domingo, 27 de fevereiro de 2011

Accept - Blood of The Nations

Antes de mais nada, vamos as informações técnicas: Décimo segundo album de estúdio do Accept, Blood of the Nations foi lançado em 2010 pela gravadora Nuclear Blast. É o debut do vocalista Mark Tornillo e também o primeiro album sem o emblemático Udo Dirkschneider nos vocais desde Eat the Heat de 1989. Há 26 anos afastado do Accept, Blood of the Nations marca também o retorno do guitarrista Herman Frank, que não gravava com a banda desde o album Balls to the Wall.



Primeiro, as considerações sobre Mark Tornillo (Ex-TT Quick). Não é qualquer um que vai quebrar o gelo e vencer a desconfiança de assumir o posto do mítico Udo, mas Mark não faz feio e mostra muito feeling e disposição no gogó. Nos clássicos, Udo é imbatível, mas Mark se dá bem como frontman de Blood of the Nations.

Quanto ao album em si, não tem muita novidade, o que nesse caso, não deve ser visto como um comentário negativo, afinal, o que temos são riffs completamente heavy metal, sem enrolações, com Wolf Hoffman e Herman Frank despejando o mais puro metal em nossos ouvidos. Um grande retorno do Accept; com uma autêntica aula de heavy metal em pleno 2010 (o album é do ano passado, hein?) e; na minha humilde opinião, já ouso alçar Blood Of The Nations ao posto de um dos melhores albuns da discografia da banda. Destaques para as faixas Teutonic Terror, The Abyss, Lock And Loaded, Blood Of The Nations e Beat The Bastards.


Tracklist:

1. Beat the Bastards 05:23
2. Teutonic Terror 05:12
3. The Abyss 06:52
4. Blood of the Nations 05:36
5. Shades of Death 07:30
6. Locked and Loaded 04:27
7. Kill the Pain 05:46
8. Rollin' Thunder 04:53
9. Pandemic 05:35
10. New World Comin' 04:49
11. No Shelter 06:02
12. Bucketful of Hate 05:11

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Spartacus: Gods of the Arena


Ainda não rolou o sexto e último capítulo da excelente mini-série Spartacus: Gods of the Arena que fez sua estréia lá fora em 21 de janeiro; mas de cara eu já recomendo. Spartacus: Gods of the Arena é mais uma produção da Starz e antecede aos eventos mostrados na tb excelente série Spartacus: Blood and Sand que foi ao ar (nos EUA) no ano passado.

A prequência de Blood and Sand mostra a sangrenta história da casa de Batiatus e da cidade de Cápua antes da chegada de Spartacus. Quintus Lentulus Batiatus se torna um lanista quando assume o ludus de gladiadores de Titus, seu pai. Quintus tem ambições de sair da sombra de Titus, conseguindo reconhecimento por seu próprio nome e alcançando glórias para sua casa. Ao seu lado, sua bela esposa Lucretia, que não mede esforços para que Quintus alcance seus objetivos, custe o que custar.

Batiatus aposta toda a sua fortuna no homem que vai lhe garantir fama e glória como lanista, seu melhor gladiador, o celta, Gannicus; um habilidoso guerreiro que maneja sua espada na arena como se fosse seu último dia de vida. Entretanto, existem aqueles que se opõe a Batiatus e seu futuro campeão de Cápua. Spartacus: Gods of the Arena é repleta de ação, muita violência, sangue jorrando e muitas cenas de sexo. A direção de arte e fotografia são recheada dos mesmos efeitos visuais presentes no filme "300". Deleite para os fãs.

Além do inédito protagonista Gannicus, interpretado por Dustin Clare, os novos nomes do elenco contam com Jaime Murray como a sensual Gaia e a espetacular Marisa Ramirez (Hospital Geral) como Melitta. Outros membros do elenco estão de volta interpretando personagens da série original; como John Hannah (Quatro Casamentos e Um Funeral, A Múmia) no papel de Batiatus, Lucy Lawless, a eterna Xena, como Lucretia, Peter Mensah (300, O Incrível Hulk) como Oenomaus, e Manu Bennett como Crixus.

Fica aqui a dica pra essa excelente mini-série!!!


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Novo Seriado da Mulher-Maravilha

E mais um heroina dos quadrinhos vai dar as graças na TV novamente. A rede de televisão NBC vai produzir um novo seriado da Mulher-Maravilha (Wonder Woman). A direção criativa fica a cargo de David E. Kelley, produtor responsável pela criação de séries de sucesso nos states; como Chicago Hope e Ally McBeal. Kelley bateu na porta da Warner Bros. Television e da DC Entertainment para apresentar seu projeto de modernizar com seriedade a princesa amazona na TV, sem abandonar os braceletes, o laço mágico e o indefectível avião invisível; e as empresas ficaram tão animadas que contrataram Kelley para desenvolver a série.

A atriz escalada pela NBC pra usar os braceletes no piloto Wonder Woman, é a americana, Adrianne Palicki. A bela parece ter os atributos necessários para ostentar o laço mágico: nasceu em Toledo, Ohio, tem 28 anos, 1,80m de altura e corpinho de modelo.

Resta saber se vai me convencer quando estiver devidamente caracterizada. Palicki ganhou o papel sem precisar disputar com mais nenhuma atriz, uma vez que foi a primeira e única convocada para o teste de cena.

Nesse reboot da série televisiva, Diana Prince, mais conhecida também pelo seu alter-ego, Mulher-Maravilha, se divide entre a presidência das Indústrias Themyscyra e o combate ao crime em Los Angeles, cidade que vai ambientar a série. Vamos aguardar e conferir!


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

The Wrestler - O Lutador


Por muito tempo adiei a resenha desse maravilhoso longa de Darren Aronofsky (o mesmo de Cisne Negro); mas chegou a hora do Rodz Online fazer justiça a essa obra-prima do cinema. A trama até que se assemelha a vida de Mickey Rourke, o protagonista do filme, já que Rourke era considerado o queridinho de Hollywood nos anos 80, com uma carreira promissora e famoso por filmes como "Orquídea selvagem", "9 e meia semanas de amor" e "Coração satânico" (Esse último, um clássico, onde Rourke contracena com Robert De Niro no auge de suas melhores perfomances) mas que simplesmente caiu no esquecimento ao tomar decisões erradas na vida pessoal e profissional e só de uns anos pra cá parece se reencontrar com o sucesso e as boas atuações.

Antes de continuar, deixa eu esclarecer um detalhe... O Lutador não é um filme de luta livre ou sobre tal, e sim uma história sobre desafios.

Mas pq a história de Rourke se assemelha ao longa O Lutador (The wrestler, 2008)? Pq na trama, Rourke dá vida a Randy "The Ram" Robinson, um ex-campeão de luta livre (wrestling), ídolo nos anos 80, mas que acabou chegando a decadência por conta de seus próprios excessos. Randy Robinson continua fazendo shows de luta livre para um pequeno público e finge pra si mesmo que os dias de glória continuam. No entanto, ele envelheceu, seu corpo não é mais o mesmo e um ataque cardíaco afasta Randy dos ringues.

Odiado pela filha (Evan Rachel Wood), Randy é obrigado a parar de lutar e encarar outra realidade. Pra isso precisa se virar e trabalhar no balcão de frios de um supermercado pra se sustentar e acaba buscando afeto nos braços de uma velha conhecida, a stripper quarentona, Pam (Marisa Tomei). Mesmo a dupla de protagonistas, Rourke (com excesso de botox) e Marisa Tomei, não tendo arrematado a estatueta dourada do Oscar pela qual estavam indicados, nas categorias de melhor ator e atriz, a interpretação de ambos é carismática e merece destaque.



O filme também é um deleite pra quem gosta de luta livre, com lutadores de verdade colaborando para criar uma atmosfera bem realista e mostrando os bastidores dos shows, as amizades dos lutadores, e também o lado negro do negócio, como as drogas que rolam, a solidão e decadência dos astros do passado. Destaque para a trilha sonora, com muito hard rock oitentista, como Guns N' Roses, Firehouse, Ratt e Accept!

O diretor Darren Aronofsky, conduz as cenas de forma fenomenal com um detalhe curioso; Aronofsky se utiliza do manual e posiciona muito a câmera atrás dos personagens, como se estivesse seguindo seus passos, e ao mesmo tempo, fazendo referência ao ambiente esportivo.


Finalizando, O Lutador é um filme que nos mostra como excluídos de amor e de oportunidades de uma vida melhor; como o Randy e Pam, se viram pra seguir em frente. Como eles convivem com a decadência. A cena de Randy e sua filha na beira da praia é de comover qualquer marmanjo. E o final do longa é sensacional. Confiram!!!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Cisne Negro


Não, eu não tenho o menor interesse em balé clássico ou qualquer coisa que o valha. Mas como fã da atriz Natalie Portman, assisti Cisne Negro. E não é que gostei! O filme se utiliza do balé como pano de fundo para, na verdade, nos revelar os reflexos psicológicos que o ser humano sofre ao enfrentar conflitos na sua realidade diária.

Natalie Portman vive a dedicada bailarina Nina, que almeja interpretar a Rainha Cisne, o papel principal no balé clássico “O Lago dos Cisnes”, de Tchaikovsky. Nina é escolhida por Thomas, diretor da montagem, mas logo percebe que vai enfrentar várias dificuldades, como o ciúme de Beth, a primeira bailarina da compania, a concorrência de Lily, uma nova bailarina que começa a cair nas graças de Thomas, e o maior dos desafios, lidar com a pressão por ganhar o personagem principal e ser perfeita.

Aliás, além da ingenuidade e fragilidade, a busca pela perfeição é uma das características mais marcantes da personagem Nina, que apesar de toda sua técnica apurada, não mostra expressão em seus gestos e sofre pressões avassaladoras por parte de Thomas para melhorar sua atuação. Um detalhe que fica claro desde o início é que o único obstáculo para o sucesso de Nina é ela mesma, já que no afã de ser perfeita, se cobra demais pelo lado técnico da dança e acaba esquecendo de viver a personagem. Thomas por sua vez, se aproveita da condição de Nina estar próxima de realizar um sonho calcado em uma vida inteira dedicada ao balé, e comete assédio sexual a garota, que começa a ceder às investidas do almofadinha.



Nina é dominada por Erica, sua mãe, uma ex-bailarina que desistiu do sonho de interpretar o papel da Rainha Cisne, justamente para ter Nina; e por conta disso, não faz nenhuma questão de esconder a mágoa que ainda guarda por ter abandonado o balé. No meio de tanta pressão, por parte da mãe, por parte de Thomas para melhorar sua atuação e por uma cobrança pessoal de perfeição, já que não consegue atingir o que Thomas exige dela, Nina começa a ter delírios e entrar em estado de loucura e paranóia. Aqui cabe pontos extras ao diretor Darren Aronofsky (o mesmo do excelente The Wrestler) que explora os delírios de Nina de forma brilhante, tanto nas alucinações como nas vozes ouvidas pela bailarina.

Tecnicamente o filme é impecável, com uma belíssima fotografia, maquiagem, figurinos e explorando com maestria o balé clássico; utilizando em cada cena planos que capturam com perfeição cada movimento da dança. Natalie Portman está insuperável na interpretação de uma personagem com tamanha complexidade psicológica e já aposto que é forte candidata ao Oscar. Falando na estatueta, vale lembrar que Cisne Negro concorre nas categorias de melhor filme, melhor direção com Daren Aronofsky, melhor atriz com Natalie Portman, melhor fotografia, melhor roteiro original e melhor edição.


Pra encerrar o papo, Cisne Negro nos brinda com uma bela atuação de Natalie Portman, faz uma grande homenagem ao balé clássico e nos deixa com o seguinte questionamento: O quanto seríamos capazes de abrir mão de alguma coisa, de sofrer, para alcançar um sonho?

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Queensrÿche - Empire

Quando a MTV deu seus primeiros passos aqui no Brasil, um dos videos que não paravam de rolar na programação era de uma balada chamada “Silent Lucidity”, da banda Queensrÿche. Aliás, graças ao sucesso da música que é, sem sombras de dúvida, a mais famosa da banda, os caras acabaram carimbando o passaporte para se apresentar no Rock in Rio II (1991).

Pois hoje vou falar justamente sobre o album “Empire”, que é de onde saiu essa obra-prima que é “Silent Lucidity”. Aliás, ouso dizer que o album todo é uma obra-prima do heavy metal ou do Hard Rock, como preferirem. Sei que alguns fãs mais ardorosos vão contestar e apontar o album “Operation: Mindcrime” como o melhor do Queensrÿche. Não tem como discutir nesse quesito, já que ambos os trabalhos são dignos de nota máxima! Mas qual o motivo da minha escolha pelo “Empire”? É simples... o album alcançou o que o seu predecessor não conseguiu: uma indicação ao Grammy, posição #1 no Mainstream de músicas de Rock, posição #9 na Billboard Hot 100, e status de platina tripla. Suficiente?



Lançado em 20 de agosto de 1990, fora a parte gráfica que não me agrada tanto, musicalmente o quarto album do Queensrÿche é super bem produzido, com melodias, arranjos e vocais recebendo o mais fino trato no acabamento. O Queensrÿche conseguiu utilizar elementos pop, teclados e cordas, aliado a muito peso e passagens típicas de rock progressivo, tudo isso sem ficar chato.

A vigorosa “Best I Can”, abre a produção com muita energia e já dita o ritmo do que vem pela frente. Na sequência, a excelente “The Thin Line”, repleta de quebras de ritmos e estruturas complexas. “Jet City Woman” vem em seguida com um refrão que gruda fácil. Vale destacar um detalhe curioso acerca dessa faixa, já que sua letra foi inspirada na esposa do vocalista Geoff Tate, que trabalhava como aeromoça. "Della Brown" é uma das maiores faixas do play, com 7 minutos de duração, e é cheia de solos viajantes, bem ao gosto dos fãs de progressivo. A ótima balada “Another Rainy Night (Without You)” tem um dos refrões mais grudentos de todo o album, com uma levada bem no estilo hard rock.

A faixa-título é outra que conta com um refrão bem grudento aos ouvidos, além de ter um trabalho soberbo por parte de Chris DeGarmo na guitarra. A letra retrata em forma de crítica o cotidiano do capitalismo e do que as pessoas são capazes pra ganhar status e dinheiro. Na sequência, uma das minha favoritas do album, “Resistance”, com levada Hard Rock e refrão marcante. Era a música que costumava abrir os shows da banda na respectiva tour. “Silent Lucidity” já nasceu um clássico e dispensa maiores comentários. Se ainda não ouviu, ouça urgentemente!!!



Pegando a reta final, “Hand on Heart” e “One and Only”, apesar dos ótimos solos de guitarra, são as escorregadas do album, com um refrões chatinhos e muitas quebradas no ritmo. Fechando o play, a bela balada romântica “Anybody Listening?”, que também tem ótimo refrão e passeia pelas nuances de melodias, trazendo muito peso em certas passagens.

Trabalho de primeira dos músicos Chris DeGarmo (guitarra), Geoff Tate (vocal), Michael Wilton (guitarra), Eddie Jackson (baixo) e Scott Rockenfield (bateria). Vale destacar que 90% das músicas são de autoria da dupla DeGarmo e Tate, embora os demais membros também tenham contribuído na composição de arranjos e letras de algumas músicas desse sensacional album!


Esq p/ dir: Geoff Tate (vocal), Eddie Jackson (baixo), Chris DeGarmo (guitarra), Scott Rockenfield (bateria) e Michael Wilton (guitarra)

Curiosamente, depois do sucesso do “Empire”, o Queensrÿche lançou uma série de albuns fracos que acabou culminando na saída de Chris DeGarmo, um dos principais compositores da banda. E pra quem não lembra, vale recordar que o Queensrÿche veio ao Brasil em 1997, junto com Megadeth e Whitesnake. O show foi bom, curti a performance da banda, apesar de alguns clássicos antigos terem ficado de fora, em prol das novas composições (do album "New Frontier"), que não eram lá essas coisas, diga-se de passagem.







Empire

1. "Best I Can" (DeGarmo) – 5:34
2. "Thin Line" - (DeGarmo, Tate, Wilton) – 5:42
3. "Jet City Woman" (DeGarmo, Tate) – 5:22
4. "Della Brown" (DeGarmo, Rockenfield, Tate) – 7:04
5. "Another Rainy Night (Without You)" (DeGarmo, Jackson, Tate) – 4:29
6. "Empire" (Tate, Wilton) – 5:24
7. "Resistance" (Tate, Wilton) – 4:50
8. "Silent Lucidity" (DeGarmo) – 5:48
9. "Hand On Heart" (DeGarmo, Tate, Wilton) – 5:33
10. "One & Only" (DeGarmo, Wilton) – 5:54
11. "Anybody Listening?" (DeGarmo, Tate) – 7:41

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Kiss - Rio de Janeiro, 8 de Abril de 2009

Resolvi voltar no tempo mais uma vez e relembrar como foi o show do Kiss aqui no Rio de Janeiro, em 8 de abril de 2009. Na época não tinha o Rodz Online ainda; então não escrevi nada a respeito; mas como nunca é tarde, com vocês, a banda mais quente do mundo: KISS.

Era a primeira vez que eu iria assistir uma das minhas bandas preferidas ao vivo e confesso que nunca um show tinha me dado tanta ansiedade quanto esse. Foram 26 anos de espera (já que a última visita da banda ao Rio foi em 1983) mas que valeram a pena!!! O ingresso já havia sido devidamente comprado com algumas semanas de antecedência. É verdade que o público foi bem menor que o do show do Iron Maiden (22 mil pessoas) que rolou 3 semanas antes mas quem estava na Apoteose naquele dia realmente era fã do Kiss. As arquibancadas foram fechadas, fazendo a galera se aglomerar na pista e dando a impressão de que o local estava mais cheio. De qualquer forma, reunir 17 mil pessoas em uma quarta-feira até que não é nada mal. Aliás, acredito que o público não foi maior pelos altos preços dos ingressos e por ter rolado um outro show semanas antes com valor bem salgado também.

Um fato curioso é que o público abrangia todas as idades, desde adolescentes até os cinquentões. Muitos casais e pais com filhos também figuravam no local. Enfim, um show com espírito bem família. Fiquei papeando com uns amigos, próximo ao mini palco usado por Paul Stanley no seu vôo de tirolesa junto ao público. Além de garantir um bom lugar, com boa visão do palco, iria ver Mr. Paul Stanley de perto quando chegasse a hora da "Love Gun".



Exatamente as 21:35h as luzes se apagaram e os os PA’s começaram a rolar “Won’t Get Fooled Again”, do The Who, com o famoso pano de palco com o logo gigante do Kiss tremulando. Fico arrepiado só de lembrar da famosa intro: “All Right, Rio de Janeiro!!! You wanted the best, you’ve got the best, the hottest band in the world: Kiss!”, com a cortina preta que cobria a frente do palco despencando ao mesmo tempo em que a banda dava os primeiros acordes de “Deuce”.



Estava realizando o sonho de ver os caras ao vivo!!! Gene Simmons e Paul Stanley e mais Tommy Thayer na guitarra solo e Eric Singer na bateria, ostentando as maquiagens originais e celebrando uma das melhores e mais vigorantes fases da banda. Na condição de fã aquilo tudo era inacreditável. Bom, eu não vou comentar música por música, mas vale lembrar que a primeira parte do show consistiu na reprodução quase completa e praticamente na mesma ordem do clássico album duplo ao vivo “Kiss Alive!”, ficando de fora apenas as faixas “Firehouse” e “Rock Bottom”.



Tudo estava lindo, Gene cuspindo fogo e sangue, muitas explosões, pirotécnica e é claro; muito rock n' roll. Até o som da Apoteose estava perfeito, com todas as frequências bem audíveis. Gene e Paul apesar da idade ainda seguram bem a onda e dispensam apresentações. Eric Singer também já é velho conhecido dos fãs, cantou “Nothin’ To Lose” e “Black Diamond” com maestria e esbanjou técnica. Na minha opinião não deixa nenhuma saudade de Peter Criss. O guitarrista Tommy Thayer, mesmo sem ter o mesmo carisma, reproduziu com fidelidade os solos e poses características do velho Ace Frehley. As fantasias também reproduziam fielmente as da tour do album “Dressed To Kill”, de 1975.



Nem tudo foi perfeito, é claro... Mesmo não ofuscando o brilho da noite, tenho que destacar o ponto negativo que foi o pé d'água que caiu na Apoteose enquanto Tommy Thayer iniciava seu solo. A forte chuva massacrou o público cerca de 20 minutos; durante umas 3 músicas. Por conta do fenômeno natural; os telões chegaram a falhar em alguns momentos e Gene Simmons não fez o seu número de vôo durante seu solo, assim como Paul Stanley também não deslizou na tirolesa durante "Love Gun"; que aliás, de forma inexplicável, nem chegou a ser executada.



Não posso deixar de mencionar que um dos momentos que mais me empolgaram durante o show foi a execução do hino "Rock And Roll All Nite", com chuva de papel picado e ao final, a performance clássica de Paul quebrando sua guitarra. Catarse instantânea. “Detroit Rock City”, clássico do album “Destroyer”, fechou uma noite musicalmente impecável de forma apoteótica. De saideira, ao som de fundo de “God Gave Rock n´Roll to You”, a produção do show proporcionou uma queima de fogos de artifício, lançados por trás do palco, enquanto a banda se despedia do público carioca, incluindo esse que vos fala, totalmente em estado de êxtase.












Deuce
Strutter
Got To Choose
Hotter Than Hell
Nothin' To Lose
C'mon And Love Me
Parasite
She
Solo Guitarra Tommy Thayer
Watchin' You
100,000 Years (com solo bateria Eric Singer)
Cold Gin
Let Me Go, Rock 'N' Roll
Black Diamond
Rock And Roll All Nite

Encore:
Shout It Out Loud
Lick It Up
Solo de Baixo Gene Simmons
I Love It Loud
I Was Made For Lovin' You
Detroit Rock City

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A História do Hollywood Rock Festival

Qual fã de rock na casa dos seus 30 e poucos anos que não se lembra do finado Hollywood Rock? Pois é... outro dia desses, estava eu recordando aqui que todo verão era tempo de calor, praia e um fds de rock na pça da Apoteose. Pra quem não lembra ou nunca ouviu falar, o saudoso festival foi realizado de 1988 a 1996 (com exceção dos anos de 1989 e 1991) aqui no Rio de Janeiro e também em São Paulo, patrocinado pela empresa de cigarros Souza Cruz.



O Hollywood Rock foi palco da primeira apresentação de muitas bandas internacionais em terras tupiniquins, garantindo o sucesso e a consagração do festival ano após ano. Em todas as suas edições, os shows eram transmitidos pela Rede Globo, nem sempre na íntegra, mas quebrava um galho pra quem não podia assistiar ao vivo. Infelizmente ficamos orfãos do nosso encontro anual de rock no verão pq o festival foi cancelado graças a uma lei aprovada no Senado, proibindo empresas de tabaco e de álcool de patrocinar eventos culturais. Shows patrocinados por cigarro não pode mas aumentar o salário dos deputados em 120% tá tranquilo!!!

Tive o privilégio de assistir ao vivo no HR, shows de Aerosmith, Poison, Titãs, Skid Row, Extreme, Poison, Living Colour, Barão Vermelho e por aí vai... mas vamos comentar como foi cada ano.


Hollywood Rock '88 (06/01/1988 - 09/01/1988 no Rio; 14/01/1988 – 17/01/1988 em São Paulo)

Diferente dos demais anos, na primeira edição do Hollywood rock, foram quatro noites de shows em cada cidade, com o evento rolando na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro, e no estádio do Morumbi, em São Paulo. Pra variar, couberam aos brasileiros abrir a festa. Titãs, Os Paralamas do Sucesso, Ultraje a Rigor, Ira!, Lulu Santos e Marina foram os artistas nacionais escalados naquele ano.

Junto com o Duran Duran que gozava de grande prestígio na época, a banda Supertramp era o destaque do festival, encerrando a última noite nas duas cidades. Um dos momentos marcantes da edição de 88 foi a apresentação dos britânicos do UB40, que abriu o show do grupo escocês Simple Minds; e recebeu diversos convidados, entre eles o cantor Robert Palmer e a vocalista da banda The Pretenders, Chrissie Hynde, que executou, ao vivo, "I Got You Babe", em dueto com Ali Campbell, do UB40.


Hollywood Rock '88

1ª noite
Ira! , Titãs e Pretenders

2ª noite
Paralamas do sucesso, UB-40 e Simple Minds

3ª noite
Ultraje à rigor, Simply Red e Duran Duran

4ª noite
Lulu Santos, Marina e Supertramp







Hollywood Rock '90 (18/01/1990 – 20/01/1990 em São Paulo; 25/01/1990 - 27/01/1990 no Rio)

Dois anos depois da primeira edição; o festival Hollywood Rock voltava a acontecer em janeiro de 1990, só que dessa vez com um dia a menos mas com uma intensidade fora do comum, pois contava com os grandes nomes da música do momento, tanto os nomes nacionais como os internacionais. No time nacional tivemos Gilberto Gil, Capital Inicial, Barão Vermelho, Lobão e Engenheiros do Hawaii. Pelo lado dos gringos; Marillion, Eurythmics, Tears For Fears, Terence Trent D'arby e as grandes estrelas do ano, Bob Dylan e a banda Bon Jovi; que veio na turnê do seu album de maior sucesso, New Jersey.


Hollywood Rock '90

1ª noite
Gilberto Gil, Tears for Fears, Bob Dylan

2ª noite
Capital Inicial, Engenheiros do Havaí, Marillion e Bon Jovi

3ª noite
Barão Vermelho, Lobão, Eurythimics e Terence Trent D’arby







Hollywood Rock '92 (18/01/1992 – 20/01/1992 em São Paulo; 24/01/1992 -26/01/1992 no Rio)

Em 1991 o evento não rolou por conta do Rock in Rio II que era realizado no mesmo mês mas voltou em 1992. Ainda apostando nos nomes do momento, a terceira edição do Hollywood Rock trouxe o Living Colour, EMF, Seal, Jesus Jones, Skid Row e Extreme pelo time dos gringos e as atrações nacionais foram Lulu Santos, Titãs, Paralamas do Sucesso, Barão Vermelho e Cidade Negra. Me recordo de um fato em especial desse ano... embora contando com um cast de peso para a época, as vendas de ingressos estavam pífias e a organização resolveu que um ingresso valeria para duas pessoas. Por conta desse detalhe acabei assistindo o Living Colour na sexta e o Skid Row no domingo. Apesar das vendagens de ingressos modestas aqui no Brasil, o Skid Row estava em alta no cenário mundial e vinha na tour do album "Slave To The Grind". Devido aos inúmeros compromissos da banda; as datas de São Paulo e Rio foram alteradas. A banda tocou na sexta em São Paulo, fez mais 2 apresentações no meio da semana, na Argentina e Chile se não estou enganado; e retornou ao Brasil pra tocar no Rio, não na sexta, mas no domingo. Foi a única vez que os dias das apresentações de uma cidade pra outra foram alterados em todo o festival.

Outro detalhe é que pela primeira vez uma atração nacional fecharia a noite. Aliás, uma não, duas bandas, já que Titãs e Paralamas do Sucesso dividiram o palco. A edição de São Paulo ocorreu no Estádio do Pacaembu, enquanto a edição do Rio de Janeiro continuou na Apoteose, como de costume. A MTV imperava nessa época e a cobertura do evento era bem ampla, embora a exclusividade da transmissão dos shows fosse da Rede Globo. Graças a MTV foi possível ver entrevistas com as bandas e tb ter acesso a imagens de backstage. Um deslumbre pra qualquer fã, já que notícias de rock no Brasil até aquela época sempre eram complicadas de se obter.


Hollywood Rock '92

1ª noite
Lulu Santos, EMF e Living Colour

2ª noite
Cidade Negra, Jesus Jones, Seal e Titãs / Paralamas do Sucesso

3ª noite
Barão Vermelho, Extreme e Skid Row







Hollywood Rock '93 (15/01/1993 – 17/01/1993 em São Paulo; 22/01/1993 - 24/01/1993 no Rio)

Em 1993 o Red Hot Chilli Peppers e o grunge já dominavam o mercado fonográfico mundial e como não poderia deixar de acontecer, o Hollywood Rock trouxe nomes renomados do estilo, como Nirvana, Alice in Chains (com o falecido Layne Stanley nos vocais) e L7; que ao lado do Red Hot; estrelaram o festival em 93. Embora fora dessa onda, o Simply Red tb fez muito sucesso naquele ano. A escalação nacional foi de Engenheiros do Hawaii, Biquini Cavadão, De Falla, Dr. Sin e Midnight Blues Band.

A quarta edição do Holywood rock é considerada como a melhor de todos os anos, tanto em termos de cast quanto de público e por conta da alta demanda da procura de ingressos, os shows de São Paulo foram mudados para um estádio maior, o Morumbi. A edição de 93 também teve um dos momentos mais constrangedores de todos os tempos, com a polêmica apresentação do Nirvana e do junkie Kurt Cobain, visivelmente alterado. Cobain chegou a cuspir nas câmeras da TV Globo que transmitiam o show ao vivo, simulou uma masturbação junto a uma das câmeras e tentou destruir os suportes e equipamentos do palco. Algumas cenas do show do Nirvana no Rio de Janeiro podem ser conferidas no documentário Live! Tonight! Sold Out!



Hollywood Rock '93

1ª noite
De Falla, Biquini Cavadão, Alice in Chains, Red Hot Chili Peppers

2ª noite
Dr. Sin, Engenheiros do Havaí, L7 e Nirvana

3ª noite
Midnight Blues Band, Maxi Priest e Simply Red














Hollywood Rock '94 (14/01/1994 – 16/01/1994 em São Paulo; 21/01/1994 - 23/01/1994 no Rio)

A edição de 1994 do Hollywood Rock continuou apostando nos queridinhos do momento e trouxe Poison, Aerosmith, Live, Ugly Kid Joe, Robert Plant e Whitney Houston. Tá certo, Robert Plant não era o artista do momento mas era o sonho de 10 entre 10 promotores de shows de rock. Eu fui na chamada "Noite Hard Rock", com os shows impecáveis de Titãs, Poison (com Bret Michaels vestindo o manto sagrado do mengão) e Aerosmith, que aliás estava fazendo um sucesso infernal graças as baladinhas "Amazing" e "Crying" do album Get a Grip.
Na primeira noite, o festival foi exibido ao vivo, logo depois do programa Globo Repórter. As atrações nacionais foram Titãs, Skank, Fernanda Abreu, Jorge Ben Jor e Sepultura. Aliás, o Sepultura foi incluído na marra, graças a uma enorme manifestação dos fãs da banda que incluiram no pacote um show gratuito, no mesmo dia do festival, é claro.


Hollywood Rock '94

1ª noite
Titãs, Poison e Aerosmith

2ª noite
Live, Sepultura, Ugly Kid Joe e Robert Plant

3ª noite
Skank, Fernanda Abreu, Jorge Ben Jor e Whitney Houston












Hollywood Rock '95 (29/01/1995 – 31/01/1995 em São Paulo; 02/02/1995 – 04/02/1995 no Rio)

A edição de 1995 do Hollywood Rock aproveitou a tour do album Voodoo Lounge, e trouxe ao Brasil os Rolling Stones. O evento então foi realizado em apenas um dia em cada cidade, sendo transferido em São Paulo, novamente para o Estádio do Pacaembu e no Rio de Janeiro, o festival foi transferido pela primeira vez para o estádio do Maracanã.

Para abrir o show dos Stones as atrações desse ano foram: Barão Vermelho, Rita Lee e Spin Doctors. Nessa edição, apenas o show dos Stones, realizado no dia 4 de fevereiro, foi transmitido ao vivo, como parte da comemoração de 30 anos da Rede Globo.






Hollywood rock '96 (19/01/1996 – 21/01/1996 em São Paulo; 26/01/1996 – 28/01/1996 no Rio)

O ano derradeiro para o festival Hollywood Rock ocorreu em janeiro de 1996 e teve como as principais atrações internacionais, o guitarrista Jimmy Page e o vocalista Robert Plant, membros da lendária banda Led Zeppelin. 96 foi um dos anos mais "exóticos", digamos assim, em termos de atrações. O cast contou ainda com The Smashing Pumpkins, White Zombie, The Cure, Bush, Urge Overkill, The Black Crowes e Supergrass; e os nacionais Pato Fu, Chico Science e Nação Zumbi, Cidade Negra, Gilberto Gil e Raimundos.


Hollywood Rock '96

1ª noite
Chico Science e Nação Zumbi, Cidade Negra, Steel Pulse, Aswad e Gilberto Gil

2ª noite
Raimundos, Bush, Urge Overkill, The Black Crowes, Jimmy Page e Robert Plant

3ª noite
Pato Fu, Supergrass, White Zombie, The Smashing Pumpkins e The Cure






É isso, galera. Espero que tenham curtido esse pequeno resumo e pra quem viveu esses momentos, espero que tenham matado a saudade.

abçs

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Doro Pesch no Brasil

A eterna rainha do metal, a vocalista alemã Doro Pesch vai fazer uma mini tour no Brasil em abril, com shows agendados para os dias 21 (Rio de Janeiro), 23 (São Luís) e 24 (São Paulo). Essa é a segunda visita de Doro ao Brasil. A cantora esteve por aqui em 2006, no festival Live N Louder, em São Paulo. É bom lembrar aos fãs que essa tour será em comemoração aos mais de 25 anos de estrada da Doro, portanto, poderemos esperar um show parecido com o do excelente DVD 25 years in rock. Para acompanhar a lendária ex-vocalista do Warlock, os músicos Nick Douglas (baixo), Luca Princiotta (guitarra e teclados), Bas Maas (guitarra, ex-After Forever) e Johnny Dee (bateria).



RIO DE JANEIRO
Data: 21/04 - Ilha dos Pescadores

Estrada da Barra, 793 - Rio de Janeiro/RJ - (21) 2493-0005
http://www.ilhadospescadores.com.br/
Horário de abertura: 20hs
Doro: 21hs
Ingresso antecipado: R$60,00 (promocional, meia entrada inclusa)
No dia: R$80,00 (meia entrada inclusa)

Pontos de venda:
Headbanger (Tijuca) - 2284-1034
Sempre Música (Catete) - 2265-6910
Sempre Música (Ipanema) - 2523-9405
Snake Pit (Copacabana) - 2549-3988
Taurus Tattoo (Centro) - 2220-1142
Rock n Roll (Barra) - 2421-1142
Vendas PARCELADAS no site:
http://www.ticketbrasil.com.br/doro-pesch-ilha-dos-pescadores




SÃO PAULO
Domingo, 24 de abril as 20hs

Ingressos:
Pista 1º Lote: R$90,00
Pista Estudante 1º Lote: R$60,00
Camarote 1º Lote: R$150,00 (inteira promocional e estudante)
Informações:
http://www.negriconcerts.com.br/
Censura: 13 anos
Realização:
Negri Concerts
Local: Carioca Club
Endereço:
Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros - SP
http://www.ticketbrasil.com.br/doro-pesch-sp.html

Mais informações em:
http://www.doropesch.com/
http://doropeschbrasil.blogspot.com/











quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Strikeforce World Grand Prix



Enquanto o poderoso chefão do UFC, Dana White, tem tentado ao máximo preservar suas estrelas favoritas, a organização de MMA Strikeforce resolveu colocar seus top fighters pra briga de uma só vez em um Grand Prix de pesos-pesados. Oito lutadores se enfrentam em sistema de mata-mata para decidir quem será o novo campeão mundial dos pesados. Dois brazucas estão na disputa, Antonio Pezão Silva e Fabricio Werdum.

Embora todas as lutas das quartas-de-finais já tenham sido definidas, elas não ocorrerão no mesmo evento e até o momento apenas 2 combates foram agendados: Fedor Emelianenko contra Antonio “Big Foot” Silva e Andrei Arlovski contra Sergei Kharitonov no dia 12 de fevereiro. Alistair Overeem contra Werdum e Brett "The Grim" Rogers contra Josh Barnett ainda terão suas datas definidas. Eu acho que vai dar Fedor Emelianenko mas como o Werdum já chocou o mundo uma vez, o melhor é aguardarmos.




segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Kiss - 1983 - A primeira visita ao Brasil

Como um grande fã do Kiss, eu gostaria de compartilhar com vcs, entre as milhares de aventuras interessantes já vividas pela banda, uma em especial: a primeira visita ao Brasil. Em 1982 o Kiss deu início a tour "Creatures of the Night/10th Anniversary Tour", que passaria pelo Brasil no ano seguinte, com shows no Maracanã - RJ (18 de junho de 1983), Mineirão - MG (23 de junho de 1983) e Morumbi -SP (25 de junho de 1983). Como eu já mencionei, era a primeira vez que o Kiss se apresentaria no Brasil.

Internamente o Kiss não ia nada bem, já que o baterista original, Peter Criss, já havia deixado a banda há algum tempo, dando lugar a Eric Carr e o guitarrista Ace Frehley tinha sido substituído recentemente por Vinnie Vincent, que inclusive recebeu sua própria maquiagem (Uma cruz egípcia Ankh dourada) adotando a alcunha de 'Warrior'. Apesar dos problemas, como especialidade de Paul e Gene, a banda fez seu marketing e "mascarou" em terras tupiniquins o seu o período de baixa nos states. A "Creatures Of The Night / 10th Anniversary Tour" não estava vendendo shows nos EUA e a banda seguiu a máxima do showbizz: "Uma vez que está difícil por aqui, vamos a lugares onde nunca fomos!"




A tour brazuca foi complicada e o Kiss passou por poucas e boas antes mesmo de desembarcar por aqui. Por muito pouco os shows quase foram cancelados, já que os promotores brasileiros deram uma atrasada básica no pagamento da banda, que, obviamente, se negou a viajar sem ver a cor das verdinhas. O Kiss aportou no Brasil na esteira do sucesso da música "I Love It Loud", que tocava constantemente nas rádios nacionais.

Já em terras brasilis, a banda realizou no dia 15 de junho uma coletiva de imprensa, e o quarteto do Kiss teve que se sujeitar a responder algumas perguntas cretinas acerca do sacrifício de animais e rituais satânicos. Na época, rolavam aqueles boatos sobre os pintinhos, lembram? A verdade era que a banda não tinha a menor idéia do que os jornalistas estavam questionando, uma vez que este é um boato genuinamente brasileiro. Alguns jornalistas mencionaram que uma ave foi sacrificada em um show de rock com um cantor mascarado. O detalhe era que ninguém sabia explicar que o ocorrido não tinha sido em um show do Kiss, e sim no da tia velha, Alice Cooper, em apresentação realizada em Toronto, no Canadá, nos idos de 1969, quando o Kiss nem sonhava em pintar a cara. Além disso, a ave em questão se tratava de um galináceo em fase adulta, uma galinha, e não um pinto.



Como tudo que está ruim sempre pode piorar, para cuidar da banda, foram contratados doze seguranças (trogloditas) que simplesmente não falavam uma palavra sequer em inglês. Como eles conseguiram se virar eu não sei... Além disso, o calor carioca castigava os integrantes do Kiss que não estavam acostumados com o clima tão quente. Paul Stanley e Gene Simmons visivelmente não se sentiam a vontade no país, pareciam deslocados, apesar de Vinnie Vincent e Eric Carr, estarem encarando tudo numa boa. Vinnie veio acompanhado de sua esposa, Anne Marie, e Eric aproveitou as horas de folga para conhecer a vida noturna das cidades, em especial a boate Barbarella, em Copacabana.

Pra fechar o repertório de trapalhadas, os músicos tiveram algumas guitarras roubadas no aeroporto e uma parte do equipamento foi apreendido, reforçando a imagem brasileira lá fora de um país com total falta de segurança. A banda foi obrigada então a usar um equipamento de som alugado que acabou não se mostrando adequado para os shows. O saldo final da "Creatures Of The Night / 10th Anniversary Tour" pode não ter sido dos melhores, mas os shows conturbados acabaram entrando para a história do grupo por duas razões: o recorde de público do show realizado no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, em 18 de junho, com estimativa de 130 mil presentes, e o de São Paulo, no Estádio do Morumbi, em 25 de junho, último show com as tradicionais maquiagens.

Uma curiosidade interessante é que justamente no show de São Paulo, último com as máscaras, o Kiss acabou tocando "I Love It Loud" uma segunda vez durante o bis. Essa foi a primeira e única vez em que a banda repetiu uma música em toda sua carreira (Sem contar o acústico MTV de 1995, já que era uma gravação de um especial pra TV). O show no Maracanã acabou virando um especial, transmitido na Rede Globo.

Embora o festival Rock In Rio seja considerado o marco zero das visitas de artistas internacionais no Brasil, se analisarmos com carinho, podemos considerar a vinda do Kiss e o tamanho de seus shows por aqui, como um catalisador para incluir o Brasil na rota das turnês de grandes bandas e para sediar festivais como o próprio Rock In Rio.





domingo, 6 de fevereiro de 2011

UFC 126 - O Reinado Continua

A tão esperada 'luta do século' entre os brasileiros Anderson Silva e Vitor Belfort não durou nem mesmo um round completo. O combate aconteceu nessa madrugada (05/02) em Las Vegas, nos Estados Unidos, e teve uma repercussão mundial estrondosa. Apesar do começo morno, onde ambos os lutadores chegaram a ser vaiados por ficarem se estudando por mais de dois minutos sem trocar um único golpe, Anderson Silva atropelou e acabou com as aspirações de Belfort em apenas 3 min e 25 seg.



Silva só precisou desferir um preciso chute frontal no queixo e mais dois socos para nocautear Vitor Belfort antes do juiz brasileiro Mario Yamazaki interromper a luta, confirmando a vitória do atual campeão e fazendo o público que vaiava Anderson desde sua entrada na arena, dar o braço a torcer e aplaudi-lo de pé.



Para encerrar toda a polêmica que envolveu os dois lutadores durante a semana (ambos chegaram a se insultar na pesagem), Anderson Silva abraçou Belfort que ainda aparentava estar desorientado e rasgou seda na entrevista, ainda dentro do octógono. "Queria deixar bem claro que o Vitor é um grande lutador e merece todo o nosso respeito. Antes de eu pensar em lutar ele já era campeão desse evento”.





Eu esperava que a luta fosse mais emocionante e durasse pelo menos uns 3 rounds mas o K.O. relâmpago acabou me frustrando um pouco. Fazer o q né? Agora Silva tem oito defesas de cinturão e 13 lutas invicto. De fato, Silva não precisa provar mais nada pra ninguém. O nocaute também rendeu o prêmio de melhor da noite, aumentando o cachê de Anderson em US$ 75 mil. Alguém ainda tem dúvidas de que o cara já é UFC Hall of Fame?

sábado, 5 de fevereiro de 2011

UFC 126 - É Hoje!!!

Só lembrando aos fãs de MMA que rola HOJE (Sábado, 5 de fevereiro, 2011), no Mandalay Bay Events Center em Las Vegas, Nevada, a super luta válida pelo cinturão do peso médio do UFC, entre Anderson Silva e Vitor Belfort!!! No Co-Main Event teremos Forrest Griffin vs. Rich 'Ace' Franklin pela categoria até 93kg. Ainda nos meio-pesados, duas empolgantes estrelas em ascensão tb irão se enfrentar: Jon ‘Bones’ Jones vs Ryan ‘Darth’ Bader.



O UFC 126 está prometendo quebrar recordes de faturamente e tb de público – convertido em Reais, os ingressos custaram entre R$125 e R$1.250 e a venda dos pacotes de pay-per-view também devem ficar na esfera milionária de cifras.

Na opinião de Carlão Barreto, ex-treinador de ambos os brasileiros, a luta vai ser “épica”. "Anderson Silva está melhor preparado, mas Belfort pode surpreender. Como atual campeão, o Anderson é favorito."

Como fã do esporte, confesso que não estou torcendo pra ninguém especificamente, apenas que seja um bom espetáculo. Vamos aguardar e conferir mais tarde!!! A luta será transmitida ao vivo no dia 6 de fevereiro de 2011 a 1h da manha (na madrugada de sábado dia 05/02/2011), pelo canal de esportes Premiere Combate!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Superman - Novo Filme em 2012

Como todo mundo já deve ao menos ter ouvido falar, a Warner Bros. e a Legendary Pictures vão dar vida novamente ao maior super-herói de todos os tempos, o azulão, Superman. A nova aventura do Super nos cinemas está agendada para dezembro de 2012 e dessa vez, o responsável pela direção será Zack Snyder (300 e Watchmen). Embora muita gente não goste do estilo de Snyder, não dá pra negar que seus trabalhos anteriores, as adaptações das obras de Frank Miller e Alan Moore, foram fidedignas ao material base.



No entanto, nesse novo filme, podemos esperar uma história completamente inédita conforme explicou o próprio diretor:

"O filme se concentra nos primeiros anos de Superman, então não haverá links com os filmes anteriores. Não é um remake. Ao mesmo tempo, embora eu não possa detalhar o roteiro, posso garantir que este novo Superman não se baseia em nenhuma HQ em particular."

Pra mim, o fato de ser uma história inédita já é uma boa notícia. Espero que seja utilizado um novo vilão tb, afinal de contas, quem ainda aguenta o Lex Luthor com uma gama de inimigos tão vasta pra ser usada?

Outra notícia interessante é que o roteiro do novo Superman, também chamado de Man of Steel, está sendo escrito por David S. Goyer baseado em uma história criada por Goyer e Christopher Nolan. Sim, Christopher Nolan, o responsável pelo sucesso retumbante dos dois filmes mais recentes do cavaleiro das trevas. Promessa de uma boa história no ar.

A última novidade acerca do filme é a escolha do ator que vai interpretar Superman: Henry Cavill. O ator britânico participou de Tristão e Isolda e Stardust - O Mistério da Estrela, além de ter atuado na série The Tudors. Os testes para o papel de Superman foram feitos em Los Angeles, Nova York e Londres entre novembro e dezembro, com atores entre 28 e 32 anos. Cavill foi um dos favoritos desde o início. O curioso é que ele já havia feito testes para o papel do homem-morcego em Batman Begins, que como se sabe, ficou com Christian Bale; e chegou a ser um dos principais candidatos para o papel do próprio Superman em 2006. Na ocasião, o diretor Bryan Singer optou por Brandon Routh. Confesso que não vi o cara atuar mas pelo menos o biotipo ele tem pra interpretar o super. Vamos aguardar por novidades e torcer pra que dessa vez o filme possa fazer jus ao legado do kryptoniano mais querido das HQs.


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