quinta-feira, 30 de junho de 2011

Guns N' Roses - Reckless Road


Não é exagero nenhum afirmarmos que entre o fim dos anos 80 e início dos anos 90, o Guns N' Roses atingiu o status de maior banda do planeta. Somente seu album de estréia, Appetite for Destruction, vendeu 40 milhões de cópias, além do sucesso instantâneo de seus albuns posteriores, Lies e Use Your Illusion I e II, aumentando o faturamento da banda com mais algumas milhões de cópias vendidas.

O Guns N' Roses lotava estádios no mundo inteiro e os cinco integrantes originais já eram rock stars reconhecidos. Pois o livro "Reckless Road - Guns N' Roses" é justamente um documentário fotográfico dos primórdios da banda. O autor da obra, Marc Canter, além de fotógrafo amador, era amigo de Slash, e por conta da amizade de ambos, acompanhou a carreira do guitarrista, a partir de 1982 e consequentemente, registrou os primeiros passos do Guns N' Roses, banda responsável por lançar Slash ao estrelato. O livro tem pérolas como o primeiro show do quinteto californiano, dia 6 de junho de 1985, e vai até 1987, quando o Guns fez uma apresentação em Hollywood, antes de sua primeira turnê internacional, que consolidou a fama mundial da banda.



Marc Canter com a banda durante a sessão de fotos para o antológico "Appetite for Destruction"


Embora a maioria das fotos sejam dos registros de Marc Canter, existe material cedido por um amigo do fotógrafo, Jack Lue. Além das fotos, estão presentes também nas 352 páginas do livro, o making of do clássico, Appetite for Destruction, o melhor album lançado pelo Guns N' Roses até o momento, e muitas informações, como set lists de shows, reproduções de recortes de jornais da época e até um pequeno dicionário que explica quem é quem no livro e nos primeiros anos do grupo - incluindo aí, dançarinas e strippers de Hollywood que faziam parte do mundo gunner. O que fica nítido em todo o livro, é que o Guns nada mais era que uma atêntica banda de rock n' roll, sem egos e sem as picuinhas que culminaram na separação do grupo em meados dos anos 90.



"Se existe alguém ideal para lançar um material sobre os bastidores do Guns N' Roses, esse alguém certamente é o Marc", Slash.

"Naqueles primeiros anos, Marc era como um sexto integrante da banda", Duff McKagan, baixista original do Guns N' Roses.



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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Moscow Music Peace Festival


Hoje eu vou falar sobre um festival que ficou marcado na história do rock. O ano era 1989. Para promover a paz mundial e estabelecer a união internacional no combate as drogas na Russia, foi idealizado o Moscow Music Peace Festival, um evento de proporções gigantescas que contou com bandas de hard rock pra animar a finada União Soviética, nos dias 12 e 13 de Agosto de 1989, no Luzhniki Stadium, com capacidade para 100 mil fãs.

O capitalismo começava a ganhar terreno e o comunismo entrava em colapso. Somente em 1991 a União Soviética seria dissolvida oficialmente, mas o festival já serviu pra expor a Russia a cultura ocidental e especialmente ao rock, se tornando um momento histórico, tanto para o país, quanto para o glam metal e para o aumento da popularidade do hard rock no mundo. O primeiro detalhe curioso: Foi a primeira vez que o público soviético pode assistir um show de pé, cantar e dançar, já que em todos os concertos realizados anteriormente, a platéia era obrigada a permanecer sentada.

Uma enorme equipe de produção foi mobilizada para que tudo saisse bem e o evento foi transmitido pela MTV americana em forma de pay-per-view. O festival tomou forma graças a "Make a Difference Foundation", fundação capitaneada pelo famoso empresário Doc McGhee. Obviamente outros figurões americanos e soviéticos estavam envolvidos no projeto também, mas a verdade é que McGhee assumiu a frente do negócio e concordou em levar os artistas empresariados por ele até Moscou por conta do próprio ter se envolvido em um escândalo com drogas e essa seria uma alternativa para o espertalhão se livrar de uma condenação.


Doc McGhee tirando onda...

O time de bandas foi da melhor qualidade e contou com os shows de Cinderella, Gorky Park, Scorpions, Skid Row, Mötley Crüe, Ozzy Osbourne, Bon Jovi e o convidado especial para o grand finale: Jason Bonham. Outro detalhe curioso: As bandas viajaram para a Russia no mesmo vôo. Cada banda podia fazer um set de mais ou menos 5 músicas, no entanto, a duração acabou variando, caso do Bon Jovi, que utilizou 8 minutos com uma única música graças a um improviso de Richie Sambora antes de iniciar "Wanted Dead or Alive".


Todas as bandas participaram de uma coletânea chamada Stairway to Heaven/Highway to Hell, produzida pela "Make a Difference Foundation". Cada banda gravou uma música originalmente gravada por algum artista falecido em decorrência das drogas ou da cachaça, incluindo aí, músicas do The Who, Sex Pistols, Jimi Hendrix, Thin Lizzy e Janis Joplin. Apesar da mensagem anti-drogas do album, ironicamente algumas bandas acabaram admitindo em entrevistas posteriores que durante o Moscow Music Peace Festival, usavam e abusavam das drogas, caso do Sr. Ozzy Osbourne que depois de seu show, concedeu uma confusa coletiva de imprensa para em seguida sair trocando as pernas.




As guerras de egos tb deram as caras no festival e muitas bandas discutiram nos bastidores por causa da ordem de apresentação. A maioria, com ciuminhos de Jon Bon Jovi e sua turma, que além de terem fechado o evento, eram considerados muito pop dentro da comunidade do hard rock e heavy metal e tinham o aparato de palco completo e maior tempo de apresentação. Aliás, esse foi um detalhe interessante, já que cada banda deveria fazer seu set sem firulas, fogos de artifício, etc. o que gerou um descontentamento generalizado.

Supostamente Jon Bon Jovi ofereceu sua posição de headliner a Ozzy Osbourne depois que o príncipe das trevas ameaçou não se apresentar, já que inicialmente, o madman estava escalado pra tocar antes do Mötley Crüe e se achava muito importante pra abrir, tanto para o Crüe quanto para o Bon Jovi. Pra resolver o problema, o Mötley Crüe aceitou tocar antes de Ozzy. A atitude de Ozzy gerou polêmica, uma vez que o evento era destinado a caridade.

A produção do show considerou como desrespeito e puro egoísmo o chilique de Ozzy, já que tanto ele quanto o Mötley Crüe já haviam excursionado juntos e se tornaram amigos nas tours dos albuns "Bark at the Moon" e "Shout at the Devil" (Respectivos albuns de Ozzy e Crüe) e decidiu dar uma sacaneada em Ozzy... na edição do evento para exibição nos EUA, Ozzy aparece antes do Mötley Crüe.



Os integrantes do Mötley Crüe também não deixaram de causar confusão. Foi dito a banda que eles não poderiam usar efeitos pirotécnicos, muito comuns nos shows do grupo. Assim como o Bon Jovi, o Crüe também tinha Doc McGhee como empresário e contestou a preferência de McGhee pelo Bon Jovi pra fechar o evento, assim como o uso de vários efeitos pela banda de Jon Bon Jovi.

Depois de muito bate-boca no backstage do estádio, o polêmico baterista do Mötley Crüe, Tommy Lee, inconformado com a decisão do empresário de beneficiar o Bon Jovi em todos os aspectos, virou um porradão na cara de Doc McGhee, que foi demitido na sequência e acabou (sabiamente) optando por voar de volta para os EUA em um vôo separado das bandas. Pra não perder a viagem e ficar mal com a comunidade Hard Rock, o Bon jovi tb demitiu Doc McGhee depois do show.



Entre mortos e feridos salvaram-se todos e o festival entrou para a história do rock. Um último detalhe curioso: O Moscow Music Peace Festival foi a inspiração para a música "Wind of Change", sucesso do Scorpions, que se tornou a trilha sonora para o colapso da queda do muro de Berlin, da União Soviética e do comunismo em geral. No fim do festival, rolou uma jam entre os músicos com Vince Neil e Sebastian Bach dividindo os vocais e Jason Bonham na bateria para executar "Rock and Roll", um clássico do Led Zeppelin.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sixx:A.M. - This Is Gonna Hurt


Antes de falar sobre o album em si, pra quem nunca ouviu falar, é bom esclarecer que a banda Sixx:A.M. é uma banda de hard rock formada em 2007 por Nikki Sixx, baixista e fundador do Mötley Crüe, pelo atual guitarrista do Guns N' Roses, DJ Ashba e pelo cantor e produtor musical, James Michael. (
Ainda não conhece? Dê pelo menos uma conferida nos vídeos abaixo, vale muito a pena!!!) O nome da banda é na verdade uma junção do sobrenome de Nikki Sixx com as iniciais de DJ Ashba e James Michael.

Em 2007 o Sixx:A.M. lançou o album The Heroin Diaries Soundtrack , que na verdade era a trilha do livro do Nikki Sixx. A banda chegou a fazer uma tour durante dois anos, especialmente no Cruefest, tendo boa recepção do público. Pois é, chegamos ao presente. Em maio de 2011 o Sixx:A.M. lançou o segundo album, batizado de This Is Gonna Hurt, e tb inspirado no livro de fotografias de Sixx. Em pouco tempo de lançamento, o album teve excelente resposta do público e da crítica e já alcançou a décima posição das paradas americanas.

A resposta pode ser pelo album ser daquele tipo que é facilmente digerido pelas estações de rádio. No bom sentido, é claro. This Is Gonna Hurt é bem produzido, tem sonoridade atual, ótimas melodias e peso suficiente para manter o equilíbrio e o trabalho no ponto do início ao fim. Nikki Sixx permanece como o principal autor e não deixa dúvidas de que esse é seu melhor trabalho lançado paralelamente ao Crüe. E essa afirmação vale tb em relação a todos os outros membros, tanto para os albuns solo de Vince Neil quanto os projetos de Tommy Lee.

Se em 2007, o Sixx:A.M. tinha em seu debut, o smash hit, “Life is Beautiful” como faixa de abertura, This Is Gonna Hurt não deixa por menos com as excelentes faixa-título e "Lies Of The Beautiful People". O fenomenal vocalista James Michael e o não menos competente guitarrista DJ Ashba, completaram a química perfeita ao lado de Nikki Sixx. Diferente do primeiro album, a narração foi deixada de lado e o que temos é um Hard Rock contemporâneo de qualidade. As músicas nem de longe lembram o Crüe, e possuem um clima mais sombrio. Além das duas faixas já citadas, destaque para “Skin”, "Live Forever", “Smile” e “Are You With Me” O sucesso de This is Gonna Hurt prova que o Sixx:AM é uma das melhores combinações de talentos da música, com letras fortes e marcantes.




This Is Gonna Hurt
Lies Of The Beautiful People
Are You with Me
Live Forever
Sure Feels Right
Deadlihood
Smile
Help Is On The Way
Oh My God
Goodbye My Friend
Skin





terça-feira, 21 de junho de 2011

Clássicos do Hard Rock pra se Ouvir antes de Morrer - Parte 3

Vamos dar sequência a nossa lista com a última parte dos clássicos do Hard Rock pra se Ouvir antes de Morrer! (Parte 3) Que essa lista sirva pra quem ainda não conhece, dar ao menos uma conferida nos albuns listados.



Aerosmith - Toys in The Attic (1975)

Terceiro album do Aerosmith, o primeiro single "Sweet Emotion" foi lançado em maio, um mês após o lançamento do album, e "Walk This Way" saiu em agosto, garantindo o posto de segunda melhor vendagem da banda, com 8 milhões de cópias vendidas somente na terra do tio Sam. O album ficou com o posto #228 na lista da Rolling Stone dos 500 melhores albums de todos os tempos.





Aerosmith - Rocks (1976)

Outro sucesso comercial, colocando 3 singles na Billboard Hot 100, com 2 deles atingindo o Top 40 ("Back in the Saddle" e "Last Child"). Rocks foi um dos primeiros albuns a alcançar o status de platina no ato de seu lançamento e posteriormente atingiu o status de 4x platina. Assim como seu antecessor, Rocks também entrou na lista da Rolling Stone dos 500 melhores albums de todos os tempos, ficando com a posição #176.





Cinderella - Night Songs (1986)

O debut do Cinderella foi lançado pela Mercury Records nos Estados Unidos e pela Vertigo Records na Europa, vendendo alguns milhões de exemplares graças ao single "Nobody's Fool", que tocava direto na MTV. A banda tb se destacou graças aos shows de abertura do Bon Jovi na tour do album Slippery When Wet. Night Songs alcançou a marca de platina tripla, somente pelas vendas contabilizadas nos EUA.





Tyketto - Don't Come Easy (1991)

Formado em 1987, somente três anos depois o Tyketto conseguiria um contrato com a Geffen Records, garantindo o lançamento de seu debut, o excelente album Don't Come Easy, que inclui os singles "Forever Young","Wings" e "Standing Alone". Musicalmente o album pode ser classificado como uma mistura refinada entre Whitesnake e Bon Jovi. É o meu album favorito entre as bandas "desconhecidas". Impecável do início ao fim.





Alice Cooper - Hey Stoopid (1991)

19º album de estúdio do lendário Alice Cooper, Hey Stoopid contou com a participação especial de vários músicos, entre eles, Slash, Ozzy Osbourne, Vinnie Moore, Joe Satriani, Steve Vai, Nikki Sixx e Mick Mars (ambos do Mötley Crüe). Apesar de não ter sido nenhum fenômeno de vendas, o album teve um bom desempenho comercial e produziu 3 singles, "Feed My Frankenstein", "Love's a Loaded Gun" e a faixa-título.





Extreme - Pornograffitti (1991)

Segundo lançamento da banda de Boston, Extreme, o album foi um enorme sucesso e é a melhor vendagem da banda, com certificado de platina dupla, além de ter alcançado a posição #10 na Billboard 200, tudo graças aos singles "More Than Words" e "Hole Hearted", que alcançaram o top-5 da Billboard Hot 100. Os ótimos singles "Decadence Dance" e "Get the Funk Out", também se destacaram, porém sem alcançarem o mesmo sucesso dos singles anteriores.





Mötley Crüe - Dr. Feelgood (1989)

Quinto album da banda, Dr. Feelgood atingiu o número 1 das paradas da Billboard e vendeu 6 milhões de cópias, somente nos EUA. Além de ser a melhor vendagem do Crüe, foi o primeiro album em que os membros da banda gravaram totalmente sóbrios. 5 singles fizeram sucesso e se tornaram clássicos da banda: A faixa-título, "Kickstart My Heart", "Without You", "Same Ol' Situation (S.O.S.)", e "Don't Go Away Mad (Just Go Away)"





Winger - Winger (1988)

Com letras típicas do gênero e da época e com sonoridade propícia a execução radiofônica, o Winger debutou com seu album homônimo e hits como "Headed for a Heartbreak" e "Seventeen", alcançando as posições #19 e #26 da parada de singles da Billboard. O album chegou ao número 21 da Billboard 200 com status de platina nos EUA.





Thin Lizzy - Black Rose: A Rock Legend (1979)

Nono album dos irlandeses do Thin Lizzy, Black Rose é considerado um dos albuns de maior sucesso da banda, justamente por ter debutado na posição #2 das paradas britânicas. O album contou com o bluesman de plantão, o lendário guitarrista Gary Moore. Destaque para as faixas "Sarah" e "Róisín Dubh".





Dokken - Back for the Attack (1987)

Quarto album de estúdio da banda Dokken, é o campeão em vendagens, garantindo o status de platina graças a hits como "Dream Warriors","Mr. Scary", "Burning Like a Flame" and "Heaven Sent". Back for the Attack conta com o excelente guitarrista George Lynch e foi o último album de estúdio antes da separação da banda em 1993.





Quiet Riot - Metal Health (1983)

Terceiro album do Quiet Riot, o fenomenal Metal Health vendeu mais de 6 milhões de cópias e é considerado um clássico entre os fãs de heavy metal, embora a banda não tenha o mesmo reconhecimento dada a falta de sucesso comercial com seus albuns posteriores. A música "Thunderbird" foi dedicada ao guitarrista e ex-membro Randy Rhoads, morto em um acidente de avião em 19 de março de 1982.




É isso aí, galera! Desculpem se não pude agradar a todos os fãs de Hard Rock, já que certamente vai ficar faltando uma coisa aqui e ali, afinal, não se pode agradar a gregos e troianos. O importante é que temos um bom apanhado e algumas dicas interessantes aqui. Não deixem de comentar e opinar sobre seus albuns favoritos!

domingo, 19 de junho de 2011

Clássicos do Hard Rock pra se Ouvir antes de Morrer - Parte 2

Vamos dar sequência aos clássicos do Hard Rock pra se Ouvir antes de Morrer! (Parte 2)
Que essa lista sirva pra quem ainda não conhece, dar ao menos uma conferida nos albuns listados.


Mötley Crüe - Shout At The Devil (1983)

Uma lista dos melhores albuns de Hard Rock sem Mötley Crüe não teria validade. Segundo album da banda, Shout At The Devil foi o estopim para o mega sucesso que o Crüe alcançou nos EUA. Multiplatinado, produziu clássicos como a faixa-título, "Too Young To Fall in Love" e "Looks That Kill". A capa do album é um tributo ao clássico Let It Be dos The Beatles e ainda tem um cover de "Helter Skelter".





Skid Row - Skid Row (1989)

Apadrinhados por Jon Bon Jovi, o Skid Row mostrou um Hard Rock de qualidade em seu debut, vendendo 5 milhões de cópias somente nos states. Maior sucesso comercial da banda, o album recebeu certificado de 5x platina e contém os clássicos "18 and Life", "I Remember You" e o Rock hit Mainstream,"Youth Gone Wild".





Twisted Sister - Stay Hungry ( 1984 )

Em seu terceiro registro fonográfico, Dee Snider e sua turma venderam mais de 3 milhões de cópias do album que conta com os dois maiores hits da banda, "We're Not Gonna Take It" e "I Wanna Rock", garantindo o status Multiplatinado de Stay Hungry nos Estados Unidos.





Warrant - Cherry Pie (1991)

Gravado na California, Cherry Pie é o segundo album da banda americana Warrant. Emplacou três singles, entre eles, "Cherry Pie", "Uncle Tom's Cabin", e a balada "I Saw Red". Foi o lançamento de melhor vendagem do Warrant e alcançou o número 7 da Billboard 200.






Mr Big - Lean Into It (1991)

Apesar de contar com a baladinha hit single "To Be With You", que foi número 1 na Billboard Hot 100 e levou o Mr Big ao estrelato, o album tem pérolas como "Daddy, Brother, Lover, Little Boy (The Electric Drill Song)", "Alive and Kickin", "Voodoo Kiss", "Just Take My Heart", "Road to Ruin" e "Green-Tinted Sixties Mind". Muitos clássicos em um único album.






Gotthard - Lipservice (2005)

Oriundos da suíça, o Gotthard nunca se destacou muito no cenário mundial apesar de possuirem uma qualidade muito superior a dezenas de bandas consagradas. Clássicos da banda como "Anytime Anywhere","Dream On", "All We Are" e "The Other Side of Me" ditam o tom do excelente Lipservice.





Aerosmith - Pump (1989)

Aclamado pelos fãs e pela crítica, Pump é o décimo album de estúdio do Aerosmith e vendeu sete milhões de cópias somente nos EUA, consagrando sucessos como "Love in an Elevator", "The Other Side", "What It Takes", e o primeiro Grammy Award da banda, "Janie's Got a Gun".






Europe - The Final Countdown (1986)

Terceiro album da banda sueca, The Final Countdown foi um estrondoso sucesso comercial, vendendo mais de 3 milhões de cópias somente nos Estados Unidos. Cinco singles foram lançados: "Love Chaser","Rock the Night","Carrie", "Cherokee" e a faixa título, "The Final Countdown", responsável por colocar o Europe no mainstream do Hard Rock.





L.A. Guns - L.A. Guns (1988)

Primeiro registro dos californianos, o album homônimo trazia grande parte do repertório escrito pelo ex-vocalista do L.A. Guns, Paul Black. Grande sucesso nos EUA, o album atingiu disco de platina e produziu hits como "No Mercy","Hollywood Tease" e "Shoot For Thrills".






Slaughter - Stick it To Ya (1990)

Outro debut que alcançou um enorme sucesso, vendendo mais de 2 milhões de unidades graças aos singles "Fly to the Angels","Up All Night" e "Spend My Life". O album ganhou também uma indicação para melhor album de metal de 1991 no American Music Awards show.




Em breve, a parte 3

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Clássicos do Hard Rock pra se Ouvir antes de Morrer - Parte 1

Como grande fã do estilo Hard Rock, resolvi criar mais uma lista. E como toda lista gera polêmica, vou logo avisando que essa é fruto da pesquisa entre amigos, internautas da web rock e é claro, do meu gosto pessoal. Lembrando que não estipulei nenhuma classificação ou mesmo uma década específica. Apenas listei alguns albuns que considero clássicos do gênero, sem priorizar nenhuma banda. Antes que alguém fale... Kiss, AC/DC, Led Zeppelin e Stones não entram por serem classic rock absolutos!!!

Que essa lista sirva pra quem ainda não conhece, dar ao menos uma conferida nos albuns listados. Sem mais delongas, Clássicos do Hard Rock pra se Ouvir antes de Morrer! (Parte 1)


Guns N' Roses - Appetitte for Destruction ( 1987 )

O Guns N' Roses teve um início tímido, mas depois que o vídeo de Sweet Child entrou na programação da MTV, conseguiram uma ótima aceitação da crítica e se firmaram como uma das bandas mais famosas da história, vendendo 40 milhões de cópias de Appetitte for Destruction ao redor do globo. No album, clássicos como "Sweet Child O'Mine", "Welcome to The Jungle" e "Paradise City".





Def Leppard - Hysteria (1987)

Lançado em agosto de 1987, Hysteria é o quarto album da banda inglesa, Def Leppard e de cara entrou no número 1 das paradas da Billboard, vendendo mais de 20 milhões de cópias em todo mundo. Hysteria produziu 6 hit singles das 12 faixas presentes no album, entre elas, o megahit "Pour Some Sugar on Me","Animal", "Love Bites","Women","Rocket", além da faixa título.





Bon Jovi - Slippery When Wet (1986)

Contando com a colaboração nas composições, do hitmaker, Desmond Child (indicado à banda por Gene Simmons), Slippery When Wet consagrou o Bon Jovi mundialmente graças a sucessos como "You Give Love a Bad Name", "Livin' on a Prayer" e "Wanted Dead or Alive".





Bon Jovi - New Jersey (1988)

Depois do estouro de Slippery When Wet, o Bon Jovi queria provar aos críticos que não era apenas um sucesso temporário e logo após o fim da tour do Slippery, gravaram o album que leva o nome da cidade natal da banda. O resultado foi um album multiplatinado que acabou fazendo ainda mais sucesso que seu antecessor, com sucessos como "Bad Medicine", "Never Say Good-Bye", "Lay Your Hands On Me", "Blood On Blood" e "I'll Be There For You".





Scorpions - Love at First Sting (1984)

Depois do sucesso do album anterior, Blackout, o Scorpions se destacava como uma das melhores bandas de Hard Rock da época. Com o lançamento de Love at First Sting , a banda alemã se consagraria de vez, conquistando os Estados Unidos. No album, sucessos como "Rock You Like a Hurricane", "Big City Nights", "Bad Boys Running Wild" e a famosa balada "Still Loving You".





Ratt - Out of The Cellar (1984)

Debut da banda americana Ratt, o album foi um sucesso absoluto, vendendo mais de 3 milhões de cópias no mundo, graças ao single da música "Round and Round", tocada exaustivamente na MTV. O album também produziu os hits "Wanted Man" e "Back for More".





Van Halen - 1984 ou MCMLXXXIV (1984)

Último album com a participação de David Lee Roth, 1984 faturou Disco de Diamante devido as mais de 10 milhões de cópias vendidas apenas nos Estados Unidos. No play, clássicos como "Jump","Panama" e "Hot For Teacher".




Danger Danger - Danger Danger (1989)

Outro debut clássico, o album homônimo do Danger Danger recebeu disco de ouro em poucas semanas do seu lançamento, graças aos excelentes hits "Don't Walk Away", "Naughty Naughty", "Under The Gun" e "Bang Bang".





Poison - Open Up and Say...ahh! (1988)

Com seu segundo registro fonográfico, o Poison vendeu 8 milhões de cópias pelo mundo, além de ganhar 5 discos de platina, tudo impulsionado pelos sucessos de 4 singles, "Nothin' but a Good Time", "Your Mama Don't Dance", "Fallen Angel" e o single número 1 da banda, "Every Rose Has Its Thorn".





Firehouse - Firehouse (1990)

Mais uma estréia de sucesso, o album homônimo ainda é um dos melhores trabalhos da banda e alcançou 2x platina nos Estados Unidos e gerou 4 hit singles: "Shake & Tumble", "Don't Treat Me Bad", "All She Wrote" e a power ballad, "Love of a Lifetime".





Journey - Escape ( 1981 )

Sétimo album de estúdio do Jorney, Escape alcançou 9x platina e colocou 4 hits nas paradas da Billboard Hot 100 singles: "Don't Stop Believin", "Who's Crying Now", "Still They Ride" e "Open Arms".





Whitesnake - Whitesnake ( 1987 )

Com mais de 8 milhões de cópias vendidas somente na terra do tio Sam, o album homônimo da cobra branca superou o sucesso de seu antecessor, Slide It In, recebendo o certificado de 8x platina e imortalizando clássicos como "Here I Go Again", "Is This Love", "Still of the Night" e "Give Me All Your Love".



Em breve a parte 2!!!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Slayer - Via Funchal, São Paulo, 09/06/2011

Mesmo com o show rolando em uma noite fria no meio de semana, a lendária banda americana, Slayer, voltou ao Brasil e mais uma vez não decepcionou os fãs que lotaram o Via Funchal, em São Paulo. Nem mesmo a ausência do guitarrista Jeff Hanneman, que foi substituido nos shows brazucas (Curitiba e São Paulo) por Gary Holt do Exodus desanimou os fãs, sedentos por um thrash metal de qualidade e em altíssima velocidade.


Tom Araya

Portões abertos por volta das 20hrs, quem teve a missão de entreter os fanáticos pelo Slayer foi a banda paulistana Korzus, que no fim das contas, foi muito bem acolhida pelo público, e não se cansou de agradecer várias vezes pelo imenso apoio. Sem muita demora e firulas na preparação do palco, passados poucos minutos das 22hrs, a banda surgiu com a intro de “World Painted Blood”, do último album e deu início a histeria coletiva que se seguiria pelas quase duas horas de apresentação.


Kerry King

Gary Holt se mostrou seguro na incumbência de substituir Jeff Hanneman e a única nota negativa foi para um problema nos P.A.s do Via Funchal durante a terceira música, o clássico “War Ensemble” (veja vídeo abaixo aos 4min 50seg) onde a única coisa que se pode ouvir foi a bateria de Dave Lombardo. O público deu uma ajuda para que a banda finalizasse a música e logo em seguida o Slayer retornou ao palco com o som reestabelecido, continuando o show sem maiores problemas.


Gary Holt

O Slayer deixou para o bis, quatro clássicos, “South Of Heaven”, “Raining Blood”, “Black Magic” e “Angel Of Death” e mesmo depois de quase 30 anos de estrada, mostrou vigor fazendo o que sabe fazer de melhor e encerrou o show deixando os fãs completamente satisfeitos.


SLAYER em São Paulo
09/06/2011 - Via Funchal
Duração: 1h50

Set-list:

World Painted Blood
Hate Worldwide
War Ensemble
Postmortem
Temptation
Dittohead
Stain of Mind
Disciple
Blood Rain
Dead Skin Mask
Hallowed Point
The Antichrist
Americon
Payback
Mandatory Suicide
Chemical Warfare
Season in the Abyss
Snuff

South of Heaven
Raining Blood
Black Magic
Angel of Death





sábado, 11 de junho de 2011

X-men First Class - Resenha

Assisti no último sábado ao aguardado X-men First Class e tive uma grata surpresa. Depois da franquia X-Men patinar nos cinemas com o discutível "X-Men: O Conflito Final" e o criticado "X-Men Origens: Wolverine", a Fox não quis correr riscos e trouxe de volta Bryan Singer, que mesmo não podendo dirigir o quinto filme da série, ficou encarregado do roteiro à cinco mãos, além de assumir o papel de produtor do longa, dirigido com louvor por Matthew Vaughn.

Ambientado na década de 60, First Class, mostra a origem do grupo de mutantes mais famoso da Marvel, o recrutamento de cada membro da equipe e a revelação de seus poderes. Sem ficar repetindo sinopse, posso afirmar que a história é bem amarrada aos acontecimentos da época e liga todos os pontos presentes nos filmes da trilogia original. Além de um bom roteiro e boas cenas de ação, o filme conta com boas interpretações, principalmente dos atores James McAvoy e Michael Fassbender, responsáveis pelos papéis, respectivamente de Charles Xavier e Erik Lensherr, o Magneto. Esse último, diga-se de passagem, perfeito.

Pra fazer frente aos X-men, temos o famoso Clube do Inferno, liderado pelo misterioso Sebastian Shaw, interpretado magistralmente por Kevin Bacon. É justamente do embate entre os X-men e o Clube do Inferno que surge uma enorme desavença dando origem à eterna guerra entre a Irmandade de Mutantes, liderada por Magneto e os X-Men do Professor X. Apesar do foco do longa ser principalmente, Xavier e Magneto, os demais membros da equipe são bem desenvolvidos e ajudam o filme a decolar, tornando-se, sem dúvida, o melhor de todos da série.

Um detalhe curioso é que a primeira cena é uma repetição da primeira cena do filme original de 2000. Falando em detalhes, uma rápida aparição da mutante Tempestade ainda menina e o fanfarrão Wolverine bebericando em um bar, numa participação relâmpago de Hugh Jackman. Na minha opinião, os únicos destaques negativos são para a maquiagem do Fera (em sua forma azul), que mais parece um desenho animado e para a ausência da cena pós créditos, que já é uma tradição dos filmes da Marvel. Recomendo.

Com direção de Matthew Vaughn e produção de Bryan Singer, o elenco de X-men First Class conta com January Jones (Emma Frost), Lucas Till (Destrutor), Nicholas Hoult (Fera), Caleb Landry Jones (Banshee), Edi Gathegi (Darwin), Oliver Platt ("Homem de Preto"), Rose Byrne (Moira MacTaggert), Jason Flemyng (Azazel), Jennifer Lawrence (Mística), Morgan Lily (Mística criança), Zoe Kravitz (Angel), Álex González (Maré Selvagem) e Bill Milner (jovem Magneto).

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