sexta-feira, 27 de julho de 2012

Gotthard - Firebirth - Resenha

Dois anos depois do falecimento do vocalista Steve Lee, morto em um acidente em outubro de 2010, o Gotthard retorna com “Firebirth”, nono disco de estúdio da banda e não deixa dúvidas de que acertou na escolha de Nic Maeder para assumir a vaga de novo vocalista. Mesmo com o luto do Gotthard pelo falecimento de Lee, que diga-se de passagem, era um dos fundadores do grupo, a dúvida que ficou no ar seria se a banda iria acabar ou não, depois de ter perdido o carismático e talentoso Steve Lee.

O guitarrista Leo Leoni, co-fundador do grupo ao lado de Lee, ao lado dos demais integrantes, o guitarrista Freddy Scherer, o baixista Marc Lynn e o baterista Hena Habegger, decidiram que o show não podia parar e resolveram seguir em frente com um novo vocalista. O escolhido foi Nic Maeder, que já mostrou ser uma decisão acertada da banda e apesar do timbre semelhante ao de Steve Lee e de já ter sido bem aceito pelos fãs do Gotthard, ainda precisa criar sua própria identidade dentro da banda. Mais de meio caminho andado ele já tem, porque mesmo com todas as comparações possíveis em torno do estilo e timbre semelhantes, ele já mostrou que não é um mero clone de Steve Lee. Isso com certeza ajuda na execução das músicas mais antigas ao vivo, além de facilitar ainda mais a aprovação dos fãs. 



Mesmo com a ausência de Lee, o material continua de alta qualidade, com músicas bem arranjadas e os indefectíveis refrões grudentos. Desta vez a banda só pecou no excesso de baladas e talvez na ordem das faixas. O album abre com "Starlight", que já havia sido lançada como single e também já tinha ganho um videoclipe, e apesar de ser uma ótima faixa, poderia ter dado lugar a música "I Can", como faixa de abertura e que foi parar no fim do CD. "I Can" tem um punch muito mais Hard Rock com uma boa velocidade e boas guitarras e teria sido um cartão de visitas mais empolgante. Todo mundo sabe que eu não gosto de ficar citando faixa por faixa, mas posso garantir que o grupo continua mandando bem nas composições, com uma escorregada aqui e ali, tudo dentro da normalidade. Musicalmente, diferente do que sugere o título, Firebirth não mostra nada de diferente mas a conclusão a que se chega é que mesmo não estando no nível de "Lipservice" ou de "Dial Hard", "Firebirth" é melhor que os mais recentes "Domino Effect" e "Need to Believe" e merece uma conferida. Nota 8.


01. Starlight
02. Give Me Real
03. Remember It’s Me
04. Fight
05. Yippie Aye Yay
06. Tell Me
07. Shine
08. The Story’s Over
09. Right On
10. S.O.S.
11. Take It All Back
12. I Can
13. Where Are You? (dedicada a Steve Lee)

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