sábado, 29 de outubro de 2011

Steel Panther no programa LA INK

Levei algum tempo pra conseguir achar o episódio correto mas finalmente consegui editar a engraçadíssima participação da banda Metal Skool, atualmente conhecido como Steel Panther no programa LA INK,

estrelado pela tatuadora Kat Von D. Pra quem quiser assistir o episódio completo, é o "Life after Pixie". Divirtam-se!






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domingo, 23 de outubro de 2011

Mickey Hargitay - A Lenda

Pra início de conversa, quero agradecer aos jornalistas do Globo, Claudia Amorim e Mario Abbade, por terem me citado e divulgado o blog na reportagem publicada na data de hoje na Revista O Globo, sobre a trajetória do fantástico ator Mickey Hargitay. Pra quem nunca ouviu falar, o cara ganhou sua cadeira cativa na cultura pop graças a "The Bloody Pit of Horror", filme de horror gótico baseado nos escritos do Marquês de Sade e dirigido por Massimo Pupillo, com sessão hoje no Centro Cultural Banco do Brasil, às 16 horas.

Mas qual o motivo desse filme ter se tornado um ícone? É simplesmente pq Mickey encarna o protagonista "The Crimson Executioner", inspirado no personagem de quadrinhos do Fantasma, criado por Lee Falk e veste a mesma roupa e capuz, só que é a personificação do mal e foi responsável por imortalizar a citação: "My Vengeance needs blood" (Minha vingança precisa de sangue). The Bloody Pit of Horror inspirou a banda de metal, Gwar a lançar no ano passado um album homônimo conceitual. Atualmente é um dos filmes mais engraçados do gênero sem ter essa intenção.



Seu sobrenome deve ser lembrado atualmente pela participação no seriado "Law & Order: Special Victims Unity", onde contracenou com sua filha, Mariska Hargitay, no episódio "Control". Mickey interpreta um homem que presencia um ataque brutal na em uma escada rolante da estação de metrô. O personagem de Mariska, Olivia Benson, o entrevista sobre o caso, por ser uma testemunha. Mariska já recebeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz (série dramática) e o Emmy Award (Oscar da TV), por esse seu personagem.

Nascido na Hungria em 1926 e falecido em 2006, Mickey teve uma trajetória de vida fantástica. Praticante de esportes desde cedo, começou como acrobata com seus irmãos e depois foi para o futebol, onde era um ótimo jogador, mas resolveu seguir outra carreira esportiva: patinação de velocidade, onde foi campeão europeu. Fez parte da resistência contra os nazistas durante a 2ª Guerra Mundial na Hungria e depois da guerra foi para os Estados Unidos em 1947, para fugir do serviço militar obrigatório soviético.


Ao chegar nos EUA, Mickey entrou em um ginásio em Indianápolis em 1947, e nunca tendo levantado pesos antes, deixou o proprietário espantado ao levantar mais de £ 215 libras. Depois de ver o fortão Steve Reeves na capa de uma revista, resolveu iniciar a prática do halterofilismo. Uma curiosidade: tanto Reeves como Mickey interpretaram depois nos cinemas “Hercules” em produções italianas. Ainda naquele mesmo ano, Mickey se casou com Mary Birge e teve uma filha, Tina Hargitay em 1949, porém o casório só durou até setembro de 1956.

Mickey levava o halterofilismo tão a sério que ganhou o título de Mr. Universo em 1955. Depois de sagrar-se campeão, juntou-se ao show da atriz Mae West: Mae West’s Muscleman, onde conheceu Jayne Mansfield, em 1956, e com quem se casou em janeiro de 1958. Jayne brincava dizendo que quando percebeu Mickey no show, ela disse ao garçom: "Quero um bife, e aquele homem alto, à esquerda." Os dois se apaixonaram perdidamente e nunca mais foram vistos separados. A carreira de Mickey no cinema começou através de Jayne que exigiu que ele seria lançado em seu mais novo filme, “Will Success Spoil Rock Hunter?” (1957).


Mickey foi o primeiro a receber o prêmio Joe Weider Lifetime Achievement Award. Joe Weider é o co-fundador da Federação Internacional de Bodybuilders (IFBB) e criador do Mr. Olimpia e Mrs. Olimpia. Em maio de 2006, ele recebeu o prêmio Muscle Beach Hall of Fame Award da Muscle Beach Historical Committee. Mickey morreu em Los Angeles em 14 de setembro de 2006, com 80 anos, a partir de mieloma múltiplo. O jornal Los Angeles Times colocou em seu obituário que Hargitay foi um dos grandes responsáveis pela popularização do bodybuilder e uma influência direta na carreira de Arnold Schwarzenegger, entre outros fortões do cinema.


Falando em Arnold Schwarzenegger, antes do sucesso, o governator interpretou o papel de Mickey Hargitay em 1980 no filme televisivo “The Jayne Mansfield Story”. Inclusive, Arnold tem uma trajetória de vida quase que idêntica a de Mickey: ambos são europeus (Mickey é húngaro, Arnold é austríaco) que foram para os EUA, se tornaram Mr. Universo e conseguiram se tornar atores de cinema. Mickey casou-se com Jayne Mansfield e Arnold com Maria Shriver, sobrinha de John e Robert Kennedy. Mansfield abriu o caminho do cinema para Mickey. Shriver abriu os caminhos da política para Arnold, que se tornou governador da Califórnia por dois mandatos.




Mickey Hargitay: "Eu Gostei da minha carreira. Nunca quis ser mais do que o que eu era, e eu me diverti fazendo isso."

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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Guns N' Roses - O fim?


Depois de tanto falatório, prós e contras sobre a performance do GUNS N' ROSES no Rock in Rio, agora que a poeira já baixou, como fã do verdadeiro Guns N' Roses, vou tecer meus comentários...

Em primeiro lugar, muito se falou sobre o visual do vocalista Axl Rose e sua forma física, pra lá de "rechonchuda". Bom, quanto a isso, é bom lembrar que a idade chega pra todos, alguns ganham uns quilos a mais e outros não. O cara já tem quase cinquentinha e se ele está com 120kg ou mais é um problema dele, nada tem a ver com a música. Atualmente, Axl tb causa burburinho por conta de seu figurino, com direito a chapéus variados e de um bigodinho pomposo. A verdade é que os figurinos dos músicos de Hard Rock sempre foram criticados, isso desde a década de oitenta, quando todos eles praticamente se travestiam. E mais uma vez eu afirmo, pode ser vergonhoso a forma como determinado músico se veste, mas isso nada interfere com a música.

Musicalmente falando, na minha visão, não concordo com o fato de Axl Rose continuar levando o nome Guns N' Roses sozinho, sem os caras que estavam lá nos primórdios por alguns simples fatos: Axl foi o único responsável pelo sucesso da banda? Sozinho, não. Foi um dos responsáveis, mas o Guns N' Roses alcançou o status que atingiu, não só graças a Axl, mas graças tb a Izzy, Duff e Slash, afinal de contas, poucos se lembram que as grandes composições da banda tem o dedo de Slash e principalmente do hitmaker, Izzy Stradlin.

Axl pode ser considerado sim um grande músico, que já escreveu obras primas como "November Rain" e "Estranged", mas mesmo nos albums "Use Your Illusion", muitas das composições são assinadas pelos demais integrantes, leia-se Slash e Izzy, e esse fato as tietes de Axl praticamente ignoram. O album "Chinese Democracy" levou mais de 10 anos pra ficar pronto e nem por isso chega aos pés de "Appetite for Destruction" ou mesmo dos "Illusions", fato. Sejamos sinceros aqui, é um bom album mas nada além disso. Só isso já prova que a velha química não existe mais pq falta justamente o dedinho e o carisma dos integrantes da formação clássica. O Guns N' Roses se tornou uma banda cover de si mesma.

Os músicos novos são bons? Sim, são muito bons. Os integrantes atuais da banda executam com maestria os clássicos dos anos 80 e 90 mas é sempre bom lembrar que quem criou aquilo tudo lá que eles estão tocando não foi nenhum deles e tão pouco Axl Rose fez tudo sozinho. Eles podem soltar albuns muito bons no futuro, não dúvido disso, mas ainda assim acho que vai ser difícil superar "Appetite for Destruction", principalmente por ser do conhecimento de todos que a coisa toda agora gira na mão de Axl Rose, não existe liberdade criativa no sentido de banda. É uma banda contratada e ponto. Então pq insistir com o nome "Guns N' Roses"?

Sobre a performance de Axl Rose, ok, conforme eu mesmo já disse, o cara já tá quase cinquentão, não tem mais a mesma potência de 20 anos atrás e mesmo com a voz se esvaindo à medida que o show acontecia, ainda tem alguma lenha pra queimar. Só não me venha botar a banca de ser o mega vocalista. O correto seria ele se apresentar como artista solo ou chamar a banda de qualquer outro nome e parar de insistir em manchar a reputação do verdadeiro Guns N' Roses.

domingo, 9 de outubro de 2011

Metallica - 20 Anos do ‘Black Album’


Muito se falou dos 20 anos do album "Nevermind" do Nirvana, que revirou o mercado fonográfico e ditou uma nova tendência para o rock. Mas como eu não sou tão fã assim do Nirvana, prefiro lembrar de outro aniversário...o do album “Metallica”, mais conhecido mundialmente como “Black Album”, justamente por conta da capa preta com apenas um discreto logo do Metallica e uma cobra, referência à  bandeira de Gadsden, usada pelos fuzileiros navais durante a revolução americana.

O black album também completou 20 primaveras no último mês de agosto e foi o responsável por alçar, não só o Metallica mas todo um estilo, ao mainstreem. Com mais de 15 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos e mais de 22 milhões em todo o planeta, nunca uma banda de trash metal tinha alcançado tal façanha. A verdade é que o black album representou um divisor de águas para a banda, que ganhou muito mais que perdeu. Enquanto alguns fãs mais xiitas viraram as costas para o Metallica, para os menos radicais e apreciadores de um bom rock n' roll e de boa música, o album é uma pérola, independentemente de ser um album mais comercial e da sonoridade diferente dos seus quatro antecessores  (“Kill ‘Em All”, “Ride the Lightning”, “Master of Puppets” e “…And Justice For All”).


O Metallica já mereceria respeito por ter sido uma das primeiras bandas que ousou apostar em uma sonoridade diferente baseada naquilo que os músicos realmente queriam fazer. As mudanças saltavam aos ouvidos de cara. Apesar de manter o peso, os andamentos estavam mais lentos, a duração das músicas também diminuiram, vocais mais limpos e menos gritados e uma balada pra lá de radiofônica (“Nothing Else Matters”), algo impensável apenas dois anos antes para uma banda thrash nos padrões do Metallica.

Para auxilia-los nesse empreitada, a banda contou com o produtor Bob Rock, que já possuia um currículo respeitável e contabiliza trabalhos com Mötley Crüe, Aerosmith e Bon Jovi. Apesar das mudanças visando um som mais comercial, é inegável que Bob Rock ajudou o Metallica a popularizar o heavy metal no início dos anos 90 e conseguiu uma produção espetacular para o album.



Eu tenho um carinho em particular por esse album pois foi com ele que eu realmente me tornei um fã do Metallica, justamente depois de assistir a apresentação da banda no MTV Video Music Awards de 1991, tocando "Enter Sandman".  A partir dai, busquei os trabalhos anteriores e passei a acompanhar a banda. Voltando a falar do album..."Enter Sandman", "Nothing Else Matters", "Sad But True", "Wherever I May Roam" e "The Unforgiven" foram os hits de sucesso do album que ao meu ver tem mais 3 pauladas clássicas: "Through the Never", "My Friend of Misery" e "Of Wolf and Man".

O album é tão importante que ganhou um DVD especial com detalhes sobre a sua produção, com a banda, anos depois, comentando todo o processo de criação e gravação. Aproveitando a dica do DVD, vale assitir também ao DVD "A Year and a Half in the Life of Metallica - Part 1 & 2", que abrange desde a produção do "Black Album" até a tour mundial que a banda fez para promove-lô.

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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Kiss: Por Trás Da Máscara


Por ser tratar da Biografia oficial autorizada pela banda, cheguei a temer que muita coisa seria encoberta, afinal de contas, todo mundo tem os seus esqueletos no armário. Mas apesar de um início mediano, Paul e Gene colocam as cartas na mesa e contam sem cerimônias, detalhes curiosos da história da banda, como os músicos de estúdio que eram contratados pra gravar determinadas faixas pq tocavam melhor ou mesmo quando outro guitarrista contratado criou um solo genial e tascou no album, tudo em nome da perfeição musical.

Sob a batuta dos autores David Leaf e Ken Sharp, o livro de 478 páginas, é dividido em três partes, e começa com a transcrição de uma entrevista realizada com toda a banda (com um destaque óbvio para Paul e Gene) no seu auge, em 1979. O que tinha tudo pra ser uma introdução detalhada, já que os integrantes comentam um pouco sobre suas infâncias difíceis em Nova Iorque, se torna uma narrativa cheia de atropelos, onde nada é esmiuçado e sem muitos detalhes. Em poucas páginas os caras já são o KISS,  uma das maiores bandas de todos os tempos, que lotam arenas, tocam para milhares de pessoas e com três álbuns gravados. A impressão que se tem é que eles eram super unidos e que viviam as mil maravilhas.

Na segunda parte, sem mais nem menos, o autor transforma a banda de amigos em músicos preocupados apenas com os próprios egos, onde Paul e Gene são os patrões perversos que expulsam Ace Frehley e Peter Criss em meio aos abusos de drogas e álcool. E se tudo se passou rápido na primeira parte, se prepare pra isso... 20 anos de história são resumidos em míseras dez páginas, com um salto até a reunião, em 1996! Não sei qual a razão disso mas sem sombra de dúvidas, uma falta de respeito com os fãs, praticamente ignorando albuns fantásticos como o Creatures Of The Night, Crazy Nights e Revenge, sem contar na menção aos demais integrantes que passaram pela banda ao longo de duas décadas e que não tiveram uma abordagem de destaque. Para ficar pior, temos parágrafos intercalados com depoimentos deprimentes de outros músicos sobre o Kiss que nada acrescentam à história, com coisas do tipo: “O Kiss é demais”. Como pior não poderia ficar, as coisas melhoram bastante quando o fã de longa data, Ken Sharp, faz um apanhado de várias entrevistas realizadas na época da reunião, onde a banda literalmente lavou a roupa suja em público.

Na terceira e última parte, o livro engrena de vez e revela um monte de curiosidades que os fãs nem sonhavam, com a descrição faixa a faixa de TODOS os álbuns já lançados, desde a primeira demo, passando pelos trabalhos solos, até o album Psycho Circus. Para completar, um bom acervo de fotos raras do início de carreira da banda, incluindo aí, as primeiras maquiagens, que eram ligeiramente diferentes das que seriam eternizadas para os fãs. Apesar do deslize lamentável de pincelar 20 anos em 10 páginas, leitura obrigatória para os fãs da banda ou mesmo para aqueles que somente se interessam pela trajetória de uma das maiores bandas da história do Rock.

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