O UFC será um elemento de estímulo à cidade e fará parte do nosso calendário de eventos oficiais. A cidade do Rio de Janeiro está de portas abertas para ajudar no que for preciso. Quero ressaltar que o UFC não tem nenhuma relação com vale-tudo, com bagunça. É um esporte com regras claras, profissional. Queríamos que o Rio fosse a porta de entrada do UFC no Brasil e estamos muito felizes por isso ter acontecido”, disse o Prefeito Eduardo Paes, que ganhou de Dana White um cinturão de presente.



Fundado em 1993 pelo brasileiro Rorion Gracie, o UFC tinha como objetivo principal, promover o embate entre diferentes estilos de artes marciais e provar que o jiu-jitsu brazuca era a mais eficiente entre todas as modalidades de luta. Para se sagrar campeão, cada lutador deveria vencer no mínimo três atletas em uma única noite, sem regras, sem limite de tempo e sem categorias de peso. Royce Gracie foi o primeiro vencedor do UFC e sagrou-se tri-campeão do evento.

Adquirido por US$ 2 milhões pelos irmãos Frank e Lorenzo Fertitta em 2001, o UFC sofreu algumas mudanças muito significativas, se reinventou e afastou-se do conceito original. Nada menos do que 32 regras foram estabelecidas. Hoje em dia, diversos golpes são proibidos (como, por exemplo, ataques à coluna, à virilha, cabeçadas, chutar o lutador que está caido, entre outros tantos golpes), os lutadores são divididos em categorias de pesos (leve, meio-médio, médio, meio-pesado e pesado) e se enfrentam em um octógono durante três rounds de cinco minutos, cada. As disputas pelo cinturão são realizadas em cinco rounds.

Além de todas essas mudanças, um rigoroso acompanhamento médico passou a ser obrigatório para garantir a melhor integridade de todos os profissionais. Assim sendo, a denominação “vale-tudo”, como foi promovido o esporte em seu início, perdeu o sentido. Hoje o esporte é mundialmente conhecido como MMA (Mixed Martial Arts, ou mistura das artes marciais, em bom português). As mais prestigiadas comissões atléticas dos Estados Unidos como as da Califórnia, Nevada, Nova Jersey, Ohio, Massachusetts e Pensilvânia são responsáveis por regular e arbitrar os eventos do campeonato.

Com sede em Las Vegas, o UFC se tornou o esporte que mais cresce no mundo. Na semana do evento, o UFC gera milhões de dólares na cidade onde acontece, criando oportunidades para a indústria do turismo, entretenimento e esporte. Hoje, o UFC emprega 275 atletas que ganham mais de US$ 100 mil por ano, sendo que os atletas mais bem sucedidos recebem milhões. Com uma enorme quantidade de produtos, o UFC já superou, nos Estados Unidos, o boxe no número de espectadores, anunciantes e volume de apostas. O Brasil está representado atualmente por 35 lutadores, sendo três deles detentores de cinturão (Anderson Silva, José Aldo e Maurício Shogun).

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Extreme - Take Us Alive (Resenha)


É redundante mencionar que muita gente diz nunca ter ouvido falar da banda Extreme, mas quando ouvem a balada "More than Words", costumam cantarolar a letra na íntegra. Mas o Extreme é muito mais que uma banda de apenas uma baladinha. Com claras influências de Van Halen, funk & soul, o guitarrista Nuno Bettencourt que esbanja técnica, aliado a energia e carisma do vocalista Gary Cherone, fazem do Extreme uma revigorante máquina do Hard Rock.


A banda foi um dos muitos grupos que não suportaram a pressão das gravadoras por outros sucessos comerciais e mudanças de estilo para se adequar a era do grunge. Com isso, acabaram se separando em meados dos anos noventa. E em meio a tantas reuniões de grupos antigos, a banda voltou em 2008 e soltou um album zerinho, chamado “Saudades de Rock”, possivelmente um dos melhores albuns de hard rock lançados em 2008. No embalo da tour, a banda decidiu registrar justamente a data final da excursão, em Boston, cidade natal do grupo, e nasceu o DVD “Extreme – Take Us Alive”.



Além da dupla principal, a banda conta com os músicos Pat Badger nas quatro cordas e Kevin Figueiredo na bateria. A abertura do show fica por conta do clássico “Decadence Dance”, com Nuno esmerilhando nos harmônicos e emendam com uma faixa do último CD, “Confortably Dumb”. Na sequência a banda executa, “Rest in peace”, um dos hits do album “III sides to every story”, e em seguida, uma das minha favoritas do album Pornografitti, “It(‘s a monster)”. O show vai avançando e a banda vai demonstrando competência e carisma de sobra, alternando novas músicas com material mais antigo.


Um dos destaques do DVD é o Medley de algumas músicas do auto-intitulado album de estréia da banda, com “Kid Ego”, “Litlle Girls” e “Teacher’s Pet” , sabiamente emendado com outro clássico do mesmo album “Play with me”. Inevitável ressaltar a execução do maior hit da banda “More than words”, definitivamente o ápice do show. Pra fechar com chave de ouro, uma trinca de clássicos: “Get The funk out”, “Am I ever gonna change” e “Hole Hearted”. Apresentação impecável e uma banda tecnicamente soberba. Pra quem curte um Hard Rock de qualidade, pode embarcar sem medo que com certeza não vai ter decepção.

Faixas:
1. "Decadence Dance" (Pornograffitti)
2. "Comfortably Dumb" (Saudades de Rock)
3. "Rest in Peace" (III Sides to Every Story)
4. "It('s a Monster)" (Pornograffitti)
5. "Star" (Saudades de Rock)
6. "Tell Me Something I Don't Know" (Waiting for the Punchline)
7. "Kid Ego/Little Girls/Teacher's Pet" (Extreme)
8. "Play With Me" (Extreme)
9. "Midnight Express" (Waiting for the Punchline)
10. "More Than Words" (Pornograffitti)
11. "Ghost" (Saudades de Rock)
12. "Cupid's Dead" (III Sides to Every Story)
13. "Take Us Alive" (Saudades de Rock)
14. "Flight of the Wounded Bumblebee" (Solo de He-man Woman Hater)(Pornograffitti)
15. "Get the Funk Out" (Pornograffitti)
16. "Am I Ever Gonna Change" (III Sides to Every Story)
17. "Hole Hearted" (Pornograffitti)

Banda:
Gary Cherone - Vocais
Nuno Bettencourt - Guitarra e vocais
Pat Badger - Baixo e vocais
Kevin Figueiredo - Bateria






quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Mötley Crüe - Vince Neil na Cadeia


A banda californiana de Hard Rock, Mötley Crüe, recém completou 30 anos de estrada. Tudo isso regado a muito sexo, drogas & Rock N Roll, literalmente. E também muita bebida e confusões. E como a data não podia passar em branco, o vocalista Vince Neil, já com 49 anos nas costas e conhecido pelas festas e namoradas famosas, fechou um acordo com a Justiça americana e vai passar duas semanas "hospedado" no Clark County Detention Center e mais duas em prisão domiciliar por dirigir sua Lamborghini na região de Las Vegas embriagado. Neil foi detido em junho do ano passado e saiu após pagar fiança. Ele deve começar a cumprir a pena em 15 de fevereiro.

Reconheço que não poderia dirigir sob efeito de álcool. Assumo total responsabilidade por minhas ações. Espero aprender com essa experiência. Não se pode nunca beber e dirigir”, declarou Vince ao "Las Vegas Review Journal". O suave período na casa de detenção teve um acrescimo devido ao fato do cantor ser reincidente na soma "bebidas/direção", já que nos idos de 1984, Neil se envolveu num terrível acidente automobilístico, causando a morte do baterista do Hanoi Rocks, Nicholas "Razzle" Dingley. Pra variar, Vince Neil estava pra lá de embriagado.

Tá certo que se fosse qualquer um de nós, meros mortais, que tivessemos nos envolvido em acidente semelhante ao que Vince Neil se envolveu em 1984, estariamos enjaulados até hoje, mas o dinheiro e a fama falam mais alto. De qualquer forma, que ele tenha aprendido mesmo a lição e que sirva também de lição para que as pessoas que gostam de dar uma calibrada se conscientizem que, "se for beber, não dirija".

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A primeira tattoo a gente nunca esquece...

Bom galera, finalmente fiz a minha primeira tattoo!!! Há muito tempo que eu vinha amadurecendo a idéia... já tinha idealizado o desenho, tamanho, local, etc. E conforme eu havia postado aqui antes, a artista escolhida para a missão foi a talentosa Anna Idza. Os trabalhos rolaram no sábado, a tattoo durou aproximadamente uma hora e meia pra ficar pronta e gostei muito do resultado final. Obviamente por conta da cicatrização, não tenho mais fotos dela finalizada, mas já dá pra vcs terem uma idéia de como ficou. E o mais importante, ficou do jeito que eu queria.







Brasileiro por natureza, na maioria das vezes, mesmo sem entender, pensa que entende de tudo, certo? Sendo assim, aproveitando o espaço e o tema, pra quem tem dúvidas sobre o pós-tatuagem e não quer pegar nenhuma dica errada, vou postar aqui uma lista de recomendações postada por um profissional, o tatuador paulista, Zen Tattoo, em seu blog pessoal, o blog do Zen.

A tatuagem é uma ferida e a tendência do organismo é eliminar o máximo de tinta que ele puder. É normal que a tattoo elimine um pouco de água e sangue nos primeiros 30 minutos.

Usar o plástico filme de pvc durante 3 dias e troca-lo 3x por dia, aplicando a pomada Bepantol, rica em vitamina B-5 que ajuda na cicatrização.

Continuar usando a pomada no mínimo 3x ao dia durante 15 dias e procurar passar a pomada cada vez que a tattoo começar a secar para hidratá-la.

Nos primeiros 7 dias evitar comer carne de porco e derivados, feijoada, camarão, chocolate e ovos.

Durante o período de cicatrização, nada de sol, sauna, piscina e praia.

Não necessariamente vai ocorrer mas caso se forme casca sobre a tattoo, é normal, já que se trata de uma ferida em fase de cicatrização. Porém em hipótese nenhuma deve-se arrancar a casca ou coçar a tattoo. Começou a sentir coceira, passe uma fina camada de pomada.

A cicatrização completa leva em torno de 2 meses, embora depois de 2 semanas a tattoo já fique visivelmente perfeita se obedecidas corretamente as recomendações profissionais.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Rosanah Rocks

Lembram da cantora Rosanah “Como uma Deusa” Fiengo, famosa pelo hit “O Amor e O Poder”? Pois é, esqueçam o passado pq a cantora lançou um interessante projeto chamado “Rosanah Rocks”. Aliada ao guitarrista Bebeto Daróz, ao baixista Ives Pierini e ao batera Mark Vinny, Rosanah investe no heavy metal e no classic rock fazendo releituras de clássicos de suas principais influências como Janis Joplin, Heart, Led Zeppelin e muitos outros artista do estilo.



O primeiro show da nova "Deusa do Metal Brazuca" rolou no dia 23 de dezembro do ano passado no Calabouço Heavy Rock Bar, aqui no Rio de Janeiro, e teve versões ao vivo para Led Zeppelin, Heart e Judas Priest. Parabens a Rosanah por usar sua potente voz em prol do metal e desejo muito sucesso ao projeto. Que muitos outros shows do Rosanah Rocks pintem por aí!!! Long Live Rock N' Roll!!!














quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Homem-Aranha 2012

Depois do sofrível terceiro filme do Homem-Aranha, a Sony Pictures resolveu dar um reboot na franquia e dar um pé no diretor da trilogia original, Sam Raimi e no interprete do Amigão da Vizinhança, Tobey Maguire. Aliás, achei muito boa a idéia, desde que o novo filme se afaste um pouco do rumo que o Raimi tomou e siga mais a HQ original. Bom, mas até aí nenhuma novidade certo?

Acontece que o reinício da série do aracnídeo no cinema já mobiliza uma infinidade de paparazzis tentando pegar uma imagem das filmagens. E pra acabar com a festa desses caras, a Sony tratou de se antecipar e divulgou oficialmente a primeira imagem de Andrew Garfield, o novo ator escolhido para viver Peter Parker, com o uniforme do Aranha. Se repararmos bem nos pulsos, dá pra ver um relevo acentuado, indicando que os boatos de que os lançadores de teia serão mecânicos, como nos quadrinhos, são verídicos. Por enquanto estou botando muita fé nesse novo filme. Escolheram bem o ator, já que a proposta era fazer o aranha mais adolescente, e o uniforme está mais próximo das HQs. Vamos aguardar mais detalhes.



O longa, ainda sem título definitivo, está sendo rodado em 3-D e dirigido por Marc Webb, e tem estréia marcada para o dia 3 de julho de 2012.


Pra fechar...o ator Josh Hutcherson (Zathura, Ponte Para Terabítia) foi um dos candidatos ao papel de Peter Parker, mas como já sabemos, a Sony Pictures optou por Andrew Garfield e o vídeo com o teste de cena de Hutcherson acabou caindo na rede. Confiram:

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Lobão - 50 Anos a Mil

Diferente de algumas pessoas que vivem dizendo que leem super-rápido mas levam 6 meses pra devolver um livro de 200 páginas, eu confesso que apesar de estar sempre lendo alguma coisa, não sou tão rápido assim. Mas dessa vez me surpreendi com minha velocidade, afinal de contas, nunca tinha devorado um livro de 600 páginas tão rápido. Estou falando da autobiografia do velho lobo, "Lobão: 50 anos a mil", lançada pela editora Nova Fronteira. Repleta de revelações bombásticas regadas a muitas loucuras, a obra é assinada em parceria com o jornalista Claudio Tognolli.



A história de Lobão aborda desde a infância do menino João Luiz Woerdenbag Filho (nome real de Lobão) no seio da típica família burguesa, com a devida criação sob todas as condições necessárias para se tornar "um bundão" (nas palavras do próprio), ao atual "pregador do evangelho da irresponsabilidade" (na definição de Tognolli). Em relatos que passeiam do chocante ao hilário, Lobão não poupa críticas a si próprio e é claro aos colegas de estrada.

Lobão declarou que escreveu o livro com a segurança de que seu relato sobrepujaria de longe a caricatura ridícula que teimam em lhe impor. De fato, o que se nota é que o velho lobo está mesmo mais contido do que o artista das entrevistas concedidas ao longo das últimas décadas.

"Sou uma criatura amorosa, respeito tanto meus amigos como meus supostos inimigos e, se fosse mais pesado em meu relato, aniquilaria a força da informação em si para virar um ressentido, um covarde, um mesquinho, um canastrão, enfim, tudo que esses idiotas, por décadas, tentam me imputar."

Lobão narra com riqueza de detalhes as quase quatro décadas de vida profissional, iniciada aos 17 anos em parceria de Lulu Santos e Ritchie, na banda Vímana. E não, ele não deixou de lado as polêmicas envolvendo Caetano Veloso, João Gilberto (que relata o diálogo entre ambos com Lobão sob efeito de cocaína) e Herbert Vianna, que supostamente plagiou na cara dura o album de estréia de Lobão, "Cena de cinema" , com o album dos Paralamas "Cinema mudo". Tudo é descrito tim tim por tim tim.

A amizade com Cazuza e Júlio Barroso (líder da gang 90) também estão em destaque no livro, assim como os problemas com excessos de drogas e a Justiça, sua prisão nos anos 80, a paixão pela cantora Marina Lima, a passagem conturbada pela Blitz, a guerra contra as gravadoras, as desavenças no meio artístico, as vaias do Rock in Rio, sua conturbada relação familiar que inclui tentativas de suicídios, traições e uma briga na qual espancou seu pai. Está tudo lá e quase sempre de forma jocosa. Lobão ratifica que mesmo se assemelhando muito a um folhetim de Nelson Rodrigues, foi assim mesmo que aconteceu.


"Lobão: 50 anos a mil" revela a relação visceral desse ícone do rock nacional com a música, seus dramas e exageros, sem papas na língua. Recomendadíssimo para os fãs do velho lobo, saudosos do rock dos anos 80, fãs de MPB e de música em geral.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Steve Lee - One Life, One Soul


No dia 5 de outubro de 2010, o mundo do hard rock perdeu um dos seus talentos mais brilhantes, o vocalista do Gotthard, Steve Lee. E como tributo ao vocalista, a April Rain Promotion reuniu uma série de reinterpretações das excelentes músicas do Gotthard no album 'One Life, One Soul'.

O interessante do projeto é que ele foi aberto a artistas de todas as partes do mundo, muitos deles fãs declarados de Lee, que enviaram seus materiais para a gravadora através de MP3, demos, samples de guitarra e voz, com as gravações variando de amadoras até profissionais.

Desde o início, a April Rain Promotion queria realizar um tributo "feito por fãs para os fãs", e pelo resultado final, alcançaram seu intuito.

Vale lembrar ainda que entre os músicos participantes do projeto, está o vocalista brazuca BJ, da banda, tb brasileira, Tempestt. BJ canta a música “Someday”, do album D'Frosted de 1997. A April Rain em acordo firmado com o Gotthard, decidiu que toda a renda arrecadada com a venda do album vai ser destinada à instituições de caridade.

'One Life, One Soul' track listing:
1) Tank & Mitzi (Itália) "Heaven"
2) GoodWins (Russia) "Hole In One"
3) B.J. (Brasil) "Someday"
4) Chicka (Itália) "Let It Be"
5) Edward Menchicchi (Itália) "Angel"
6) Pubs Connection (Alemanha) "Sister Moon"
7) M. Hugo Otsuki (Japão/Brasil) "All I Care For"
8) Freak Show (França) "Mighty Quinn"
9) MMM Acoustic Trio (Itália) "One Life One Soul"
10) Sound Explosion (Hungria) "She Goes Down"
11) Junkie Dildoz (Itália) "Come Alive"
12) Nathalie Griffart (França) "And Then Goodbye"







sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Scrat's Continental Crack-Up


Eu curto muito essas novas animações computadorizadas produzidas com as técnicas de animação gráfica e com roteiros cada vez mais divertidos. E na franquia "A Era do Gelo" (Ice Age), a personagem mais divertida na minha opinião é sem dúvida o Scrat. Comprei até a miniatura quando lançou. Pois bem. A novidade é que o quarto filme da franquia, que vai explorar a separação dos continentes, já começa, como de praxe, com as peripécias do Scrat.

No curta de abertura batizado de Scrat's Continental Crack-Up, o figuraça é o grande responsável pela remodelação do mapa-mundi, separando os continentes depois de mais uma trapalhada do esquilo.

Antes do Natal já tinha na rede uma vinheta e agora vocês curtem o curta-metragem completo, com dois minutos e vinte de duração. A Era do Gelo 4 estreia nos states em 13 de julho de 2012 e deve pintar por aqui simultaneamente.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Minha História com o Rock - Capítulo 4

Para começar os posts de 2011 , vou dar sequência a mais um capítulo da saga "Minha História com o Rock". Nessa quarta parte vou contar um pouco sobre mais uma de minhas empreitadas musicais e a banda Razor. Pra quem ainda não leu as partes anteriores, é só clicar AQUI.

Capítulo 4

Em 1997, conheci um grande amigo, o guitarrista Gabriel Marques, membro da banda de Death Metal, Vomithus. A técnica do Gabriel é brilhante, calcada num virtuosismo à la Malmsteen. No nosso primeiro contato não poderia rolar outro papo senão música. Não demorou muito pra marcarmos nossa primeira jam session. O irmão mais novo do Gabriel, o Bruno, mesmo com 15 anos já mandava bem na bateria e desde o início nos acompanhou. Minha técnica sempre foi precária e perto do Gabriel ela se tornava nula, mas eu compensava essa deficiência fazendo as bases e colocando muita paixão e energia nas músicas.

Não lembro qual o motivo que levou a banda do Gabriel a se separar mas depois disso, Gabriel acabou convidando outro membro do Vomithus, Pedro Savignon, para tocar baixo com a gente. Nós já tinhamos escrito umas quatro músicas, bem na linha Hard Rock/Heavy Metal, que aliás, era todo nosso repertório. Certa ocasião o Pedro me contou que quando foi fazer o primeiro ensaio, não tinha idéia de como seria o tipo de som. Já estava cansado da banda de Death e ficou pensando: "Tomara que não seja uma banda de Metal". Não deu outra. Na sua visão aquilo era metal purinho. Passados 6 meses do meu primeiro contato com o Gabriel estava fechada a primeira formação do Razor. Na época a gente desconhecia a banda thrash canadense de mesmo nome mas não me recordo de grandes confabulações em torno do nome. Razor caiu bem no nosso estilo.



Na minha visão o Razor fechava perfeitamente, com o Gabriel e sua técnica apurada elevando a banda a um patamar acima das demais bandas de garagem que eu conheci na época. Como um bom homem de marketing sempre cuidei da divulgação completa da banda (fotos, posters feitos no computador etc) e em pouco tempo começamos a produzir nosso próprio material. Tínhamos umas 10 músicas ensaiadas e tocávamos também alguns covers de Judas Priest, Manowar, Steppenwolf, Rolling Stones. Se fosse hoje em dia a banda seria apenas de covers e eu não escreveria músicas próprias, pq no final das contas, foi esse detalhe que acabou matando a banda. Mas vamos falar disso daqui a pouco.





Nossos ensaios rolavam todo final de semana, no estúdio montado no sótão da casa do Gabriel (na foto acima) na Barra da Tijuca, que eu batizei singelamente de Marques' Studios, onde toda a nossa aparelhagem já ficava previamente montada. A medida que tínhamos um punhado de músicas próprias, faziamos gravações caseiras, daquelas bem toscas mesmo, de colocar o gravador na sala e mandar ver. Os shows eram escassos mas depois de um tempo, cada ensaio do Razor se tornou um verdadeiro show. A banda já estava bem azeitada e muitos amigos vinham pra nos assistir. Acabava virando um show particular. Aliás, falando em show, o maior show que fizemos foi na Fundição Progresso em 1998. Tocamos cerca de 30 minutos e conseguimos agradar ao público presente. Eu tenho esse show em VHS mas infelizmente ainda não converti pra DVD e só tenho uma única foto (abaixo).






Apesar de todos levarem aquilo muito a sério, a banda não era prioridade profissional pra ninguém e em 1999 o Pedro resolveu se concentrar nos seus projetos de Arquitetura. Pedro partiu, a amizade continuou e uns meses depois o Gabriel chamou para o baixo o Willie, um vizinho do condomínio. O Willie já conhecia a banda, estava acostumado com as músicas e logo entrou no esquema de ensaios. Aliás, em parte, já que depois de uns meses, faltava mais que outra coisa. Hoje eu percebo que ele não estava mais interessado e acabou usando isso pra forçar uma saída em vez de falar com a gente. Passamos a tocar como um trio e de vez em quando o Pedro aparecia.





Ficamos nessa até 2001 quando a banda finalmente debandou. Embora fossemos como irmãos do metal, já existia uma tensão musical latente entre eu e o Gabriel por conta das idéias para as músicas, créditos, esse tipo de coisa. Éramos conhecidos por todos os adolescentes do condomínio e do colégio do Bruno. Tínhamos um status de banda de metal underground. E na minha visão foi um choque de egos que acabou afastando a banda, embora na época eu não tivesse idéia do que isso podia significar. Se ficassemos tocando covers de nossas bandas favoritas não teriamos conflitos entre nós. Nos preocupamos em escrever músicas originais que não nos levaram a lugar algum, exceto uma crítica mediana da revista Roadie Crew, de um tape com 5 músicas que nós gravamos em 1998.





Por razões naturais do cotidiano acabamos nos afastando mas eu e o Gabriel já nos encontramos várias vezes ao longo dos anos. A banda acabou mas nossa amizade continua a mesma. Foi uma época divertida.



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...